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Sábado de Busca de Redes na Rocinha

Marina de Morais visita o ateliê do Zé Luiz

No último sábado (02/06), os bolsistas da Rocinha se reuniram mais uma vez na Biblioteca Parque (c4) da comunidade para realizar mais uma etapa de ação da metodologia da Agência de Redes para Juventude. Dessa vez a missão foi ir ao território em busca de redes e referências sobre suas ideias no território.

A busca no território é uma parte do ciclo que remete a troca, socialização, uma produção de interação comunitária. É nesse momento que os jovens passam a olhar o seu território com mais objetividade, de forma mais minuciosa, exercendo uma investigação da realidade próxima. Assim os bolsistas podem observar suas referências em ação e ver onde a sua ideia poderia se desenvolver da melhor forma. Muitos dos jovens ficaram mesmo surpresos em conhecer projetos e pessoas que não imaginavam que poderiam encontrar mas que estavam sempre ali inventando novas formas de viver a Rocinha.

O Lucas Pablo, por exemplo,  de 24 anos, pretende fazer a Agência de Intervenções Culturais na Rocinha. Aproveitando a exposição

Lucas Pablo em conversa com o artista Wark

do grafiteiro Wark, na Biblioteca Parque, o grupo deu um pulo lá para bater um papo com o artista.  “Faço projeto e trabalhos, gratuitos porque o mais importante é o legado que ele vai deixar para o jovem da comunidade”, conta Wark, que além de artista, também dá aulas gratuitas na Rocinha. A conversa com Wark inspirou bastante Lucas Pablo. “Wark é uma pessoa importante para eu ter como referência porque tem projetos gratuitos e não tem espaço para promover suas obras. O intervenções culturais será para promover ações de divulgação de projetos como o do Wark”.

Já a Marina de Morais Lopes é estudante de moda e pretende fazer faculdade na área. Marina tem como projeto um festival com desfiles e exposições que retratem as tendências de moda e beleza da Rocinha.  Marina  foi na Loja Ateliê do Zé Luiz, em que roupas e produtos são customizados a partir do contexto da historia e dos acontecimentos da comunidade. “Fico feliz com moradores da Rocinha que queiram trabalhar com moda porque há muita coisa aqui a ser mostrada”. disse D. Dilma funcionária da loja, que completa.”Estou muito animada, com muita adrenalina correndo, várias ideias em mente de como fazer o projeto dar certo”.

Sábado também foi dia de novos jovens na Agência. O Luiz Felipe, tem 19 anos, e chegou com seu projeto de rádio na cabeça. Luiz já foi produtor em outras rádios, como a da sua escola. “Quero uma rádio que venha promover eventos na comunidade”, disse ele que já trabalhou na rádio Rádio Ibiza também. Já Matheus Lourenço, de 15 anos, pensa no mundo dos games. Ainda com o projeto em andamento pensa em “expedição de jogos” e “campeonatos de games” e tem como referência lojas de jogos na própria Rocinha.

Durante a tarde, a outra parte da turma não pode fazer a pesquisa no território. As atividades tiveram que terminar mais cedo em razão de confrontos ocorridos na Rocinha. Foram ouvidos muitos tiros, e o clima na comunidade tomou-se tenso. Mesmo assim, a missão não para. Os jovens que puderam chegar na biblioteca ensaiaram técnicas de entrevista e elaboraram mais possibilidades para suas ideias. A criação de novas narrativas para a comunidade segue intensa e cheia de energia.

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