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Por Ana Clara Branco e Juliana Sá

Inicia em março o segundo ano do Pontão de Cultura – Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude. A nova fase traz como proposta a parceria dos pontos com os projetos da Rede Agência. Dois prêmios de 5 mil reais e uma viagem para São Paulo serão destinadas à realização de ações elaboradas conjuntamente.

A PROPOSTA

Colocar jovens realizadores frente a frente com gestores de pontos de cultura para  planejar ações e realizá-las. São esses intercâmbios que compõem a nova fase da metodologia do Pontão que dará continuidade as formações realizadas em 2015. A perspectiva desse segundo ciclo é que a convergência de ideias e a proposição de projetos reverbere em novas parcerias.

O objetivo, além de fortalecer as ações do ponto, é provocar uma mudança no lugar que o jovem ocupa nessas organizações. “O que nós vemos na grande maioria é que o jovem está apenas no lugar de atendido. Qual é esse outro lugar então que ele pode estar?”, questiona Luciano Braga, Coordenador do Pontão, sobre os espaços de decisões que são destinados a juventude.

Segundo Luciano Braga, o objetivo do Pontão é colocar jovens em lugares de decisão dentro dos Pontos de Cultura.

De março a abril, cada um dos 18 projetos da Rede Agência irá elaborar uma ação com  um ponto de cultura da Rede Carioca. Eles terão que realizar, no minimo, dez encontros para construir uma ideia que concilie seus interesses de atuação ou impacto com os do ponto.  O valor orçamentário deverá ser de até 5 mil reais.

Definida a ação, um dos produtos finais deve ser também uma versão que possa ser exibida em São Paulo. Para esta, estarão disponíveis hospedagem, alimentação e transporte para 4 integrantes. A seleção das duas propostas que receberão o prêmio acontecerá através de uma banca externa prevista para abril.

QUEM VEM CHEGANDO

Um dos projetos que já fechou parceria foi o Sepetiba em Foco, que trabalha com oficinas de audiovisual e arte digital. Suas produções vão do Jornal Sepetiba em Foco (confira a primeira edição no YouTube) e uma coleção de roupas com estampas feitas pelos alunos.  O ponto escolhido por ele foi o Música Sustentável Lata Doida, que desenvolve, entre outras atividades, oficinas de música para crianças com instrumentos confeccionados a partir da sucata.

Ambos estão sediados na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em Sepetiba e Realengo, respectivamente. Pelo recorte territorial, a conexão entre os projetos para a realização de uma ação já era algo desejado. “O trabalho que eles fazem ensinando os jovens a tocarem e criarem seus próprios instrumentos é muito incrível”, explicou Lucas Esteves, de 27 anos, um dos realizadores do Sepetiba em Foco.

Bloco do Lata no carnaval de Realengo.

Conjugar as habilidades é o grande foco da ação a ser planejada. Enquanto o Sepetiba tem experiência em trabalhos com memória local, audiovisual e design, o Música Sustentável Lata Doida trabalha com  pesquisa étnico-musical, disputando uma proposta de educação que contextualize a música territorialmente e historicamente.

“A ideia é propor uma ação que envolva as três coisas: música, grafite e audiovisual” disse Renata Duarte, tutora do Sepetiba em Foco na Rede Agência. Uma das possibilidades segundo Vandré Nascimento, coordenador do ponto de cultura, é a realização de um videoclipe conjugando os trabalhos. “A princípio queremos expor em vídeo os processos de criação artística que acontecem em nossas oficinas. Queremos que diga algo interessante para o público-alvo”, comentou Vandré.

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