Santa Cruz e Batan: Evidenciando potências.

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Santa Cruz e Batan: Evidenciando potências.

O último sábado (21) foi um dia de análise do que foi praticado até o momento através da metodologia da Agência de Redes para a Juventude e o impacto dessas experiências nas vidas dos jovens, refletindo em suas ações no território.

Projeto The Universe.

Ruth de Oliveira tem 15 anos e percebe que desenvolveu sua criatividade, e aprendeu a escutar melhor as ideias de outras pessoas, mas reconhece que precisa ainda melhorar sua interação em outros grupos sociais. A jovem esta formando junto com as bolsistas Joyce de Araújo (17) e Myllena Silva (15) um projeto que deseja trabalhar com a autoestima das mulheres de Santa Cruz. “O projeto inicial era customização de roupas e maquiagem, mas desenvolvemos o projeto e mais tarde queremos formar uma ONG”, afirma Ruth que ao ser perguntada sobre o desejo de realizar a ideia no seu bairro, prontamente responde que é por ser uma mulher também. Já no momento de caracterizar o seu projeto com um dos avatares usados na metodologia da Agência, ela escolhe o Desbravador em Santa Cruz.

Projeto "Recanto dos Bichos"

Outro projeto classificado como Desbravador é o “Recanto dos Bichos” e quem afirma isso é o bolsista Thiago Severo (17). “Eu acho que o Recanto é o que mais tem vontade de sair, de fazer dar certo”, afirma o parceiro de Mariana Rofolffo (20) no projeto. O Recanto quer realizar um trabalho de assistência a animais, realizando ações semanais como vacinação, por exemplo.  A dupla já tem em vista o espaço para realizar suas ações e conseguiram apoio de marcas de ração e medicamentos para os bichos, mas aproveitou o sábado para traçar outras formas de atender as demais necessidades.

Projeto "Batan Sem Fronteiras"

Na Agência, se encontra também o projeto colaborador, aquele que se considera parceiro da comunidade e que ajuda aos moradores a desenvolver melhorias no seu território. Hannani Casio (16) e Alex Lobato (16) do Batan querem trazer a tona a potência de sua favela e apostam no movimento Hip Hop pra isso. A ideia deles é o “Batan Sem Fronteiras”, usando de meios como roda de rima, encontros com a comunidade e a cultura Hip Hop para despertar o protagonismo do Batan. “Queremos mostrar que o Batan não é só uma favelinha. Vamos ter resposta pronta para nos defender”, diz o bolsista Alex. e o “Os MCs não vão estar se zoando. Na batalha do conhecimento, eles vão ter um tema para falar, por exemplo, preconceito, e improvisar rimas sobre isso”, completa Hannani.

Na caminhada até o dia da banca os jovens irão trabalhar suas ideias, pensando nas formas de traçar estratégias para que o projeto possa ser aprovado na seleção dos que vão ganhar 10 mil reais para realização. Com as habilidades sendo reconhecidas e novos repertórios sendo apresentados pela equipe metodológica, a potência de cada bolsista só aumenta. Continue acompanhando para conhecer mais as ações que pretendem impactar cada território.

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