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Perfil: Conscientização e Arte Batan

Conheci muita gente nova de diversas áreas — Afonso Carneiro

O grupo C.A.B. focou no óleo de cozinha porque no Batan não havia outro projeto para reciclagem de óleo.  Os quatro integrantes resolveram conscientizar moradores e ajudar a mudar comportamentos.

Para dar início ao projeto, Sabrina Silva Aquino de Oliveira e Caio Vinicius Gonçalves de Mattos distribuíram centenas de filipetas entre os estimados 50 mil moradores do Batan, uma comunidade espalhada entre morros na Zona Oeste, à margem da Avenida Brasil. Conversaram com moradores, amigos e familiares, explicando o grave dano que o óleo faz ao meio ambiente, quando jogado pelo ralo.

Com parte dos R$10 mil da Agência, o C.A.B. comprou uma máquina para fazer sabão, com o intuito de vender sabonetes. A mátéria prima é o óleo que o grupo coleta na comunidade. Os parceiros locais incluem o Colégio Estadual Bangu, a UPP, vendedores da comunidade, o Bar do Chico, Bar Caldeirão do Hulk, e Frango do Kinho.

A inauguração do projeto, nas instalações da UPP, contou com uma palestra animadora da professora Marilúcia Galvão Ferreira da Silva, educadora ambiental. Mostrando um arranjo de flores Ikebana que ela deu de presente ao C.A.B., acrescentou que, como fazem as flores, os quatro jovens podem “trazer muita luz e paz para as pessoas”, multiplicando coisas boas.

Para Suelen Rocha Gomes, 18 anos a maior surpresa da experiência de ser bolsista da Agência foi ganhar. “A gente brigava muito,” confessa. “Não tinha nada ensaiado”. Mas acredita ter vencido por ser um projeto auto-sustentável e de reciclagem, que “está na moda”.

A sede do projeto fica na casa do Caio, que diz ter aprendido a trabalhar em equipe e a se expressar. Afonso Carneiro, 17 anos, comenta que o mais importante foi o desenvolvimento de redes. “Conheci muita gente nova de diversas áreas,” conta. Um ponto alto para ele foi conhecer o designer gráfico Egeu Laus, grande colaborador da Agência.

Peça chave em tudo isso foi Marina Xavier Lima, ativadora dos projetos no Batan e produtora cultural diplomada pela UFF. Adorou acompanhar o projeto desde as ideias embriônicas, em março, até a realização, em dezembro. “Acho incrível ter 17 anos e já ter o negócio deles e tirar sustento,” exulta.

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