VISÃO NO MAPA

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VISÃO NO MAPA

Construir um mapa com elementos da sua ideia já é comunicar algo e esse instrumento pode ajudar no desenvolvimento dos projetos e na organização das ações.  No quarto estúdio de criação do ciclo de 2018 da Agência, o Mapa foi usado pelos bolsistas para identificar meninas que foram mães cedo e jovens que largaram a escola.

Os 75 jovens – nos núcleos Zona Oeste 1 [Santa Cruz], Zona Oeste 2 [Batan] e Zona Norte [Pavuna] – logo cedo foram convidados a participar de uma aventura. Discutiram sobre o conceito de mapa, e as várias possibilidades de se construir um, seja nas artes plásticas, nas primeiras representações da terra brasileira ou em calçadas quebradas que acidentalmente mostram um formato de mapa.

Como um primeiro exercício, foram feitos mapas de memória com 5 nomes de conhecidos e seus territórios. Os jovens conversaram uns com os outro sobre a produção desse primeiro mapa, e discutiram sobre o porquê de fazerem mapas dentro da metodologia da Agência, sobre os aprendizados que tiveram no momento inicial de estúdio.

Em Santa Cruz, quando a mediadora Mariana Xavier perguntou sobre a importância de se usar o mapa no desenvolvimento de projetos, Joyce Elen [23] respondeu “Visão”. A jovem explicou que o mapa faz perceber uma realidade que estava despercebida, “eu só passei a ver mães jovens quando eu me tornei mãe jovem, antes eu não via” conta Joyce, que neste sábado participou do estúdio junto com seu filho de um ano e três meses de idade.

 

BUSCA PERSONALIZADA

Cada jovem recebeu a missão de descobrir 5 pessoas que abandonaram os estudos e mais 5 mães jovens. O trabalho foi telefonar ou entrar em contato pelo whatsapp, para uma breve conversa sobre o que poderia ser feito para que jovens voltem a estudar, ou para apoiar projetos de vida de jovens mães.

Gabriel Marques, jovem bolsista da Agência e morador do João XXIII, conversou pelo telefone com Tomas, que largou a escola. Os dois têm a mesma idade,19 anos. “Tomas tem uma história parecida com a minha, precisou largar a escola para trabalhar e eu também, mas ele conseguiu correr atrás, ganhou uma bolsa de estudos e conseguiu concluir”, conta Gabriel.

Vários casos de evasão escolar devido à gravidez na adolescência foram identificados, “das dez que entrevistei, acho que 9 ou 8 saíram da escola por causa da gravidez”, afirmou Joyce. Uma dessas entrevistadas foi Marcele, que teve gêmeos aos 13 anos e, sem apoio, precisou sair da escola. Hoje Marcele tem 37 anos, 7 filhos, já é avó e diz que o apoio para que as mães jovens continuem estudando faria diferença em suas vidas.

 

É O JEITO DE FAZER

Tradicionalmente a Agência contacta jovens num trabalho personalizado e atencioso. Percorrer as ruas o território batendo de porta em porta, telefonar, acompanhar de perto cada bolsista e o desenvolvimento de sua ideia são práticas que estão no DNA da Agência. Por isso o exercício de contactar pessoas e sistematizar num instrumento – o mapa – as conversas que aconteceram.

Ao final do encontro em Santa Cruz, Mariana pede para que os jovens definam em uma palavra o aprendizado do dia. Sensibilidade, empatia… Mas quando surge a palavra impotência, Laís Andrade, de 18 anos, retruca: “eu não consigo pensar em impotência, consigo pensar em potência. Hoje eu saio com a empatia renovada, com sensação de potência, se a gente quiser a gente pode fazer alguma coisa”.

#TodoJovemÉRio

#Ciclo2018

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