No passinho do samba, na cadência do funk

Jovens realizadores se encontram na Pavuna
6 de Fevereiro de 2013
Mandando o passinho ‘juntim’
6 de Fevereiro de 2013

O aniversário de 1 ano da Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, no fim de semana passado, foi comemorado com uma programação especial, com os jovens dos 42 projetos da Agência de Redes para Juventude na platéia. No sábado, dia 2, foram apresentados o filme A Batalha do Passinho – Os Muleque são Sinistros, com a presença do diretor Emílio Domingos, a peça A viagem da Vila Cruzeiro à Canaã de Ipanema numa página de facebook, do Grupo Teatro da Laje, e uma conversa mediada pelo jornalista Luiz Fernando Vianna entre Marquinhos de Oswaldo Cruz e Zé Luis do Império Serrano, embalada por sambas históricos.

O jornalista Luiz Fernando Vianna mediou a conversa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Luiz Fernando Vianna já foi subeditor do Segundo Caderno, do jornal O Globo, e editor do Caderno B, do Jornal do Brasil; publicou os livros Heranças do Samba, Geografia Carioca do Samba, e Na Bagunça do Teu Coração. A conversa com os bambas girou em torno das aproximações entre o funk e o samba, a juventude e a velha guarda.

Zé Luis do Império Serrano contou que “na juventude dançava soul e sambava, a molecada que curte o funk hoje, não quer saber de outros ritmos. Fiquei feliz de ver eles sambando e ouvindo as histórias de canções clássicas do samba. Nós da velha guarda queremos passar o que temos de cultura para eles. Do velho nasce o novo. Nós também sofremos colonização cultural, mas mantivemos nossas raízes”.

Zé Luis do Império e Marquinhos de Oswaldo Cruz

 

 

 

 

 

 

Marquinhos de Oswaldo Cruz lembrou aos jovens o início do samba, que era ligado à causas sociais, e citou como exemplo o episódio dos estivadores do Cais do Porto que se revoltaram contra a administração vigente e se reuniam na Zona Portuária, um dos berços do samba.

No vídeo abaixo, Marcus Vinicius Faustini fala sobre as aproximações entre a juventude e a velha guarda, Marquinhos de Oswaldo Cruz fala sobre potência de territórios e canta um partido alto (samba improvisado) falando sobre vários lugares do subúrbio carioca. Confira!

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *