Tecendo as redes do Batan

Só potência no Borel
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Foco e Ação nos Projetos
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O sétimo sábado no Batan foi em clima de trabalho intenso, com cada grupo reunido com os mediadores e universitários para continuar projetando suas ideias. Mesmo sem a agitação espacial e corporal da etapa anterior, o encontro do sábado foi uma efervescência de ideias com a presença de dois representantes de projetos da Agência de Redes para Juventude.
É o esquenta para o seminário Todas as Redes e a contínua preparação para banca!

Caio Vinícius, do Conscientizar Arte Batan (CAB), ressaltou a necessidade do trabalho em equipe: é preciso juntar personalidades combinatórias e aproximar visões, para que o projeto possa caminhar. Nisto, Caio foi complementado pela bolsista Tatiane Cardoso, que propôs uma pergunta “Quero lutar por esse projeto?”, como reflexão para os próximos dias.

Caio Vinícius, do CAB, durante o Estúdio de Criação no núcleo Batan

O realizador do CAB se diz confiante com o resultado da banca do laboratório de aprofundamento, que aconteceu dia 29 de outubro, no mesmo dia em que os bolsistas do novo ciclo realizaram a feira de ideias. No início, Caio não era levado muito a sério, mas ele persistiu na ideia que poderia modificar a história dos moradores e o hoje o CAB é o um projeto bem sucedido dentro da Agência e do Batan.

Na parte da tarde, o encontro foi com Leonardo Januário, do projeto Bela Arte Jazz, da comunidade Cantagalo/Pavão-Pavãozinho.
Ele contou sobre sua experiência de ter levado para frente uma ideia sozinho. Quer dizer, sozinho entre aspas, pois seria impossível levar pra frente seu projeto sem as redes, como seu professor de saxofone e a UPP do Cantagalo. Com muita satisfação, falou que montar seu projeto foi uma correria, mas sendo algo que gosta, nunca foi um trabalho chato ou tedioso.

Leonardo Januário, do projeto Bela Arte Jazz, durante o Estúdio de Criação, no núcleo Batan

Confiante com o resultado positivo da banca, Leonardo ressaltou que o Seminário Todas as Redes será um ótimo momento, pois, é preciso continuar aprendendo. Tanto neste encontro, quanto na banca, não é preciso colocar os especialistas como superiores. A potência do jovem é que é o paredão!

Tanto Caio quanto Leonardo destacaram a necessidade de precisão no início de qualquer projeto. O CAB compreendia diversas ações, como teatro e coleta de óleo, tendo prevalecido a última como potência de realização. O mesmo aconteceu com Leonardo, que em sua ideia inicial, continha também aulas de instrumentos de corda, como violão. Mas “quem quer a abraçar o mundo, acaba não abraçando ninguém”, o projeto canalizou suas ações nos instrumentos de sopro.

Depois dessas conversas, tanto na parte de manhã, quanto da tarde, os bolsistas continuaram a preencher o documento a ser recebido pelos especialistas no Seminário Todas as Redes. Em forma de perguntas e respostas, o projeto começa a ser detalhado, a ganhar corpo e ser alavancado pelas redes a serem ampliadas nesta semana.

Preenchimento do questionário pelos jovens, auxiliados pelos universitários Thiago Marcante e Yago Mariano, e pelos mediadores Sergio Telles e Rafaelle de Castro

A expectativas dos bolsistas para o seminário giram em torno do nervosismo e de uma curiosidade disfarçada por uma certa timidez. Mas, Rowena Valença não se fez de modesta e não disfarçou sua felicidade em participar do seminário. Para ela, esse encontro será uma ação de estímulo e valorização do jovem da favela. Para ela, será incrível ser ouvida e trabalhar com pessoas diferentes no aperfeiçoamento do seu projeto.

Vozes tão potentes quanto a de Rowena estarão juntas e misturadas nesse encontro de experiências  e ideias.

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