Pavuna boladona encara (e agrada) a pré-banca.

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Pavuna boladona encara (e agrada) a pré-banca.

A chuva caía na Pavuna enquanto os bolsistas da Agência de Redes para a Juventude chegavam aos poucos na Arena Jovelina Pérola Negra para um dia muito importante do ciclo de estímulos. 26 de Julho foi a pré-banca, última apresentação antes da banca decisiva. Foi o momento dos jovens apresentarem seus projetos e receberem dicas, criarem redes e parcerias com os profissionais que formaram a pré-banca desse sábado. Eram eles Cintia Monsores, Anderson Barnabé – respectivamente produtora e gestor da Arena Jovelina -,  o fotógrafo Sérgio Freitas e Marcelo Andrade, o gestor do Polo Empresarial da Pavuna.

Na sala em que acontecem os estúdios de criação da Agência, os jovens estavam juntos com seus parceiros de grupo acertando os últimos detalhes para apresentação. Do lado de fora, Vânia Paixão (29) e Alexandre Pérsia (22) procuravam manter a calma. “É ir lá na frente e falar o que sabe”, concluiu Alexandre. Os dois formam o Eco Urbano, uma feira que expõe produtos feitos de materiais recicláveis, junto de Michel Martins (18). “Nunca estive nervoso. É uma forma que eu aconselho a todas as pessoas: ser sempre paciente. A minha maior motivação é Deus”, revelou o confiante Michel que acha importante a experiência da pré-banca, pois é importante ter pessoas de outros lugares valorizando as ideias.

Jovens do Cine Batente se apresentando para a Banca.

Outro grupo que estava concentrado nos minutos antes da apresentação era o Cine Batente, formado por Carolaine Gonçalves (15), Jeanne Natalia (15) e Eliton Nunes (27). “Na hora de falar dá aquele frio na barriga, coração aperta”, contou a bolsista Jeanne que tem um terço como seu amuleto da sorte e uma técnica para se sentir mais segura. “Fui no banheiro agora e dei uma palestra pro espelho. Eu acho que estou pronta. Estou confiante”, explicou a jovem ao lado de Carolaine, que já apresentou outra dica: “Respiro fundo e penso no melhor. Se eles acham que precisam dar uma dicas, que dê logo. Melhor falar a verdade”. E para o projeto Cine Batente, a banca ofereceu mais do que boas dicas.

“Cine Batente quer produzir curtas de 15 em 15 dias e divulgar na internet. E reproduzir em cineclubes em diversos pontos, contando a história de todo mundo, tanto o rapaz que serve a mesa ali do outro lado da rua, como o do feirante. Vamos tirar do anonimato o trabalhador”, defendeu Eliton Nunes diante dos convidados. “O que vamos fazer é dar visibilidade à Pavuna. Se você parar pra conversar com alguém vai ver as histórias maravilhosas que tem.”, pontuou a empolgada Jeanne. “Acho fantástico criar um cineclube, principalmente, um que realiza. Em algum momento podemos sentar e consolidar uma parceria”, falou Anderson Barnabé.

Jovens do Animavuna se apresentando para a Banca.

Seguindo as apresentações, tivemos o Animavuna. “A ideia veio do desejo dos meus amigos de terem um evento como esse perto de casa. A maioria desses eventos acontecem na zona sul e o pessoal que costuma viajar pra longe virá para a Pavuna”, disse Marlon (18) que junto de Orlando (16) quer organizar eventos de Anime na Pavuna. “É um encontro de jovens de 15 a 24 anos que curtem a cultura pop. A estratégia de divulgação vai ser por redes sociais, cartazes em lugares que os jovens frequentam, como lan houses”, apresenta Marlon seguindo com a explicação sobre como o projeto pretende se manter após a metodologia da Agência. “A entrada será grátis, mas as atrações serão pagas para dar continuidade às próximas edições”. A ideia desperta o gestor da Arena Jovelina: “Há um ano tentamos realizar um evento de cosplays aqui na Arena, é bacana vocês terem essa ideia de fazer o evento aqui. Está dando visibilidade para a Pavuna, traz circulação de pessoas que promovem cultura”, declara Barnabé, que completa com uma orientação: “Invista na multiplicidade das suas ações. Não se apegue só ao evento. É importante multiplicar o que vocês já conhecem”. Pensando nisso o projeto também deseja oferecer oficinas e workshops dentro do tema, segundo o bolsista Marlon.

A partir da esquerda Glauci, Juliana, Carol, Larissa e Tatiane.

Quando o projeto chamado para se apresentar foi o Urban Arte, as integrantes entraram juntas na sala. Elas sempre são vistas juntas. O projeto é formado por Glauci Assis (20), Tatiane Noronha (18), Larissa Marques(16), Carol Ramos (16) e Juliana Lage (16), que é B-Girl. O grupo vai oferecer oficinas de danças de hip hop em praça pública, na Pavuna. Cintia Monsores indicou que as meninas podem buscar novas redes e espaços para desenvolver o trabalho. “Vocês podem fechar parceria com uma escola, associação de moradores”, disse a produtora ampliando os horizontes da ideia. “Alcançar grupos que desenvolvem projetos. Ter proposta de eventos. É preciso entrar numa rede”, ressaltou Barnabé sobre a importância de parcerias no trabalho. A jovem Glauci ainda contou as formas de divulgação planejada “Vamos fazer flash mob em horário de pico de saída de metrô. Vamos ter faixas e carros de som anunciando também”.

No total foram 7 ideias apresentadas e durante a semana os grupos vão ter os encontros com seus universitários para finalizarem a apresentação para a banca, que acontece no próximo sábado. “Independente de quem passar na banca, todos os projetos estão em excelente nível”, considera Marcelo Andrade. A metodologia da Agência é um disparo na potência desses jovens para que eles possam seguir causando impacto nos seus territórios e banca é só início dessa transformação.

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