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Terceiro encontrão na Arena Jovelina

Sábado passado foi dia de mais um dia de Encontrão da Agência de Redes para Juventude na Arena Jovelina. Neste dia, quase três meses depois do primeiro encontrão, os bolsistas treinaram a apresentação de suas ideias para outra comunidade, para convidados e para os integrantes da Rede Agência, que opinaram sobre as propostas de ação da galera.

Na parte da manhã, a galera se juntou para duas palestras inspiradoras sobre empreendedorismo e panorama da juventude no país. Marcus Faustini começou o dia falando sobre a classificação “jovens Nem Nem” e as complexidades que essa expressão contém. Mais de 500 mil jovens, de 18 a 24 anos, no estado do Rio de Janeiro não estudam nem trabalham. Marcus Faustini apresentou aos jovens de favela essas e outras as estatísticas do IBGE e deixou para eles o desafio: “Não adianta trabalhar na favela se não trabalhar com esse jovem… Cada projeto de vocês vai ter que atingir 15 jovens ‘nem nem'”. Além de assumir um compromisso com esse problema, a Agência quer encontrar uma nova nomenclatura para ser usada. “Nós precisamos mostrar pro governo que não adianta só classificar esse jovem dessa maneira, porque parte de um pressuposto negativo… O nome que damos às coisas diz como as pessoas vão se aproximar delas. ‘Nem nem’, a gente tem que mudar esse nome”, diz Faustini.

Adaílton Medeiros mandou o papo sobre suas experiência no cinema e a criação do Ponto Cine.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logo em seguida, começou a conversa sobre experiências empreendedoras, realizada em parceria com o Sebrae. Adailton Medeiros é criador do Ponto Cine e o foi convidado dessa edição do Encontrão. “Cresci ouvindo que nós, de área como Pavuna e Anchieta, não tínhamos condição de assistir a bons espetáculos. Queria entender quais condições eram essas”, conta Adaílton sobre seus primeiros passos no cinema.

“Não havia cinema no raio de 20km,então criamos um espaço que é hoje o maior exibidor de filmes brasileiros do Brasil. Não fazemos só exibição, temos projeto como o Cine Literário, que trabalha com escolas, resultando em distribuição de videotecas para essas escolas. Eu encaro o cinema como qualidade de vida”, completa Adaílton, que ainda deu várias dicas para os projetos desenvolvidos na Agência que querem trabalhar com exibição de filmes, como o Cine Batan.

Para fechar a primeira parte do dia, rolou ainda a Reunião com os projetos da Rede Agência para acertar os últimos detalhes da banca de avaliação, que começa nessa quarta. As propostas de consolidação dos projetos será avaliada pela equipe de coordenação da Agência e as ações começam a acontecer no segundo semestre. E para liberar as tensões da pré-apresentação: show d’Os Descolados!

Na escola parceira da Arena Jovelina, Têlemaco Gonçalves Dias rolou as apresentações das ideias do ciclo de estímulos. Batan e Pavuna se juntaram e receberam a produtora Patricia Puppin; Santa Cruz e Rocinha contaram com a presença de Pablo Ramoz, gestor da Arena Jovelina e Cidade de Deus e Núcleo Centro, ouviram as dicas da consultora Bianca Ramos.

Daniel Cruz, apresentou uma verdadeira performance em sua apresentação. O projeto dele e de seus colegas se chama Spetaculuz, que vai realizar oficinas de teatro para jovens entre 14 e 25 anos no Batan e Fumacê. A cada ciclo de 3 meses de aulas, os alunos participarão de um espetáculo de tema escolhido e os jovens que se tiveram interesse,  serão chamados para participar de uma companhia de teatro do projeto. Daniel acredita que o teatro é vital para a vida que conhecemos: “Todos nós somos atores, mesmo que sem querer, sempre atuamos diferentes personalidades dependendo de com quem estamos conversando. E o teatro permite que você tenha liberdade de “trocar de máscara” quando e quantas vezes você quiser, permitindo que as pessoas se deem bem como nunca antes.”
 

No Encontrão, os bolsistas do ciclo de estímulos apresentaram suas propostas de ação nos territórios. Na foto, o Centro Cultural Jubal Asafe (núcleo Centro) manda seu papo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MIT modas (São Carlos – Núcleo Centro) apresentou sua a proposta de marca de roupas. Curso de costura, moda e grafite foram os interesses que uniram os jovens e os trouxeram até aqui. Os produtos que querem vender são bonés e blusas vendidos nas festas e jogos de futebol que acontecem no território. Como dica, a consultora Bruna Ramos mandou o papo: “Atenção às formas de estampagem e preço. É preciso pensar com detalhe o processo pra ter durabilidade”, disse Bianca sobre as possibilidades de continuidade do projeto.

“Acho que o saldo foi positivo. A maior parte dos jovens já está preparada para apresentação à banca. Mas é claro que à medida que forem consolidados os projetos, isso vai agregando segurança à apresentação”, falou Pablo Ramoz sobre a tarde de apresentações das ideias.

Lá no primeiro Encontrão, a galera estava no início do desenvolvimento de suas ideias. Este último encontro marca a reta de final de idealização dos projetos deste novo ciclo. Os próximos dois sábados serão de apresentações e expansão das ideias nos territórios. Novas ideias estão chegando na cidade!

 

 

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