Perfil: A Arte Imita a Vida

Perfil: Centro de Integração Borel, CIB
19 de Janeiro de 2012
Perfil: Jornal O Morro
19 de Janeiro de 2012

Muitos de nós não conhecem a história da nossa própria comunidade– Milena Francisco

O Borel teve sua ocupação no início de 1921, quando ocorreu a remoção da população que morava no Morro do Castelo, no Centro da cidade.  Desde esse capítulo específico na história da urbanização da cidade do Rio de Janeiro, muitas outras histórias vem sendo escritas, através da vida de cada morador da comunidade. Quase cem anos depois da ocupação, um grupo de jovens descobre, reflete e debate sobre o passado de seu território, durante o ciclo de estímulos na Agência de Redes para a Juventude.

Felipe, Milena, Ana Carla, Maurício e Thainá são moradores do Morro do Borel, na Tijuca. Cada um deles tem – ou já teve – contato com as artes cênicas, o que facilitou a escolha da temática no processo de criação do projeto, e gerou afinidade entre os componentes do Arte Imita a Vida. Esse projeto pesquisa e valoriza a memória do complexo do Borel. A pesquisa se dá  de forma lúdica durante as oficinas de teatro que acontecem três vezes por semana na casa da acolhida Marista, e são ministradas pela professora Ana Cê.  Ao final das ações territoriais, o grupo prepara uma apresentação teatral gratuita para a comunidade.

“Toda pessoa que vive no Borel tem uma história interessante pra contar, só que muitos de nós não conhecem a história da nossa própria comunidade. Queremos unir essas duas coisas através do teatro; vida e arte”, conta Milena Francisco

A Arte Imita a Vida nasceu do desejo pessoal de atuar tanto nos palcos como na vida. O grupo acredita no teatro como ferramenta artística de auto-conhecimento, e almeja incentivar outras iniciativas a partir da experiência com o projeto. “Eles amam isso, e o fazem com bastante entusiasmo”, comemora Daniele Duarte, universitária e tutora do grupo na Agência de Redes.

 

 

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