Rocinha e Centro a todo vapor

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Rocinha e Centro a todo vapor

Os sábados na Rocinha tem começado bem cedo para os jovens que participam do novo ciclo da Agência de Redes para Juventude. Sábado era o dia da praia, do descanso, do baile de sexta.  No núcleo Centro não deixa de ser diferente: os jovens também mudaram sua rotina no dia de descanso para frequentar os estúdios de criação. “Sábado era meu dia de surf”, disse Gilvan Oliveira, de 17 anos, da Rocinha.

Estúdio de criação na Rocinha faz um balanço sobre a experiência na Agência.E neste último sábado foi dia de avaliar essas e outras mudanças que vem acontecendo entre com os bolsistas da Agência de Redes para a Juventude nos últimos meses. Igor Nascimento, de 17 anos, integrante do projeto MIT Modas, do núcleo Centro, comentou durante o encontro sobre o que ele tem descoberto na Agência. “Aqui eu descobri que uma ideia é mais forte quando unida. Aprendi a fundir, unir ideias”. Assim como ele, Gabriella Santos, de 19 anos, da Rocinha, expressou a mudança de sua percepção quanto a sua presença dentro do território. “Tem sido legal descobrir pessoas geniais dentro do próprio território. Antes eu queria deixar a Rocinha, agora quero ficar aqui e desenvolver minha ideia. Sinto que posso mudar o meu entorno, fazer diferença”, conta a jovem. “Me sinto uma desbravadora do meu território”, conta Marcela dos Reis, de 24 anos, também do Centro,sobre sua percepção da autonomia através da sua identificação com um dos avatares,

Sábado também foi dia de trabalhar e aprimorar a ideia de avatar. A banca está próxima, então, o trabalho de estruturação do projeto tem se tornado mais laborioso e minucioso. A missão do dia não era só definir que avatares os jovens estão representando dentro do projeto, mas quais novos avatares suas ideias podem precisar. Além disso, pensar em qual avatar seus projetos se inserem na comunidade foi outro desafio para poder ver melhor suas ideias no território.

A dinâmica de telefone sem fio abriu a tarde no Núcleo Centro.

Para Vitória Oliveira, de 15 anos, e uma das criadora do Centro de Socialização e Cultura (CSC), na Rocinha, seu projeto exerce o papel de realizador dentro da comunidade. “É um projeto em que a pessoa pode levar para a vida toda. Não tem nenhum igual na Rocinha”. Já para os jovens do núcleo Centro que concebem o MIT Modas – Michele Bernardo, de 22, Igor Nascimento, de 17 e Thais Sodré, de 15 -, o seu projeto vai colaborar com os que já existem no entorno. “Ele vai estar colaborando com ações que já existem na comunidade, como por exemplo, fazer estamparia para time de futebol, para eventos, grupos de dança, música…”. Uma das participantes, Thaís, comentou como se vê dentro do projeto. “Eu me sinto realizadora, gosto de tornar possível”.

Mãos à obra e os projetos vão tomando cada vez mais forma. O trabalho de produção ainda é árduo. A cada semana é necessário um maior nível de empenho e interação entre os jovens. Rumo a banca, os jovens trabalham a todo vapor. Energia não falta à juventude carioca.

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