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Um dia depois de amanhã

Por Adair Aguiar

O dia da independência, comemorado em 7 de setembro, teve uma significado especial para 1.200 jovens inscritos no processo de seleção da Agência de Redes para a Juventude. Este dia, carregado de todo um simbolismo histórico, antecedeu a uma importante etapa do projeto, encontrar jovens com potenciais desejantes e uma vontade sem fim de inventar um novo espaço-tempo em seus territórios. Tarefa nada fácil para a equipe da Agência.

Formada por universitários, mediadores, pesquisadores e convidados, a equipe se uniu com um objetivo em comum, reconhecer o potencial criativo de jovens de 22 comunidades cariocas para participar de um período de apreensão de estímulos com o objetivo de que estes jovens possam inventar projetos de vida em seus territórios.

Equipe da Agencia seleciona jovens do Complexo do Alemão

Um dos integrantes desta equipe foi o ator e comunicador, Jorge Freire, que participou da Agencia de Redes no ano passado como mediador e este ano foi convidado para participar deste importante momento da metodologia empregado pela ARJ.

O dia 8 de setembro de 2012, foi um dia único. Sem sombras de dúvidas, a partir deste momento o sentido da palavra Independência teve um novo significado na vida destes jovens.

Jovens vivendo seus sonhos

Thayane Martins, de 16 anos, mora com a mãe e padastro e tem mais três irmãos, chegou no CAIC Teóphilo de Souza Pinto para passar por uma entrevista , digamos, diferente. Esta entrevista não teria ao final uma redação, como muitos aguardavam, e sim um encontro de descoberta entre jovens que se reconhecem, não pelas características físicas ou por estereótipos que generalizam e os tornam homogêneos, mas pela diferença.

Thayane Martins, 16 anos, estuda para ser enfermeira da Marinha

Thayane, tem um sonho: ser enfermeira da Marinha. Para isto ela estuda a noite, faz curso preparatório para o Colégio Naval e quer entrar para a Agencia de Redes, caso não consiga atingir seus objetivos. Como se este fosse o fim de uma menina determinada como ela. Em sua ultima prova para o Colégio Naval, ficou de fora por uma posição. “Ano passado eu tirei nota 8, mas uma menina tirou 8,3 e passou na minha frente e eu fiquei de fora”, revela.

Mas como este é seu sonho, certamente ele irá alcançar o destino que ela traçou. Este ano ela entrou para um curso preparatório para a Colégio Naval e iniciou o seu desejado curso de enfermagem. Acreditamos que o potencial desta jovem de 16 anos é determinante para a concretização de seus sonhos, para esta jovem o sonho é algo que ela vive, é real.

Participar do sonho destes jovens e estimular a articulação deles é o desejo que a Agência de Redes para Juventude pretende realizar na cidade. A existência deles já é carregada de desejos e potências. O que falta, é sensibilidade para descobrir nas expressões, nos gestos, na fala em cada sentimento traduzido em movimento, estas potências no mundo.

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