Negociando Ideias na Rocinha

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Negociando Ideias na Rocinha

Feira, antes de qualquer coisa, é um ambiente de troca. Circulação, movimento, negociação.  Informação e  mercadorias, sendo partilhadas, combinadas. Rocinha, dia 7 de junho. O rap encontra a percussão. As diferentes formas de design se reúnem.  Um centro de socialização para jovens e crianças, onde a dança, teatro e produção musical se encontram. Sábado foi dia de Feira de Ideias na no núcleo Rocinha na Agência de Redes para Juventude.

Conseguir exibir e apresentar a sua ideia é um passo importante para construí-la. Expressar a Idea e negociá-la com as outras que estavam sendo ali expostas. Em suma, saber vender o seu peixe e conseguir comprar o que melhor lhe apraz. Unir forças estabelecendo pontos de afinidades entre as ideias e as pessoas é uma forma de começar a solidificar os futuros projetos.  No fim, cada ideia toma novas formas com uma roupagem mais colaborativa e participativa.

Mapear as tendências da Rocinha, produzir estampas, criar personalização de roupas, esse é o

projeto da Raísa Dias, de 16 anos, que estava sendo exposto na feira e em busca de colaboração. Sua barraca de ideias chamou a atenção Rayanne Dias (19 anos) Luelly Gonçalves (17 anos) e Suelen Ribas (28 anos) e juntas formaram o Designer de Favela. A ideia de Emerson Luiz, de 21 anos, era o de criar uma oficina de percussão. Emerson toca todos os instrumentos, aprendeu só de ouvir. A onda de Luzio Santos, de 20 anos, é o rap. Ele já se arrisca em algumas rimas.  Emerson e Luzio acabaram se esbarrando na feira, e não deu outra, junto com outros jovens montaram o Raperscussão, que ainda está em desenvolvimento, mas que será apresentado para banca em alguns meses.

Flávia Brandão, de 23 anos, já começou o diálogo com o seu grupo sobre o Favela Emprega. Michael dos Santos, 19, Júnior Sampaio, 17, Manoela da Silva, 18 e Alessandra Dantas, 14 ainda não estão muito certos sobre o nome, mas quanto ao objetivo, muitas propostas vêm à tona. “A gente quer estar onde o jovem tá, nas redes, no Facebook, no Instagram. E a gente vai tá pesquisando oportunidades aqui mesmo na rocinha ou em lugares perto, divulgando de 15 em 15 dias”, explicou Flávia, acrescentando ainda que não haverá um lugar fixo, eles pretendem ser mesmo virtuais.

 

Assim como esses jovens, todos os bolsistas levaram as suas

O novo grupo trabalhou no sábado as primeiras ideias de como implementar uma agência de empregos na Rocinha.

ideias na lábia. Estabelecia-se durante o fim da manha na varanda do terceiro andar da Biblioteca Parque aquela atmosfera que vem com as feiras. A gritaria usual, a variedade, pessoas para todo lado deslumbradas e desorientadas com as diversas produções sendo oferecidas. Trocada informações, estabelecida as parcerias, os jovens terão que focar e mergulhar sério, levantando os alicerces de seus novos projetos. Pesquisa, conteúdo, comprometimento e muito diálogo irão inaugurar essa nova fase da Agência. Conheça abaixo todos os grupos que se formaram na feira.

 

 

 

 

Projeto Sarau Cutural LGBT, de Mayara Lira Barbosa, 15 e Naira Viana, 21.

 

 

 

 

 

 

 

CSC – Centro de Socialização e Cultura  – Semearte, de Evelyn Vital, 18 anos, Jefferson Messias, 17, Thayane Correa, 18, Thuane Dias, 15, Vitória Oliveira, 15

 

 

 

 

 

 

Somos Alguém, de Gabriella Santos, 19, Lucas Patrick, 18, Gilvan Oliveira, 17, Luciano, 13 e Leando Urso, 27.

 

 

 

 

 

 

 

 

Favela Games, de Marcelo, 15 anos e Matheus, 15 anos.

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