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Direto da Agência » 09.10.2015 - Juliana Sá – Conexões e Comunicação

Troca uma ideia?

Debora (na foto) e Cassiane uniram-se à Ana para formar um só projeto no Batan.

Debora (na foto) e Cassiane uniram-se à Ana para formar um só projeto no Batan.

Boas ideias podem surgir da colisão de palpites. É por isso que a Agência de Redes para Juventude realiza a Feira de Ideias, a fim de criar um espaço onde os jovens possam se misturar e combinar seus desejos. No dia 26 de setembro, os seis núcleos da Agência 2015 vivenciaram esse momento da metodologia e os jovens puderam mesclar suas ideias, transformando-as em “ideias de projeto”, a partir de agora levadas à frente por grupos.

No Batan, a atividade começou com uma Feira de Trocas em que cada jovem levou um objeto para desapegar e trocar com um colega. Kathllen levou um batom roxo para a troca e fez sucesso. Todos queriam ficar com a maquiagem da moça. O objetivo da atividade era desenvolver nos jovens a capacidade de apresentar suas ideias para que, mais tarde, convencessem outros jovens a se juntarem para formar projetos coletivos. Kathllen, que inicialmente queria montar um centro de recuperação para usuários de drogas ilícitas, conseguiu agregar dois colegas, transformando a ideia de projeto num centro cultural que atenderá a esse público.

Kathllen levou um batom roxo e fez sucesso na Feira de Trocas do Batan.

 

 

 

Trocando ideias

O talento com reinvenções de looks foi o que uniu Ana Beatriz, de 18 anos, a Débora Mendes, de 16, Cassiane Santos, de 17. Na mãos delas uma blusa masculina ou uma peça usada vira o novo visual para desfilar no dia a dia ou arrasar com aquele selfie!
Até a Feira, Ana já queria atuar no campo da moda, desenvolvendo um projeto com customização de roupas. Débora e Cassiane também sempre gostaram de customizar. As meninas já estavam juntas antes da feira e tinham a ideia de montar um salão de beleza para trabalhar a autoestima de crianças e adolescentes.

Débora e Cassiane já estavam juntas e queriam montar um salão de beleza no Batan.

A afinidade em comum foi descoberta na dinâmica de aquecimento para a Feira: uma música tocava enquanto os jovens se movimentavam livremente pela sala e, quando a música parava, deviam virar para o colega mais próximo e contar sobre sua ideia. Em uma das rodadas, elas trocaram palpites e em seguida se juntaram para formar um grupo. As meninas perceberam que suas habilidades criativas fortaleceriam um projeto coletivo, então juntaram as ideias.

O projeto agora vai customizar roupas e realizar desfiles com as próprias meninas do Batan. Nesses eventos, elas vão cuidar de tudo: roupa, cabelo e maquiagem. Essas ações são tentativas de mostrar novos estilos no território. “Seria especial ver as pessoas da minha comunidade usando novos estilos e criados pela minha equipe. O Batan ficaria um lugar diferenciado”, conta Ana Beatriz.

Além de trabalhar a autoestima e colocar o território em evidência, as jovens também encaram o projeto como uma forma de empreender. Elas já pensaram em parceiros locais como a Associação dos Moradores para arrecadação de roupas e os eventos como possibilidades para expor as criações. O preço dos produtos e a sustentabilidade das produções também foi discutido. O objetivo é vender a um preço mais barato e, para isso, elas estão traçando estratégias e vendo como as redes poderiam favorecer.