Perfil: Meu Mundo Afro

Perfil: Reci-Criando
19 de Janeiro de 2012
Perfil: Da CDD para o Mundo
19 de Janeiro de 2012

 Muitas pessoas já ouviram falar em Nagô (um tipo de trança na raiz dos cabelos), mas quem sabe de fato o que significa esse nome?

Na Cidade de Deus, a taxa de analfabetismo é de cerca de 5%. O número é alto demais, segundo as realizadoras desta pesquisa – as integrantes do projeto Meu Mundo Afro. Tudo começou com ideias que aparentemente não tinham relação uma com a outra. Com a divergência de foco, estabeleceu-se uma prioridade: determinar o público alvo. Para quem aquelas quatro cabeças iriam pensar um projeto?

Através de grupos de trabalho, rodas de conversa e trocas de ideias e experiências, diagnosticou-se uma fragilidade na ala feminina da comunidade. Era preciso criar uma conexão entr educação, mercado de trabalho, geração de renda, e – claro-  a beleza (pois a vaidade faz parte da força feminina).

Partindo de uma experiência pessoal que uma das integrantes viveu, Ana Luiza, Karina, Sabrina e Duda buscaram criar uma válvula de escape para amenizar problemas semelhantes à da colega.

“Sofri violências em determinada época da minha vida. Com isso, minha auto estima caiu, eu não saía de casa e não me ocupava, então ficava trancada no meu mundo vivendo aquele drama”, conta a jovem.

Graças ao encontro promovido pela Agência de Redes para a Juventude, as quatro belas moças se juntaram para inventar um projeto que consiste em oferecer aulas de competências básicas (português e matemática) e oficinas de implantes e trançados. Pode parecer estranho que em um mesmo espaço-tempo assuntos tão diferentes coabitem; mas na verdade esse é o grande barato da ideia.  Muitas pessoas já ouviram falar em Nagô (um tipo de trança na raiz dos cabelos), mas quem sabe de fato o que significa esse nome? De onde surgiu? E para realizar implantes, por exemplo, é preciso toda uma técnica: calcular a quantidade certa de cabelo, a pesagem correta, etc. Que tal juntar a arte da representação estética aos conhecimentos aplicados?

Com essa ação no território, Meu Mundo Afro gera rendas por meio da capacitação para o mercado de trabalho, bem como valoriza a cultura afro e reduz a taxa de analfabetismo funcional na comunidade. Mais um monstro — bem bonito– da Agência Redes para a Juventude.

 

1 Comentário

  1. […] um projeto da Agencia de Redes para Juventude vem para provar que a juventude de favela é potencia e não carência. “Meu mundo afro” é um […]

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