Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Cultura

apresentam

Direto da Agência » 25.10.2016 - Jeandson Alves – Conexões e Comunicação

Veridiana: um olho na ideia, outro no território

Desenvolver o sentido empreendedor do lugar que a cidade do Rio de Janeiro começa, Santa Cruz. O que pode nascer desse ciclo mais curto e mais focado no verbo “empreender”? Os instrumentos da metodologia da Agência de Redes Para Juventudes foram aplicados, porém, alguns foram calibrados para destacar os potenciais de serviços para o território. A partir de suas trajetórias e conhecimentos do território, os jovens desenharam suas ideias, projetando e alinhando seus negócios com impacto no território.

Singularidades do território e Inovação

Inovação é uma palavra importante para o dicionário empreendedor. Desse ciclo surgem projetos com foco em festivais musicais, de dança e ritmos, veículos de comunicação, brechós, oficinas de capacitação e até engenharia! As ideas de empreendimentos buscaram destacar esse diferencial de inovação, o que podemos chamar de oportunidades de negócios. Onde atuar? Qual meu público- alvo? Existe demanda no meu território? Não foram apenas respostas, mas perguntas bem direcionadas que os jovens incluíram nos seus planejamentos para viabilizar essas oportunidades.

“A minha mãe nunca teve uma visão negativa em relação aos brechós, ela sempre trouxe esse hábito pra dentro de casa. Até eu não gostava disso. Mas comecei a ver pelo lado de brechós da Zona Sul, por que tenho primas que têm brechó, e elas andam com pessoas que tem esse hábito. Então comecei a ver por esse lado mesmo, e depois passei a observar o lugar onde moro, a Zona Oeste”, explica Bárbara Gomes, de 17 anos, um pouco de suas referências para idealizar o Brechó Hippaz, junto com Gabrielle Alves, de 22 anos e Myllena Silva, de 18 anos, um brechó online que também customiza peças de roupas adquiridas pela marca. Segundo Bárbara, pela Zona Oeste existe muito brechó de estilo com bons preços, por que não difundir essa cultura de reutilização de roupas?

Ouça os BRTs, Lava-Jatos, ouça

O Funk é outro exemplo nesse ciclo empreendedor. É muito provável que no primeiro Lava- Jato que você encontrar em Santa Cruz esteja tocando algum Mc no radinho, ou alguém cantando no BRT para passar a viagem ou mesmo uma tia enquanto cozinha. Um festival de Funk com protagonismo feminino não seria interessante?

“Vamos realizar o festival e depois disso, vamos promover rodas de conversa nas escolas, com batalhas de passinho. Vamos convidar pessoas que tenham barracas de lanches para vender no festival, com a cobrança de 10 % do lucro” conta Jessy Anne, de 20 anos, integrante do Funk-se. Além disso, o grupo de de oito meninas preocupa-se com a circulação na cidade, considerando as características do Funk que acompanha muitos usuários do BRT; gerar produtos associados a esse ritmo é uma estratégia de divulgação. “Também queremos ter uma confecção para gerar produtos da nossa marca: boné, copo, camisa para que as pessoas usem.” complementa Jessy Anne.

Os novos empreendedores de Santa Veridiana, de 14 à 29 anos, trouxeram propostas de projetos atentas às particularidades dessa região associadas às suas trajetórias de vida, em diversos aspectos. Transportes públicos (BRTs), ritmos musicais (Funk e Black Music), suas famílias e círculos de amizades são algumas dessas fontes de percepção desses jovens.D esde de sempre, Santa Cruz pensa, planeja, inventa a cidade!