Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Secretaria Municipal de Cultura

apresentam

28.08.2015

Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude

É possível que jovens – a partir de 13 anos – assumam espaços de decisão em Pontos de Cultura da cidade do Rio de Janeiro? É possível que crianças criem maior autonomia em processos artísticos? Essas pergunta foram o ponto de partida do trabalho do Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude.

Com gestão da Avenida Brasil – Instituto de Criatividade Social, o Pontão utiliza as metodologias da Agência de Redes para Juventude e da Escola Livre de Cinema – baseadas em diversos dispositivos artísticos para ação social .

O primeiro ano de trabalho foi dividido em dois ciclos, com 10 encontros para cada formação, no primeiro ciclo; mais três encontros no segundo ciclo.

O início das atividades do Pontão se deram com as visitas a cada Ponto de Cultura. Conhecer o trabalho de cada um e identificar pontos de ação foi fundamental para planejar o primeiro ciclo de formação. O resultado prático de cada visita foi a indicação, por parte da coordenação do Ponto de Cultura, de um jovem para representar a instituição.

O marco inicial foi o encontro 450 Jovens, 450 Rios. Com a presença de diversos representantes de Pontos de Cultura, o evento proporcionou debates sobre políticas públicas para juventude. Estiveram presentes representantes do poder público, como Gabriel Medina (Secretário Nacional de Juventude) e Cleia Silveira (FAAP/FASE), que há anos realiza diversos trabalhos relacionados à juventude e outros grupos sociais. O evento contou também com representante da Secretaria Municipal de Cultura/ Instituto Eixo-Rio.

 As formações com os jovens dos Pontos de cultura começaram no dia 09 de maio.

O ciclo de formação para o trabalho com juventude foi voltado para questões de mobilização de pessoas, sobretudo de jovens, para ações culturais nos mais diversos territórios.

Para cada encontro, um exercício baseado em instrumentos da Agência era o ponto de partida para os debates. Inventários, por exemplo, de 3 lugares na comunidade que jovens se encontram ou de 3 habilidades que os  jovens do território sabem fazer e (os jovens da formação não sabem) você não sabe.

A missão é criar estratégias de mobilização para diferentes jovens de periferia e trazer mais pessoas para mais redes da cidade!A partir do levantamento de elementos mobilizadores – como a emoção – e do esmiuçamento de diferentes tipos de jovens de cada território os integrantes da formação criaram mapas identificando pessoas realizadoras de seus territórios.Bruno Silva, de Manguinhos, fala um pouco sobre a criação do mapa na formação para juventude do Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude.
Publicado por Agência de Redes Para Juventude em Sábado, 13 de junho de 2015

Neste momento específico, surgiram novos espaços para ações – pouco convencionais num primeiro momento, mas extremamente relevantes para cativar a juventude local, uma vez que são reconhecidos como espaços de encontro. Becos, escadarias e casarões foram exemplos trazidos pelos jovens participantes.

O percurso formativo para o trabalho com infância teve como base duas metodologias utilizadas ao longo dos 10 anos da Escola Livre de Cinema: Coletores de Imagem, na qual foram trabalhados diversas abordagens de documentário, como entrevistas; e a Autorretratos, na qual elementos da vida real e ficcionais podem criar obras audiovisuais com estética apurada e conectada com a vida do realizador.

A partir dessas estratégias, os participantes foram capacitados a criar oficinas nos projetos que integram. Exercícios práticos foram realizadas, assim como referências audiovisuais foram apresentadas. Alguns filmes vistos durantes os encontros foram: Viramundo (de Geraldo Sarno); Entreatos (de João Moreira Salles), Edíficio Master (de Eduardo Coutinho); Ilha das Flores (de Jorge Furtado); Alma no Olho (de Zózumo Bulbul) e Cores e Botas (de Juliana Vicente).

No segundo ciclo do Pontão, o foco do trabalho foi apoiar os trabalhos dos Pontos de Cultura (apoiados não só pela prefeitura, mas também pela Secretaria de Estados de Cultura do Rio de Janeiro), agentes, grupos e instituições culturais para o aprimoramento do papel dos jovens em cada organização. Para isso, o Pontão, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura/Instituto Eixo Rio, uma chamada para premiação de R$ 25 mil para três projetos que realizam ações na cidade e que estivessem participando das formações. quem participasse das formações.

Durante 1 mês, os participantes participaram de três formações sobre a metodologia da Agência de Redes para Juventude. Os princípios e estratégias da Agência foram apresentados, assim como questões relevantes da juventude na cidade – sobre as quais o trabalho cultural poderiam atuar.

Para finalizar esse período, foi realizado o NOW – Encontro Internacional de Cultura e Juventude, durante os dias 02, 03 e 04 de outubro. O evento contou com a presença de realizadores e estudiosos na área de cultura e juventude do Brasil, Inglaterra e Estados Unidos. No último dia, foi realizada a banca de seleção dos projetos a serem apoiados pelo Pontão. Foram mais de 28 propostas apresentadas e as três premiadas foram:

CDD NA TELA

Aulas gratuitas de teatro e interpretação para audiovisual. O objetivo da ação é remunerar os jovens participantes esses jovens, para que eles trabalharem, fomentando assim sua inserção nas diversas vertentes que atravessam esse nicho de mercado.

PERCURSO LIGA ANTIÉTICOS

Eventos de Hip-Hop na Vila Kennedy, voltado e produzido para jovens artistas negros de 13 a 15 anos do próprio território. O processo de produção será participativo, no qual o lugar das ações serão decididos coletivamente.

SEPETIBA EM FOCO

Oficina de Artes Visuais em Sepetiba para jovens entre 13 e 29 anos. O planos de aula aborda conteúdo pratico e teórico de fotografia, vídeo, edição de imagem, construção de roteiro, brainstorm, colagem, arte urbana, história da arte, do design, história geral e história do próprio bairro. O intuito é desenvolver um senso crítico acerca da comunidade e potencialidades territoriais, acreditando que através das artes visuais os jovens possam disparar mecanismos de mobilização através das mídias livres, impressas e virtuais.

A partir de 2016, o processo de colaboração entre o Pontão, Pontos de Cultura, agentes e grupos culturais da cidade será mais intenso.

Parcerias entre os esses espaços e os projetos integrantes da Rede Agência da Agência de Redes para Juventude serão estabelecidas para que, na prática, uma nova forma de trabalho com jovem – a partir de 13 anos –  seja estabelecida.