Roda de Ideias

Entenda as fases da Agência
3 de novembro de 2011
A primeira inauguração!
21 de novembro de 2011

“Doutores” universitários são parceiros

Os doutores deram duro nos 120 jovens que se encontraram no último sábado, dia de calor infernal na Escola Municipal Professora Anna Maria Ramalho em Miguel Couto, na Cidade de Nova Iguaçu. Questionaram, cutucaram e providenciaram mais um empurrão na gestação dos projetos em discussão.

“Faça um mural, coloque aí seu cronograma semanal. Tem que organizar tudo, pensar tudo, e comprar com antecedência,” aconselhou Isabella Atayde, especialista na gestão pública de cultura para juventude. Ela estava sentada  numa sala de aula, em círculo, com doze jovens em vias de tornar suas ideias em projetos, nas áreas de gastronomia, turismo, design e moda. “Eu já trabalhei em restaurante,” exemplificou Isabella, “onde toda hora o dono passava no supermercado para comprar algum ingrediente esquecido. Acabava gastando muito mais do que teria feito se fizesse encomendas com um fornecedor especializado. No fim, ele teve que fechar”.

Hora de entrar em detalhes

Os jovens tomaram nota de tudo. “A gente tem que começar pequeno,” disse Mariana, do Borel, que anseia uma escola de dança dramática. “É preciso trabalhar em grupo, não sozinha,” comentou Maiara, sua amiga. Ela quer montar uma banca de jornal no Borel.

Rede em formação,  já!

Após a pausa para um almoço caprichado de estrogonofe de frango, Écio Salles, Coordenador de Cultura e Educação na Secretaria de Cultura estadual, combinava com Beá Meira, artista plástica e professora, a visita de um membro do grupo dela à sala do grupo do Écio. Cíntia iria falar de sua biblioteca de livros de futebol com três futuros diretores de escolas de futebol. “Quem sabe, a gente põe os jogadores para ler livros no meio do campo”, brincou Écio, bem no espírito da Agência, de criar “monstros”– ou seja, de pensar com criatividade, fora dos padrões normais. Monstros do bem.

Alguns já estão nesse caminho. Uma Lan House que abre de noite, e atende àqueles que fazem pesquisas educacionais; um festival de música dos anos 60; um curso de DJ. Egeu Laus, Gerente de Projetos na Secretaria de Cultura estadual, dedicou a sessão da tarde para incentivar seu grupo, de Comunicação e Tecnologia, a buscar diferenciais. “Um vendedor de melancia trabalha numa rua, outro em outra rua,” ele lembrou. “O que faz um diferente do outro?”

Em geral os facilitadores tinham a triste tarefa de lembrar aos jovens da existência do mundo real e cruel. O espaço é crítico, dizia um, sobretudo se você pensa em instalar um trapézio — que vem junto de uma estrutura grande para segurá-lo. Colocar lixeiras não vai ser suficiente para um projeto de reciclagem e produção de artesanato, dizia outro. Você vai ter que combinar tudo com a associação de moradores e com a Comlurb. Trabalho voluntário não preza quem trabalha, Beá lembrou a Sabrina, que quer montar um curso de alfabetização.

Números, números

Valterlei Borges, que trabalhou com o grupo dedicado a ação cultural, teve uma surpresa agradável. “Eles tem uma facilidade de aprender a fazer cronograma e orçamento”, comentou.

Os 120 jovens são apenas uma parte de um total de por volta de 330 participantes na Agência. Os outros ou já tiram seus projetos do papel para botá-los em ação, ou estão na Desincubadora, aprimorando seus projetos, ou se preparam para a próxima banca, que irá julgar quem vai receber os dez mil reais para sair do virtual e ir para o real. Pode ser que nem todos consigam isso — mas com certeza aprendem muito, criam redes, e conhecem territórios novos. O que primordial para quem quer vencer na vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *