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Uma Mão Loga a Outra: cultura digital no Cesarão

O Uma Mão Loga Outra, projeto criado por Aleef dos Santos (21), Ana Carolina da Silva (16), Ranolfo Ferreira (18) e Klethelen Santos (17), foi o segundo projeto da desencubadora da Rede Agência a inaugurar suas ações. Assim como o Cine Batan, a ideia da primeira ação foi criar uma nova movimentação no território: o projeto levou os 20 participantes do curso de cultura digital – em sua maioria idosos – para a Nave do Conhecimento em Santa Cruz.

Desenvolvido no primeiro ciclo da Agência de Redes para Juventude em Santa Cruz, os quatros jovens conseguiram potencializar e concretizar sua ideia no território após os cinco meses de desenvolvimento desse projeto voltado para a inclusão e cultura digital de adultos acima de 45 anos. Durante as mobilizações, os jovens identificaram que muitas pessoas dessa faixa etária são analfabetas e que a relação delas com o mundo digital era menos técnica e mais afetiva. Por isso, os jovens construíram uma metodologia – junto com a tutora Marcelle Bezerra e a coordenadora metodológica da Agência Ana Paula Lisboa – que pudesse ir além dos programas de computador e colocasse mais em evidência todas as mudanças e usos que a tecnologia digital tem proporcionado nos últimos anos.

O primeiro dia de atividades teve duração de três horas e contou com um conteúdo bastante dinâmico com vídeos explicativos sobre experiências de pessoas de terceira idade com cultura digital, com direito a debate à observação de mapas da cidade.

O nome do projeto revisita o ditado popular para mostrar que a inclusão e cultural digital é um caminho para troca de ideias e experiências.

Segundo Maria Helena Araújo (62), os jovens começaram muito bem. “Eles tratam a gente com tanto carinho que dá gosto, assim vamos aprender mais rápido. Eu sempre quis fazer aula de informática, mas antes só tinha pra jovem e meu neto não tem paciência pra me explicar”, conta Maria Helena sobre sua experiência que é um exemplo sobre o qual o projeto quer agir: interação e cooperação entre gerações.

Muitos participantes apontaram a falta de paciência da maioria dos jovens que conhecem para ensinar informática. “Nós queremos mostrar que a relação entre a juventude e a terceira idade pode ser diferente”, conta Kethleen. Por isso, paralelo às aulas de informática, um ciclo de troca de memórias será feito, com uma exposição da memória local, unindo cada ponto da história do território com a vida dos participantes do projeto.

O projeto tem o objetivo de pensar inclusão digital como uma forma de conectar histórias e gerações do Cesarão

O desejo de trabalhar com informática e a possibilidade de potencializar as pessoas do território são os pontos de partida para mais essa realização na cidade. Elisa de Santa Rosa (64) mostra suas expectativas sobre o projeto brincando com seu nome. “Uma mão loga a outra e as duas agradecem a Deus por esse projeto porque é maravilhoso! Eu estou muito animada.” Se você quiser conhecer mais, é só chegar junto na Rua 58, no Cesarão (em frente ao Brizolão), toda terça e quinta.

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