Mapear é ampliar redes: Rocinha e Centro mapeando ideias

Mapa de projetos no Batan e em Santa Cruz: Está nascendo novidade!
8 de julho de 2014
Sobre a Rocinha, R de Rainha
15 de julho de 2014
Exibir Tudo

Mapear é ampliar redes: Rocinha e Centro mapeando ideias

A cada sábado os estúdios de criação da Agência de Redes para Juventude trabalham com um instrumento para dá uma mãozinha na hora do jovem estruturar seu projeto. Nas últimas sete semanas, como a gente vem acompanhando, tivemos como esses instrumentos orientadores, a bússola, o inventário, a feira de ideia… E nesse sábado (05/07), foi a vez do Mapa, uma recriação do território a partir das ideias dos jovens e da noção que cada um tem das favelas e da cidade em geral

Mapear é como se disséssemos tintin por tintin tudo o que nos cerca, como e porquê nos cerca. Mapear é bolar uma nova visualização do espaço pra ter uma sacação maior sobre as pessoas, os lugares e os caminhos que vão nos levar a um determinado ponto. No nosso caso, será a realização do projeto dos bolsista. Fazer um mapa é materializar um vizu mais amplo sobre o que é favela, e o que estamos fazendo nela.

O dia de sábado seguiu nesse ritmo de mapeamento. Mas afinal, o que é esse tal jovem da favela, mesmo? Os jovens tiveram que mapear a si mesmos, desconstruindo noções que andam por aí na ponta de muita língua. “Favela é uma planta”, lembrou uma jovem da Rocinha.  No Centro, o bate-papo também foi suscitando mais e mais desconstruções, que passou sobre a circulação pela cidade e sobre as produções culturais de origem popular como funk, jazz, e vários outros estilos.

MIT - Modas compõe seu mapa

Mas nem só de papo podia ficar o sábado. É dia de botar a mão na massa também. O mapa não fica só no mundo das idéias, tem que ser bolado, tem que ser físico. “Nos faz pensar, faz pensar muito”, conta Thaís Sodre, de 15 anos, do núcleo Centro, desabafando com bom humor sobre como o mapa tem ajudado o MIT – Modas. Formado ainda pelos jovens Igor Nascimento e Michele Bernardo, eles comentaram sobre como estão planejando o mapa. “Esse mapa é uma mapa de pessoas que possam nos ajudar dentro do território”.  O MIT-Moda pensa em trabalhar com estamparia e parece que já tem público-alvo em vista. “A gente vai fazer estampa para o grupo do passinho, e pensamos em concursos de frases para as estampas das blusas também”, disse Michele.

Do outro lado da cidade o pensamento fervia também pra construção dos mapas. O Reppercussão, que será um programa de rádio que busca as potências musicais da Rocinha e sua forte produção cultural, comentou um pouco sobre seu mapa.  “A gente ainda não sabe onde vai ser, depende da parceria.  As oficinas ainda são planos secundários, o primeiro plano é o programa que a gente pensa em levar pra outras rádios”, comentou Emerson Luiz, de 21 anos.

O mapa é uma visualização mais concreta da idéia no território. No inicio do dia, tanto na Rocinha, quanto no Centro, houve uma

Mapendo o Reppercurssão - Rocinha

dinâmica onde os jovens tinham que contribuir cada um com a ideia do outro. E não era exatamente isso que seria pensado em cada mapa? Quê potência nesse meu território pode forma uma parceragem? Formar parcerias é mergulhar ainda mais no território, é ir descobrindo ele esquina a esquina, beco a beco.  Sábado após sábado os traços tornam-se mais fortes e os projetos cada vez mais edificados.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *