Redes, mobilização, desejos: o jovem da favela na mídia

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Exercicio de Redes com barbantes

O estúdio de criação desse sábado foi bastante produtivo, os jovens falaram sobre suas ideias e possíveis redes para seus projetos. Ao longo do dia, os jovens tiveram que mapear suas ideias e sinalizarem potências e agenciamentos nos seus mapas. Entrevistei alguns bolsistas que me chamaram a atenção, mas ao entrevistar Michel Silva, Bolsista do novo ciclo da Agência, me surpreendi com seu projeto e sua história de vida.

Michel Silva tem 18 anos, é nascido e criado na Rocinha e cursa o 2° ano do ensino médio. Bolsista na Agência de Redes para Juventude, é idealizador e editor do portal VivaRocinha e locutor no programa Camisa 12 da Rádio Brisa . Não vive sem computador. É blogueiro por diversão e adora fotografia, audiovisual e marketing.

Michel Silva em um dos exercícios do estúdio

Quem é o Jovem da favela? 

Pra mim, o jovem da favela é potente e com muitas ideias. A visão mudou sobre o jovem da favela, antes ele era visto como carente, hoje é potente. O jovem precisa das oportunidades para mostrar suas ideias, repertórios e redes. Os jovens da favela mostram que podem liderar projetos, ele sempre tem uma ideia de mobilização, agenciamento dentro do seu campo social.

Como você acha que a Agência Redes para Juventude pode te ajudar?

Na Rocinha existe uma gama de redes e projetos. Eu sou ativo em muitas redes na Rocinha, acredito que a Agência pode me ajudar a elaborar uma forma de aproximar outras redes para meu projeto na comunidade.

Como você começou a mobilizar ações dentro do seu território? ” A Rocinha”.

Sempre gostei de mobilizações. Na Rocinha existe muita mobilização social, ajudo algumas mesmo que não seja do meu interesse, sempre tento ajudar de qualquer forma. As mobilizações atualmente começam na internet, formam-se grupos e dali começam a estruturar ações no território, sempre por etapas.

Qual o seu maior desejo?

Meu desejo é idealizar um jornal comunitário impresso que leve aos moradores da Rocinha informação, conhecimento, diversão, entretenimento e a história de moradores. Além disso, planejo também a criação de uma TV Comunitária pois existem muitas coisas no meu território que eu gostaria de documentar.

Como surgiu a ideia do portal Viva Rocinha?

O portal Viva Rocinha já era um desejo meu. Não tinha muitas ferramentas, mas como eu disse, o jovem da favela é potente e ele pode correr atrás dos desejos, foi o que eu fiz. Aprendi na marra um pouco sobre linguagens de programação, junto com mais dois amigos e minha irmã criamos o Portal Viva Rocinha que leva informação e conhecimento à centenas de moradores da Rocinha.

Além do Viva Rocinha você é locutor na Rádio Brisa, como é seu trabalho na rádio?

Essa parada de locução é um pouco engraçada. Mesmo com dificuldades vocais, eu sempre fui conversativo. Meu programa é sobre esportes. Além de mim, existem outros Três amigos comentaristas. O programa se chama “Camisa 12” e nele abrimos oportunidades para projetos sociais e moradores que levam esportes a comunidade. Também comentamos sobre esportes em geral, é bem maneiro. Eu sempre me envolvo com algo na comunidade.

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