JUVENTUDE, FAVELA E A PANDEMIA: CONHEÇA TAINARA RODRIGUES

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JUVENTUDE, FAVELA E A PANDEMIA: CONHEÇA TAINARA RODRIGUES

São muitas as famílias que ficaram sem fonte de renda por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus, muitas delas tendo os jovens como os maiores responsáveis financeiros. Tainara Rodrigues é uma dessas jovens. Ela mora com a mãe, a irmã, o avô, a avó e o sobrinho. A avó recebe aposentadoria, mas o dinheiro fica reservado para gastos com saúde – ela tem marca-passo e a mobilidade reduzida. A mãe está desempregada e a irmã, que colaborava com a renda da casa, perdeu o emprego. Tainara atua como uma das jovens líderes do Geração que Move, iniciativa do UNICEF em parceria com Fundação Abertis e Arteris, realizado pela Agência de Redes para Juventude na cidade do Rio.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) da maioria das favelas do Complexo da Pedreira, onde Tainara mora, é de 0,619, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. As mesmas favelas que carregam um dos índices mais baixos do Rio de Janeiro também têm uma das menores expectativas de vida da cidade: 69 anos. Bairros como São Conrado ou Jardim Botânico, que ocupam os primeiros lugares da lista, têm IDH-M de 0,959 e expectativa de vida de 82 anos.

O Geração que Move busca alcançar o outro lado da lista, composto por moradores que, durante a pandemia, podem ter a já baixa expectativa de vida diminuída. Por isso, os vinte jovens e adolescentes selecionados para liderar o projeto são de favelas e periferias das zonas Norte e Oeste. Em duplas formadas a partir de cada território, eles atuam em duas frentes: produção de conteúdo com informação segura sobre o vírus e mapeamento de famílias em que jovens contribuam financeiramente e que tenham ficado vulneráveis nesse contexto. Em abril, com apoio do Instituto Unibanco, os jovens entregaram 420 cestas e livros.

O primeiro contato de Tainara com a Agência foi antes do Geração que Move. Ela começou como Jovem Aprendiz, e desde essa época já desejava chegar ao lugar que ocupa hoje. “É a primeira vez que estou atuando aqui na Pedreira e estou gostando muito. Eu gosto de ajudar as pessoas, e vejo muita gente passando necessidade nas comunidades, em algumas áreas que não são muito vistas aqui, com pessoas que precisam mesmo”, diz. Ela conta que uma das cestas que entregou foi em uma favela cheia de barracos de madeira, e que mesmo na sua região, em que a maior parte das casas é de tijolo, há muita gente que precisa. “Descobri pessoas que eu nem imaginava que precisavam, porque pareciam estar bem, mas estavam mesmo passando necessidade e dependendo da cesta”, relata Tainara, orgulhosa de realizar o sonho de estar mais próxima do território, ajudando seus vizinhos.

 

Por Yael Berman

1 Comentário

  1. bianca rocha dos santos disse:

    show gostaria muito q meu filho participase desse projeto ele tem 16anos.

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