Boletim Extra Pontão: Intercâmbio cultural RJ-SP

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Boletim Extra do Pontão: Pontão levará jovens que criaram projetos em comunidades do Rio de Janeiro e Pontos de Cultura para intercâmbio na cidade de São Paulo, em maio.

O que acontece quando um grupo de jovens realizadores trabalha junto com um Ponto de Cultura? Funk e memória territorial; videoclipe e mobilização; intercâmbio de metodologias de trabalho com crianças… Esses são algumas das onze iniciativas disparadas pelo Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude. São mais de 20 iniciativas envolvidas, entre projetos da Rede Agência, Pontos de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro e projetos apoiados pelo edital Ações Locais, da Secretaria de Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro.

A poucas semanas da banca de seleção de propostas – que serão executadas neste mês, em São Paulo, numa parceria com a Fábrica de Culturas – as iniciativas estão misturando linguagens artísticas e da cidade para pensar novas estéticas de atuação no território.

Funk e memória

Descolados, o grupo de funk do Fumacê criado através da metodologia da Agência em 2012, escolheu o Ponto de Cultura Nosso Olhar, motivados por um interesse em comum: a visibilidade da Zona Oeste. “A gente queria fazer algo com alguém próximo pra gente abrir nosso leque na região. A gente esse ano quer abrir a nossas redes pela Zona Oeste”, conta Fernando Coock, um dos criadores dos Descolados. “Desde o momento que a gente assumiu o papel de realizador, de tá se encontrando com o Ponto de Cultura parceiro, ampliou nosso repertório de um certo modo, e a gente conseguiu viabilizar as coisas, ter acesso às informações que não tínhamos”, completa Felipe Salsa que, além da fama de rebolar mais que a Rihanna, ficou responsável pela parceria com o Ponto.

Felipe Salsa comanda a selfie que reúne diferente vertentes de pensamento e ação no funk carioca. Foto: Felipe Salsa/Divulgação Descolados

A ação pensada entre eles procura desenvolver o funk em suas múltiplas linguagens: performance e vídeo. Tanto o Nosso Olhar quanto Descolados possuem um forte envolvimento com o audiovisual. O Ponto de Cultura realizou o filme Ocupação e o coordenador do mesmo – Marcelo Gularte -, realizou o curta metragem Mc Magalhães, uma lenda viva do funk sobre o emblemático MC Magalhães. Já o grupo não se completa apenas nos palcos: com um canal no YouTube com clipes e registros de shows caprichados, o projeto lançou no final de abril o documentário Na Manha, sobre a carreira deles até hoje.

“Mesmo estando atolado de coisas, não tem como dizer não pra esses meninos: são muito afetivos, muitos cheios de vontade. É muito enriquecedor que eles estejam conhecendo a origem, o fundamento das linguagens de Hip Hop e Funk, que são as linguagens que eles trabalham”, conta Marcelo Gularte.

“A cidade nunca morre”

Lucas Ururahy e Vandré Nascimento são, respectivamente, coordenadores do projeto Sepetiba em Foco e do Ponto de Cultura Lata Doida. A proposta segue como combinado lá no início (veja aqui): a produção de um videoclipe. “O que a gente encontrou em comum foi o perfil experimental dos trabalhos desenvolvidos”, conta Vandré, que vai fazer dessa material uma forma de conectar mais agentes culturais da Zona Oeste. Um deles é o Ponto de Cultura Som na Praça, que tem conexão com o músico brasileiro Hermeto Paschoal – que comemora 80 anos neste ano e é o homenageado da ação – e o artista Mv Hemp. “A ideia é reunir artistas que a gente admira e levantam a bandeira do território. A gente decidiu mostrar o que temos de melhor”, completa Lucas Ururahy, que na produção deste filme vai unir “7 projetos em 1”.

“A juventude é, foi e sempre vai ser muito potente, ativa. Eu vejo muita coisa aqui na minha área que me comove e que me emociona. E eu mesmo sinto necessidade de me movimentar. O trabalho não para, a cidade como um todo não morre, culturalmente falando, por conta disso”, compartilha Vandré.

Gerações de potência

Entre recomendações sobre saúde e até dicas sobre cultura digital, a relação entre os representantes do Horta Inteligente, Elisangela Almeida, e José Gomes, gestor do Ponto de Cultura Cerâmica de Cordel, vai além da proposta de colaboração entre as duas iniciativas. A proposta é montar uma experiência para crianças de criação de uma horta e seu ambiente: desde a plantação propriamente dita até utensílios, como vasos e cercas.

Troca de metodologias entre o Horta Inteligente e o Ponto de Cultura Cerâmica de Cordel.

“Ele tem muita experiência pra contar, ele jé passou por um processo muito grande na cultura. Para mim, não é só ouvir o que ele diz, é algo que posso levar pra minha experiência de vida com o tempo”, conta Elisângela. Para a coordenadora do Horta, a possibilidade de criar uma ação em conjunto com um Ponto de Cultura é um mais um passo para a renovação da metodologia de seu projeto. . Além disso, a oportunidade de conhecer uma outra cidade de São Paulo – caso seja aprovada na banca – é empolgante. “A expectativa é muito boa. Trabalhar  numa outra parte da cidade, estar no centro, conhecer as outras instituições é muito legal. Eu vou a São Paulo porque visito meus tios, mas eles moram numa parte mais pacata da cidade”, comenta a jovem.

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com a colaboração de Ana Clara Branco.

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