NA PISTA: JOVENS DA AGÊNCIA DE REDES PARA A JUVENTUDE LANÇAM AÇÕES QUE VISAM DESENVOLVER SEUS TERRITÓRIOS ATRAVÉS DO AFETO E DA ARTE

JOVENS DO CICLO 2021 FALAM SOBRE SUAS VIVÊNCIAS COMO PESSOAS LGBTQIAP+
30 de junho de 2021
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NA PISTA: JOVENS DA AGÊNCIA DE REDES PARA A JUVENTUDE LANÇAM AÇÕES QUE VISAM DESENVOLVER SEUS TERRITÓRIOS ATRAVÉS DO AFETO E DA ARTE

Tendo como objetivo impactar de forma propositiva a vida de dezenas de cariocas de 15 a 29 anos e contribuir para a criação de um novo imaginário artístico e cultural da cidade do Rio de Janeiro, às ações  culturais Do Beco e Contra-Ataque, desenvolvidas pelos jovens participantes do Ciclo 2021 da Agência de Redes para a Juventude, chegaram à Zona Norte da cidade, neste último final de semana de agosto.

Abaixo, conheça um pouco mais sobre as  ações.

DO BECO – Cultura do grafite como conexão entre os jovens e o bairro da Pavuna.

Equipe da Agência, jovens criadores e selecionados, durante o primeiro dia de oficinas da ação. Foto: Gustavo Rodrigues

Através da cultura do grafite, a ação Do Beco pretende transformar lugares marginalizados em espaços de arte a céu aberto.  Uma das jovens idealizadoras do projeto, a artista plástica e grafiteira, Andressa Gandra, 21 anos, diz que a ação se entrelaça com seu desejo pessoal  de democratizar o acesso à educação artística na Pavuna, tendo como meio de ligação a arte de rua.

Para Ana Carolina Elvira, 22 anos, estudante de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e colaboradora da ação, o sentimento de  fazer parte do projeto é de potência. “Vamos plantar a semente nesses jovens que vão participar da oficina e eles vão semear em outros que virão também”, completa a graduanda.

A artista Pietra Motta na oficina de grafite disponibilizada pela ação. Foto: Bea Simões

A Do Beco foi dividida em três atividades distintas, a primeira  feita no último sábado, 28 de agosto, e as duas seguintes nas próximas semanas, nos dias 12 e 27 de setembro. 

Foram selecionados cinco jovens que participaram de uma oficina no Museu do Grafitti, localizado na Pavuna, sobre a pratica e teoria dessa expressão artística. O próximo passo do grupo é a construção de  um mutirão do conhecimento, que será concluído com uma intervenção artística no muro da Escola Municipal Thomas Jefferson, também na região da Zona Norte. 

A terceira e última atividade do grupo, é a produção de um documentário que será  exibido para os alunos do 8° e 9° ano da Escola Municipal Escultor João Veloso, que logo após assistir o registro, participarão de uma roda de conversa sobre a importância do grafite na sociedade.

CONTRA-ATAQUE – Inclusão social através da cultura de rua na favela do Jacarezinho.

Jovens realizadores da ação e a atleta profissional do Sampaio Basquete, Isabela Ramona, conversam com os alunos na oficina da ação.

A ação Contra-Ataque carrega consigo a missão da transformação social através  da cultura e do esporte. Os jovens criadores do projeto pretendem estruturar um espaço em que possam dar aulas de basquete e apresentar novas perspectivas possíveis para a juventude local por meio da arte. 

“A ação dará um “start” em um projeto que oferecerá aula de basquete para crianças e jovens no Jacarezinho, além de apresentar o basquete: esporte que me deu várias oportunidades e que acredito que possa oportunizar para várias outras pessoas também”, aponta Thiago Nascimento, 23 anos, que é morador da região, ex-atleta federado pela equipe do  Botafogo  e um dos fundadores do Jacaré-Basquete, projeto criado em 2020 e que é citado no texto.  

Perguntado sobre os fatores que influenciaram na construção da ação, Thiago respondeu que é impulsionado pelo “desconforto de ver grande parte da nossa juventude sendo minada pela falta de oportunidade e de acesso à informação”.

Os debates promovidos durante os encontros dos ciclos da Agência colocam em perspectiva demandas que são apresentadas por diversas regiões da cidade.  Muitas das vezes, jovens que moram em locais distintos, criam vínculos com o objetivo de pensar possíveis resoluções para uma mesma causa. Como é o caso do artista Viajante Lírico, 20 anos, que mora na favela de Antares, Zona Oeste do Rio,  que fica a mais de 60 km de distância do Jacarezinho, e se  propôs a colaborar na construção da Contra- Ataque.

“Um sonho que é meu, aqui na Zona Oeste, pode ser um sonho do Thiago,  lá na Zona Norte. Nós estamos juntos porque queremos o melhor para os nossos territórios. As nossas favelas precisam desse cuidado e carinho. Estamos nos ajudando. Acreditando juntos”, disse o artista.

A Contra- Ataque começou suas atividades na última sexta (27), com a exibição do filme “Space Jam: Um novo legado na Escola Municipal Willy Brandt e passará por outras duas instituições:  E.M. Vinicius de Moraes, dia 31 de agosto, e E.M Rio de Janeiro, no dia primeiro (1°) de setembro. Nas escolas também serão disponibilizadas oficinas de basquete com a atleta profissional do Sampaio Basquete, Isabela Ramona, que fez parte do elenco da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 2016.

Em parceria com a plataforma de basquete e cultura PayBack, nos dias cinco e seis de setembro, a ação fará uma série de revitalizações e intervenções artísticas na quadra onde serão os treinos e movimentações culturais do projeto. Artistas grafiteiros também se somarão à missão da revitalização, nos dias sete, oito e nove de setembro. 

No dia 11 de setembro,  será realizado um evento de encerramento da ação que terá a participação de diversos artistas da região, acontecerão batalhas de rima, apresentação de slam e  um pocket show.  No mesmo dia, as aulas do projeto Jacaré-Basquete serão inauguradas oficialmente.

Ciclo de 2021 

Em meio aos desafios impostos pela pandemia do Covid-19, ao longo de seis meses, a Agência realizou esse Ciclo de formação com vinte e sete jovens de diversos bairros e favelas das Zonas Norte, Oeste e Centro do Rio de Janeiro. Somando tutorias e encontros online, foram 28 dias de formação onde os participantes eram estimulados pela Prática da Potência, a desenvolverem ideias que fossem atribuir valor às suas respectivas formações pessoais e produzir um impacto positivo nos territórios onde estão inseridos. São artistas, produtores culturais, lideranças comunitárias e empreendedores de favelas e periferias  que já têm um histórico de atuação nas suas respectivas comunidades. 

A Agência de Redes para Juventude atua na cidade há 10 anos e, atualmente,  é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura da cidade e por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, (Edital do Produtor Cultural – Nº 01/2019).

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