Perfil: Produtora Maneh

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19 de Janeiro de 2012
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19 de Janeiro de 2012
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Perfil: Produtora Maneh

Aprendi a formar minha opinião, falar minha opinião, e defender minha opinião — Eduardo Henrique Souza Baptista

Eduardo sentiu uma falta de opções de lazer no Chapéu Mangueira/Babilônia, depois da instalação da UPP em junho de 2009. Até então, o tráfico organizava eventos.  Foi então que o jovem empreendedor teve a ideia de criar uma produtora. Mas faltava combustível.  “Eu tinha muitas ideias, mas nunca conseguia organizar elas,” ele diz. “Mexia com muitas, começava uma e depois outra.”

Nem a própria mãe acreditava nele– mas no fim das contas foi ela quem preparou a feijoada da inauguração do projeto.

Na Agência, com a elaboração de cronogramas e orçamento, Eduardo aprendeu a se organizar. Criou confiança. E, com uma feijoada-desfile de moda-pagode-dança popular no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro de 2011, foi o primeiro bolsista a inaugurar um projeto. Comemorações de Natal e de outras datas se seguiram.

A capacidade de lidar com a adrenalina constante da produção deve estar no DNA do Eduardo. Na véspera da inauguração, “não dormi nada, ficava acordando e anotando coisas que precisava fazer,” ele lembra. E no dia, quando faltou luz na comunidade toda, ele já estava preparado para improvisar. “Se a luz não voltar, o pessoal do pagode, canta, ‘eh, eh, eh’, assim”, imaginava, batendo palma.

Uma produção saborosa

 

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