RECOMEÇAR E TRANSFORMAR: CONHEÇA OS JOVENS DO CICLO 2020 DA AGÊNCIA

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RECOMEÇAR E TRANSFORMAR: CONHEÇA OS JOVENS DO CICLO 2020 DA AGÊNCIA

A pandemia do novo coronavírus provocou mudanças no Brasil e no mundo – e também na Agência. Apesar de 2020 não estar sendo um ano fácil, especialmente para os mais afetados pela desigualdade social, é um ano de transformações e recomeços. Em 2020, pela primeira vez, implementamos ciclos com formação virtuais à metodologia. As manhãs de sábado são reservadas a encontros online com 55 jovens artistas, produtores culturais e empreendedores de favelas e periferias do Rio de Janeiro. Nesse espaço de cocriação, os jovens praticam suas potências e se conectam em redes, ao mesmo tempo em que desenvolvem ações e projetos de impacto em seus territórios.

Conheça os jovens e suas ideias de ação a seguir:

 

Allan Pinheiro, artista plástico, carne e osso. O jovem é morador do Complexo do Alemão e produtor do jornal Voz das Comunidades. Sua ideia é criar um ateliê social no Complexo com o objetivo de fortalecer e apoiar os artistas de favela.

Ana Carolina Acioli é nascida e criada na Pavuna. Filha de camelô, jovem na Agência de Redes para Juventude e produtora cultural, acredita na produção como forma de combate às opressões estruturais e propõe uma metodologia de produção estruturada em redes afetivas. Ana é formada em marketing pela FAETEC e graduanda em produção cultural na Universidade Federal Fluminense. Envolvida em diversos projetos culturais, a jovem quer agora promover o Segundo Encontro de Produtores Culturais para pensar a democratização do acesso ao ensino na área de produção cultural para produtores/articuladores de periferia.

Ana Raquel Reis tem 22 anos e é nascida e criada em Santa Cruz. Produz arte visual em telas de pintura e se interessa por livros, palestras, rodas debate e conversas e música – em especial, rodas de samba. A ação que a jovem quer defender para a banca é a criação de uma biblioteca comunitária dentro de sua casa, com foco nos moradores do território.

Ana Ruana Laureano, mais conhecida como Aninha, tem 15 anos e mora na Cidade de Deus. Já foi camelô, modelo e atriz mirim e hoje tem uma loja online. A jovem quer produzir uma feira virtual de produtores de favela para fortalecer ao mesmo tempo esses jovens e a economia local.

Angell Araujo é moradora da Rocinha, onde dá aula de teatro e dança, por meio do projeto social Cia Semearte. É passista da escola de samba Acadêmicos da Rocinha. Angell é uma mulher trans e tem muito orgulho da mulher que se tornou. Junto com Jefferson Messias e Rayssa Gomes, a jovem propõe a ação Tur Cultural (SEMEART TUR). O projeto circulará com arte e cultura por locais da Rocinha que não tenham acesso a esses equipamentos. Também haverá uma roda de conversa, visando transformar a vida de crianças e adolescentes por meio da arte.

Ashley Maria tem 27 anos e mora na favela do Jacaré. Começou a dançar com 7 anos no festival da escola e desde então é envolvida com diversas linguagens artísticas. Atualmente participa de dois grupos de dança de pop coreano. A jovem quer criar uma companhia de teatro, dança e música destinada a jovens trans do Jacaré.

Bianca Valle tem 19 anos e é moradora do Muquiço, em Guadalupe. Cantando desde os quatro anos, seu maior sonho sempre foi ser cantora profissional. Bianca quer produzir rodas de conversa para jovens artistas periféricos, em um espaço de autocuidado e promoção da saúde mental.

Bruno Zucatelo tem 23 anos e vem da comunidade de Barros Filho. Envolvido com produção cultural, literatura e música, o jovem tem a ideia atuar na inserção e reinserção de cidadãos que sofrem as desigualdades do mercado de trabalho e precisam se qualificar.

Caio Mattos é morador da comunidade do Batan, em Realengo. Formado em direito, o jovem trabalha como assessor jurídico. Também atua na área do marketing digital e da fotografia. Caio pretende montar uma barraca no Batan com o intuito de tirar dúvidas e assessorar moradores acerca de seus direitos.

Carolina Lopes, mais conhecida como Lorac, é artista, cantora, compositora, intérprete e trancista. É cria da Baixada Fluminense – São João de Meriti -, atualmente morando em Barros Filho. A ação proposta pela jovem consiste em uma roda cultural que levará os quatro elementos do hip hop para jovens e adolescentes periféricos de Barros Filho.

Dandara Raimundo é moradora do Apê de Oswaldo Cruz, filha de Yemanjá e Xangô, publicitária, atriz e roteirista. A jovem quer atuar na capacitação e incentivo à criatividade para impulsionar novos e pequenos empreendimentos.

Ellyê Pedrosa tem 19 anos e é cria do Cesarão. É vestibulanda, participando do curso preparatório da Ser Cidadão, em Santa Cruz. A jovem tem como ponto primordial na vida ser referência e potência na própria comunidade. Em sua ação, Ellyê pretende potencializar a autoestima negra de meninas adolescentes.

Erika dos Santos Vieira tem 15 anos e é moradora da comunidade da Pedreira. A jovem participa do ciclo Recomeçar e Transformar depois de ter sido uma das adolescentes líderes do projeto Geração que Move, apoiando famílias lideradas por jovens em favelas e periferias do Rio durante a pandemia. Em sua ação, Erika quer promover o empoderamento infantil por meio de oficinas e dinâmicas, abordando questões como o bullying e o racismo.

Flavio Patrick Nascimento tem 27 anos e mora em Manguinhos. O jovem faz freestyle em ônibus, trens e metrôs do Rio, além de participar de rodas culturais e batalhas. Por isso, ele pretende criar uma ação usando o formato da roda cultural para abrir espaço para novos artistas.

Gabriella Nacor tem 24 anos e é moradora de Sepetiba. Jornalista que tira fotos e faz arte, a jovem trabalha na área da comunicação comunitária. Gabriella enfatiza a importância de ter o morador como protagonista de histórias positivas do seu próprio local. A ação proposta por Gabriella é focada na comunicação comunitária. Por meio de uma imersão semestral, os participantes serão capacitados para atuar em comunicação nas redes.

Gabrielly Oliveira de Carvalho tem 20 anos e mora no Batan. A jovem no momento não tem um emprego fixo, mas pretende se capacitar por meio de cursos. Seu projeto é voltado para jovens do Batan que não terminaram os estudos ou que não foram alfabetizados, criando parcerias com cursos e bancos de emprego.

Gaio Baptista tem 21 anos, é morador de Honório Gurgel/Valença e estudante de engenharia de alimentos. Além de cantor, compositor e produtor de eventos, fundou o coletivo Cria(ação), que distribui cestas básicas e sopão aos moradores e pessoas em situação de rua da região. Gaio quer realizar um evento que aborde o genocídio da população jovem periférica a partir do combate à masculinidade tóxica.

Grazielle Paiva tem 19 anos e mora na Rocinha. Ela se identifica com a arte no geral, mas especialmente com o teatro, que despertou seu olhar para o mundo. A jovem quer cursar Ciências Sociais na UERJ. A ideia de Grazielle é criar um projeto voltado ao atendimento de moradores da parte alta da Rocinha que têm dificuldades para acessar direitos básicos. Para isso, a jovem pretende criar uma parceria com o jornal Fala Roça.

Henrique Magalhães é estudante de biologia na PUC-RIO. Tem 21 anos e é morador da comunidade do Cesarão. Foi estudante de pré-vestibular social e hoje, depois de ter entrado na universidade e conseguido bolsa 100%, trabalha em dois projetos sociais: Santa Cruz Universitário e Coelho Neto Universitário. O jovem quer criar uma ação de distribuição de cestas básicas para as famílias mais necessitadas do seu território, por meio da ajuda voluntária de pessoas que se solidarizem com a causa. A ação também promoverá ações culturais para as famílias beneficiadas.

Isabela Sarmento mora na Pavuna. Tem 19 anos, e aos 17 abriu sua loja virtual de customização de roupas no Instagram (@eagle.on). A jovem é também idealizadora, diretora e produtora da agência de modelos periféricos Made in Favela Models (@madeinfavelamodels). Isabela quer criar um fashion show que aborde a moda como resistência.

Isabella Maria Rocha tem 22 anos e mora no conjunto João XXIII, em Santa Cruz. É estudante de Serviço Social na UERJ e voluntária de pesquisa na mesma universidade, no NEEPSS – Núcleo de Extensão, Ensino e Pesquisa em Serviço Social. Em seu terceiro ciclo na Agência, Isabella quer formular uma ação que traga jovens de volta para as escolas, com informações sobre alternativas mais rápidas para concluir o Ensino Médio.

Jefferson Messias tem 23 anos e é morador da Rocinha. O jovem é ator, diretor, escritor, bailarino e coreógrafo. Estuda pedagogia e administração e é mediador no projeto social Cia Semearte. Com Angell Araujo e Rayssa Gomes, Jefferson quer realizar a ação Tur Cultural (SEMEART TUR). O projeto circulará com arte e cultura por locais da Rocinha que não tenham acesso a esses equipamentos. Também haverá uma roda de conversa, visando transformar a vida de crianças e adolescentes por meio da arte.

Jéssica Araújo tem 27 anos e é moradora da Vila Kennedy. É coordenadora de comunicação e voluntária no Projeto SAAF, que dá reforço escolar para crianças de 7 a 14 anos e trabalha o desenvolvimento cultural na Vila Kennedy, por meio de oficinas artísticas, festivais de arte e exibições de cinema de rua. A jovem é contadora de história negra, formada pelo Grupo Cultural Vozes da África e Instituto Tá Na Rua para as Artes, Educação e Cidadania. A ideia de Jéssica é criar uma rede de apoio que contribua para o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens de seu território, fortalecendo o trabalho deles e diminuindo o tempo ocioso na rua.

Joyce Elen Santos de Moraes tem 25 anos e mora no conjunto João XXlll. Foi mãe aos 21 anos e hoje cria o filho sozinha. Seu sonho é estudar na UERJ, por isso faz pré-vestibular social no Santa Cruz Universitário. Hoje a jovem faz bicos de diarista e babá. Joyce quer criar um lugar de acolhimento onde a mulher possa ser mulher sem o peso dessa palavra, podendo se expressar e ser ouvida.

Joyce Silva tem 18 anos e mora na Cidade de Deus. É técnica de enfermagem, bailarina clássica, dj, designer de moda, trancista e maquiadora. Em sua ação, a jovem quer criar um ateliê e brechó que trabalhe com customização.

Juliana Basilio tem 19 anos e mora na Vila Kennedy. Trabalha como jovem aprendiz na Coca-Cola Andina e participa do projeto SAAF. Juliana quer organizar uma roda de conversa a partir de vivências de famílias da Vila Kennedy.

Kaylane Bernardo tem 16 anos e mora no conjunto João XXIII, em Santa Cruz. A jovem gosta muito de apreciar as artes locais e entender um pouco da realidade das pessoas que moram ao seu redor. Para ela, sua comunidade é o que o que ela é, então conhecer o território é também conhecer a si mesma. Kaylane participou da primeira fase do projeto Geração que Move, que lhe abriu os olhos sobre o que jovens como ela passam no território sem se dar conta. Para o ciclo 2020, a proposta da jovem é criar um evento para trazer alunos evadidos de volta à escola.

Kethllen França tem 19 anos e é moradora do conjunto Santa Veridiana, em Santa Cruz. É técnica de enfermagem formada pela Faetec de Santa Cruz e bolsista da faculdade de enfermagem da Estácio de Sá. É mãe de uma menina de 3 anos e faz parte do coletivo As Mariamas, grupo de dança inspirado no tambor de crioula. A jovem também é microempreendedora, dona de uma loja de roupas online e uma gráfica. Sua proposta de ação é reunir jovens mães em um encontro motivacional.

Laryssa Nascimento tem 17 anos e mora na Rocinha. É dançarina e atriz da Cia Semearte, que resgata vidas de crianças e adolescentes por meio da cultura. A jovem se inspira no mote “Você não está sozinho e tem pessoas dispostas a te ajudar” para criar sua ação. Ela pretende trabalhar com a saúde mental, acolhendo moradores da Rocinha. A ação prevê a criação de uma roda de conversa realizada no anfiteatro Portão Vermelho na Rocinha. Haverá atividades de música, dança, vídeos e uma conversa com profissionais da saúde mental e com a equipe. Além disso, a jovem pretende criar um grupo de WhatsApp para atendimento online.

Laryssa Cristina Rezende tem 20 anos e mora na Quitanda. A linguagem artística com a qual mais se identifica é a dança. Em sua ação, Laryssa quer realizar oficinas de capacitação de jovem para jovem, com foco em atividades que possam gerar renda no futuro.

Leonardo Nogueira é estudante de jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), produtor cultural, cria da ZO carioca e oriundo do pré-vestibular social Santa Cruz Universitário. Faz parte da equipe de mídias sociais da União Coletiva pela Zona Oeste, da ONG Craques da Vida e é voluntário na equipe de comunicação da Taça Das Favelas. É estagiário de Jornalismo no Viva Rio. A ideia de Leonardo é criar uma roda de conversas sobre desinformação e os impactos dela em Santa Cruz.

Lucas Gabriel da Silva tem 19 anos e mora na Rocinha. O jovem participa de ações culturais desde os 12 anos. Depois de concluir o Ensino Médio e o curso técnico em administração, Lucas pretende ingressar na faculdade e realizar o sonho de cursar administração e artes cênicas. Ele participa do projeto Cia Semearte, exercendo a função de diretor-secretário. Com a premissa de que na Rocinha existem muitos jovens que pretendem começar no mundo da arte, teatro e dança, mas não sabem como e onde, Lucas quer criar o projeto Odara Brasil, uma mídia de entretenimento e cultura. O Odara recrutará esses jovens para ensinar teatro, começando com esquetes gravadas e postadas em mídias sociais.

Lukas Machado Maranha tem 20 anos e é artista solo. Morador do Complexo do Chapadão, o jovem quer produzir rodas e oficinas culturais com arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza e contribuição financeira para apoiar as emergências dos moradores mais vulneráveis do seu território.

Maria Eduarda de Moraes tem 15 anos, mora no Batan e está terminando o Ensino Fundamental. A ideia da jovem para o ciclo Recomeçar e Transformar é criar oficinas culturais com foco em crianças e adolescentes, para que eles percebam a importância da cultura. O objetivo é que a ação potencialize a vida desses jovens e seus territórios.

Matheus de Araujo é morador da favela Rubens Vaz, no Complexo da Maré. Estuda Letras na UERJ, e como escritor já lançou o livro Maré cheia (2018) e mais três antologias: Poesias Flupp Pensa 2016, Seis temas à procura de um poema (Flup) e Antologia Poética do Slam do Grajaú. É Slammer e co-organizador do Slam Maré Cheia. Em sua segunda participação na Agência, Matheus quer propor um bate-papo sobre valores afetivos entre pessoas pretas.

Mayara Antunes Maciel tem 19 anos e mora no Complexo da Pedreira. É educadora perinatal e formada em Doula.  Em sua ação, a jovem pretende criar um local de educação perinatal e doulagem durante a gestação de mulheres da comunidade.

Medson Santana (Jhonny Medson) tem 20 anos e é cria da Vila Kennedy. É músico violonista, compositor, poeta, ator, roteirista, escritor, cantor e professor de violão. O jovem propõe criar uma roda cultural com contação de histórias, exposições artísticas e outras manifestações artísticas que proporcionem lazer para os moradores e artistas da Vila Kennedy.

Naiara Pinheiro Gomes da Silva tem 26 anos e é formada em psicologia pela Universidade Santa Úrsula. Atualmente atua como trancista, profissão que ajudou a custear seus estudos e se tornou objeto de pesquisa durante a faculdade. Cria da PPG – Cantagalo Pavão/Pavãozinho, trocou a Zona Sul pela Zona Norte, hoje morando no Morro do Amor – Complexo do Lins. Naiara quer promover uma roda de conversa com trancistas e futuras trancistas do seu território, com troca de conhecimentos e dúvidas.

Nalim Rodrigues tem 23 anos, mora em Bangu e cursa história da arte na UFRJ. É monitora no projeto Missão Arte Educação, que organiza oficinas de arte, atividades, eventos culturais e educacionais, atendendo 200 crianças e adolescentes da Favela do Aço em Santa Cruz. A partir da participação no projeto, a jovem descobriu seu amor pelo ensino de arte e produção cultural em áreas periféricas. Inspirada por essa experiência, Nalim pretende realizar quatro oficinas de arte para adolescentes do Colégio Municipal Leónidas, em Bangu. Ela quer abordar histórias, obras e estéticas de artistas e pontos culturais da Zona Oeste, visando gerar um sentimento de pertencimento.

Pablo Ramos da Fonseca tem 27 anos e é cria de Campo Grande – conjunto campinho. Se considera um nômade contemporâneo, morando atualmente em Pingo D’Água. É comunicador e tem formação em produção de moda no Senai Cetiqt. O jovem também é pesquisador coolhunther da macrotendência ‘poprural’. Pablo quer organizar um desfile com peças autorais para impulsionar jovens periféricos como figuras digitais por meio de workshops. O desenvolvimento desses jovens modelos  impulsionaria também o comércio local.

Paulo Santuspê é um artista de rap e hip hop de Costa Barros. Para além dos grandes palcos, o artista costuma se apresentar em praças, trens e metrôs. Sua ação, “Roda Cultural de Costa”, trará a arte periférica como resposta direta à violência urbana e negligência do Estado.

Rayssa Francielly tem 17 anos e é moradora de Santa Cruz. A jovem sempre gostou de intervenções artísticas no geral, mas por morar muito longe do centro da cidade tinha muita dificuldade em acessar espaços culturais. Com base nisso, criou o Corredor Cultural, projeto que visa acessibilizar equipamentos culturais aos jovens periféricos e promover a arte como um agente transformador. Para o ciclo Recomeçar e Transformar, Rayssa quer criar uma roda de conversa com menores infratores para que eles tenham outras perspectivas e alternativas de vida.

Rayssa Gomes é uma jovem mineira que veio para o Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades. Moradora da Rocinha e futura estudante de administração, é voluntária no projeto social Cia Semearte. Lá, atua como captadora de recursos e produtora de festas e eventos. Rayssa se junta a Angell Araujo e Jefferson Messias para propor a ação Tur Cultural (SEMEART TUR). O projeto circulará com arte e cultura por locais da Rocinha que não tenham acesso a esses equipamentos. Também haverá uma roda de conversa, visando transformar a vida de crianças e adolescentes por meio da arte.

Renan Gomes, mais conhecido no meio artístico como Nakin, tem 17 anos e mora em Guadalupe. Enquanto cursa o terceiro ano do Ensino Médio, o jovem escreve músicas e quer seguir com a carreira de artista. Sua primeira experiência com a Agência foi no projeto Geração que Move, apoiando moradores da comunidade do Muquiço durante a pandemia. A ideia de Renan para o ciclo Recomeçar e Transformar é criar uma roda cultural de música e poesia.

Rodrigo Cortes tem 29 anos e é morador de Sepetiba. É pai de um menino de 7 anos e cursa psicologia. Em 2019 começou seu caminho na atuação, primeiro por meio de uma oficina de teatro da Cia 7Phocus e depois por meio de redes feitas na Agência. Se juntou à Cia Última Estação para apresentar uma peça que o permitiu explorar lugares do Rio de Janeiro nos quais nunca havia se imaginado antes. Rodrigo quer desenvolver oficinas de criação artística para debater de forma afetiva racismo, machismo e desigualdade a partir da arte com artistas locais.

Sara Ferreira é moradora da Pavuna, estudante, artista, brecholeira e trancista. A jovem pretende criar uma ação com jovens de periferia que atuem na área dos brechós para que possam expor roupas, artes e acessórios.

Thayná Andrade Fagundes tem 24 anos e mora na Cruzada São Sebastião. A linguagem artística com a qual mais se identifica é a dança: dança de rua, dança de salão e jazz. Thayná quer realizar o projeto Dança pra Vida, com oficinas de dança, teatro e a música. O objetivo é gerar novas perspectivas e novos olhares, estimulando o talento em cada participante da Cruzada.

Thais Antunes Matozo tem 20 anos e mora na Rocinha. É assessora de cerimonial do Ministério Público do Rio de Janeiro e participa da plataforma de centros urbanos do Unicef. No ciclo 2020, a jovem quer realizar rodas de conversas para contribuir com o entendimento e empoderamento de pessoas negras. O projeto é inspirado em sua própria vivência. Ela pretende começar pela Rocinha e depois expandir a ação para outros territórios.

Thamara Abreu dos Santos tem 23 anos e mora na Vila Kennedy. É aluna de pedagogia da UERJ e bolsista de Iniciação Científica – NEAB/UERJ. A jovem faz parte do Projeto SAAF, na Vila Kennedy, organizando encontros socioculturais e socioeducacionais com crianças. Em sua ação, Thamara quer trabalhar o acesso à literatura e à arte, de, com e para pessoas negras.

Thamiris Santos tem 22 anos, mora na comunidade da Pedreira e é mãe de um menino de 6 anos. Atualmente está desempregada, mas usa a internet como ferramenta para adquirir novos conhecimentos. Inspirada pela própria experiência, Thamiris propõe como ação uma roda de acolhimento com jovens mães, com orientações de prevenção, cuidados e auxílio na recolocação dessas jovens no mercado de trabalho.

Thierry Dufraer tem 18 anos e está cursando o 3° ano do Ensino Médio. O jovem mora no conjunto João XXIII, em Santa Cruz. Ele acredita que seu bairro tem muito potencial, e que por meio da arte e da cultura é possível levar a Santa Cruz tudo o que o território precisa. Thierry propõe uma ação com foco em pessoas em situação de rua do seu bairro, para que consigam se estabilizar e voltar ao mercado de trabalho.

Tiago Pereira (THP) tem 19 anos e é morador de Guadalupe. Além de mc e compositor, trabalha diariamente fazendo arte nos vagões do Rio. O jovem também participa de rodas culturais e foi voluntário do projeto Geração que Move no primeiro semestre de 2020. THP quer criar uma roda de rimas no Muquiço, com jovens do movimento hip hop de Costa Barros, Guadalupe e Honório Gurgel.

Walace de Araujo tem 26 anos e mora no morro da Casa Branca. É barbeiro e produtor de funk, e sua ação busca potencializar os artistas da favela e produzir eventos para esses artistas terem um espaço de divulgação do seu trabalho.

Wendel Luiz, conhecido na Vila Kennedy como Mano Shym, tem 28 anos. Escreve poemas desde os 14 anos por influência das aulas de leitura que tinha na escola Visconde de Mauá – Rede Faetec. É pai de uma menina. Formou com amigos e amigas a banca L.M.L (Líricos Marginais Livres), com o objetivo de expandir a cultura periférica com foco não só no Rap, mas navegando pelos variados estilos de arte. A ideia do jovem é criar uma feira cultural que misture diversas formas de arte e artistas, com atrações e atividades lúdicas para o público.

Wendel Gonzaga mora em Guadalupe. Aos 24 anos, atua no ramo de audiovisual e TI (Tecnologia da Informação) e pretende juntar seus conhecimentos nessas áreas para desenvolver sua ação: circulação de informações de qualidade à população negra e periférica por meio da tecnologia da comunicação.

 

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