Projetos retornam à Agência para um “novo ciclo”

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Projetos retornam à Agência para um “novo ciclo”

No último sábado, reuniram-se na sede da Agência de Redes para Juventude, na Lapa, representantes de 15 projetos que já passaram pelo ciclo da Agência em diferentes anos. Esses projetos foram selecionados pela equipe, com base em critérios de continuidade de ações, ação nos territórios de origem, entre outros, para fazerem parte da Rede Agência 2015.

A Rede Agência apoiará os projetos com R$25 mil para que trabalhem no desenvolvimento de três eixos: institucionalização, aprofundamento da ação no território e desenvolvimento da linguagem. Todos os projetos terão que apresentar um plano de trabalho a uma banca em outubro, com a participação de avaliadores do Brasil e exterior.

Até lá, os jovens vão se preparar com o apoio de tutores da equipe Agência e de uma bolsa de R$200. “A gente já cumpriu a tarefa de dar o primeiro apoio a vocês. Nosso propósito esse ano é ajudar vocês a se tornarem referência na cidade”, afirmou Marcus Vinicius Faustini na recepção dos jovens.

Marcus Faustini e os jovens criadores de projetos através da metodologia da Agência.

 

 

Entenda os eixos da Rede Agência 2015

 

Institucionalização

Os projetos precisam desenvolver sua institucionalidade. Calma! Institucionalizar não é burocratizar. E o nome é complicado, mas não é um bicho de sete cabeças.

Um projeto pode se tornar uma ONG ou uma empresa, por exemplo. Isso é institucionalização. E é disso que os projetos precisam para concorrer a editais e outras formas de financiamento que acabam contemplando, na maioria das vezes, um mesmo público, de uma só área da cidade.

Com a institucionalização, o projeto torna-se formal e está pronto para disputar a cidade!

Aprofundamento da ação no território

Para a Agência, favela não é commodity, não é mercadoria. Os projetos que se dispõem a participar da Agência de Redes para Juventude devem realizar transformações reais nos seus territórios.

E, lembrem-se, realizar evento não é realizar transformação.

Desenvolvimento da linguagem

A Agência quer ajudar os projetos a dominarem linguagem para disputar a cidade. Comunicação, tecnologia, moda. Dizer que “é de favela” não é mais diferencial para disputar a cidade: há muito projeto “de favela”. Como aparecer em um cenário que não é de escassez?

O objetivo aqui é fazer com que os projetos dominem linguagens para se tornarem referências.

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