Primeiro encontrão da desencubadora

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Primeiro encontrão da desencubadora

No último sábado, rolou o primeiro Encontrão da Desencubadora da Agência de Redes para Juventude. Foi um dia inteiro ocupando o Memorial Municipal Getúlio Vargas com conversas sobre a construção de projetos e experiências de vida e a cidade relacionadas à passagem pela Agência.

Assista ao vídeo aqui >> http://goo.gl/7McIxi

OS 13 PONTOS DA AGÊNCIA

O dia começou com a fala de Marcus Faustini, idealizador da Agência, sobre os novos pontos da metodologia da Agência para esse novo momento da construção das ideias dos bolsistas. A desencubadora é o momento para olhar para seu projeto e para si mesmo, considerando todas as possibilidades para gerar uma ação de maior potência possível. 

Porém, assim como no ciclo de estímulos, essa fase também passa por processos de expressão de cada etapa. O plano de negócios/estratégico, orçamento e plano de ação são os instrumentos dessa fase (confira mais sobre esse momento no tópico Missão dos Projetos, logo abaixo) a serem construídos pela equipe metodológica, bolsistas e parceiros. Esse momento também é aquele em que a relação com os repertórios do mundo estão mais presentes, assim como as missões de trazer conquistas de visibilidade, direitos e novos imaginários para os jovens de periferia e seus territórios.

 

Marcus Faustini fala sobre as possibilidades que a ação dos projetos podem abrir na cidade.

– Utilizem a experiência que vocês tiveram na Agência para colocar seus projetos em ação no território, se tornando um exemplo nas suas comunidades. A partir dessa figura, se estruturar como uma instituição, capaz de disputar direitos e territórios, participando das defesas políticas da cidade, e dessa forma, gerando espaço e visibilidade para os jovens que virão no futuro. A juventude popular precisa reivindicar seu lugar de direito na cidade, e vocês que serão os desbravadores desse processo! – disse Faustini.
MISSÃO DO PROJETO

A desencubadora é também um momento de planejamento a longo-prazo e mobilização constante. Maria Antônia Goulart, fundadora do projeto MAIS e Movimento Down, falou com os bolsistas sobre a importância do planejamento dos projetos.

– A missão é o que dá força, mostra o que você mobilizou. Mas para planejar a execução do projeto, tem que pensar onde você quer chegar. É pensar no objetivo dessa missão, um que possa ser cumprido, medido e apresentado em dados. É pensar nas estratégias de como se chegar à esse objetivo, e medir semanalmente esse progresso, se tornando uma rotina. Não tem mais hora pra parar de planejar e produzir – disse a parceira da Agência.

O principal desafio dessa etapa é dar precisão aos projetos. O repertório do empreendedorismo é muitas vezes restrito e muitos projetos de origem popular não conseguem superar as barreiras da criação de uma iniciativa. Por isso, toda semana os 25 projetos da Rede Agência passam pela consultoria do MAIS para a criação dos três instrumentos citados anteriormente.

Maria Antonia, do MAIS, fala sobre missão e objetivo do projeto. A importância de ter claras essas duas perspectivas pode ajudar no impacto das ações no território.

AS EXPERIÊNCIAS DA AGÊNCIA

O dia contou também com a participação de jovens que já passaram pela metodologia da Agência, de todos os ciclos. A ideia é trocar experiências de realização, de projetos e de vida.

– Pra mim, foi a maior oportunidade que eu tive para sonhar o meu sonho e contribuir com outras pessoas. Mas isso aconteceu porque eu estava atenta – conta Regina Tchelly, criadora do Favela Orgânica.  Ela entrou no primeiro ciclo da Agência (em 2012), já na idade limite para participar (29 anos). Largou o trabalho de empregada doméstica que tinha na época e hoje é considerada umas das 80 pessoas mais influentes em sustentabilidade do mundo.

O Favela Orgânica tem redes e visibilidade na comunidade Chapéu-Mangueira e Babilônia, e também em outras favelas, estados do Brasil e até mesmo em outros países.

– O negócio deixou de ser só um projeto social do Complexo do Alemão sobre funk e passou a ser um projeto de vida” – conta Raphael Calazans, que criou na Agência o Nós é Nós. Para ele, o projeto deu certo de outra maneira: hoje ele trabalha no DEGASE e encara a convivência com jovens em conflito com a lei de forma diferente. 

Todos os jovens presentes mostraram novas trajetórias para jovens de periferia. Transformar uma ação em referência no lugar onde se vive, ou fora dele, como é o caso do Eduzer, ReciclartFala Roça e Favela Orgânica, ou ingressar na universidade (como Willyana Lopes, estudante de Engenharia de Produção e idealizadora da Agência ProFuturo) ou  num emprego público, a exemplo de Raphael Calazans, são apenas algumas das possibilidades que um jovem de favela tem.

Agora a missão é continuar no pique de transformar as ideias em projetos de impacto no território e na vida de cada pessoa envolvida.

 

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