Intercâmbio RJ-SP: confira o que rolou!

CONFIRA!
6 de setembro de 2016
Rumos dos Pontos de Cultura #1
14 de setembro de 2016
Exibir Tudo

Intercâmbio RJ-SP: confira o que rolou!

Um dia, uma cidade, dois projetos criados a partir da Agência de Redes para Juventude e dois Pontos de Cultura do Rio de Janeiro. O anfitrião desta galera foi a Fábrica de Cultura, unidade Vila Nova Cachoeirinha.

Sepetiba em Foco e Ponto de Cultura Música Sustentável Lata Doida; Providenciando a Favor da Vida e Ponto de Cultura Fazendo a Diferença em Paquetá levaram duas ações apoiadas pelo Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude.

Aqui você confere o que rolou!

AS PRIMEIRAS HORAS

A exposição fotográfica e sessão do filme As Primeiras Horas abriram os trabalhos do Intercâmbio do Pontão. A ação feita entre Providenciando a Favor da Vida e o Ponto de Cultura Fazendo a Diferença em Paquetá alinhou o trabalho em audiovisual deste com a rede de apoio à jovens gestantes daquele. O filme mostra a relação de três famílias com o nascimento de seus bebês e o modo que esse momento acontece em duas maternidades do Rio de Janeiro.

Priscila Silva, 31 anos, moradora de Vila Nova Choeirinha, zona norte de São Paulo, esteve na Fábrica de Cultura com seus dois filhos. Ela estaca a importância de ver na tela as formas de nascimento, uma vez que esse acontecimento é pouco falado e muitas das vezes não é lembrado pela parturiente. “Engraçado né, vendo, você pensa: poxa, eu passei por isso mas não me lembro. Você tá deitada, não pode se mexer, você não pode levantar a cabeça. Então, assistir o filme acaba fazendo a gente ter uma outra visão, acho até um respeito maior pela mulher, por tudo que a gente passa”, conta a professora, com seu filho Luiz Felipe nos braços.

O debate contou com a presença de pessoas diversas, de mães, pais e estudiosos do campo, como Laura Uplinger, educadora em psiquismo pré e perinatal e Ana Ormond, doula e psicóloga. Mais do que um encontro para discutir sobre formas de nascimento, a proposta do encontro foi pensar como a sociedade nasce.

“A gente apressa processos, apressa situações. Tem hora que dá vontade de correr, sair de tudo. A gente não consegue esperar na fila do banco. Então como é que você vai aguentar aquele processo de trabalho de parto? Processo do bebê amamentar? As crianças curtem esse barato, e a gente perde um pouco isso”, destaca Ana Ormond sobre a relação da sociedade com as etapas do parto humanizado.

SONS DO TERRITÓRIO

O segundo momento do intercâmbio ficou com por conta do Embrião, uma performance audiovisual e musical. O primeiro movimento se deu com a criação de uma música na qual cada participante contribuiu com uma parte. Logo em seguida, a oficina de construção de instrumentos musicais – um trompete feito com garrafa pet e sacola plástica – completou a transformação da plateia em músicos.


“Os padrões sociais que influenciam no modo em que a gente avalia a música, em que a gente produz música. Eles são uma grande problema a partir do momento em que a gente entende que instrumento é uma coisa que se compra na loja, que músico é aquele que estuda. A gente cria uma série de regras para essa expressão que é diária e que está presente na vida de todos”, declara Vandré Nascimento, coordenador do Grupo Cultural Lata Doida.

O show encerrou o intercâmbio com chave de ouro. No repertório, músicas autorais da banda do Lata Doida e de grandes nomes da música nacional, como Nação Zumbi e Hermeto Pascoal.

CONEXÕES

Para Sheila Falcão, assistente de articulação e difusão da Fábrica, esta parceria com o Pontão chega num momento sensível para os jovens que frequentam o espaço. “Estar ganhando uma extensão pro Rio de Janeiro é importante. Nesse cenário em que o jovem daqui tá vendo que tem voz ativa, ele tá lutando pelos seus direitos, por um ideal. Eu acho que eles se descobriram nisso e podem fazer muitas outras coisas”, conta Sheila.

Para Lucas Uhruhay, um dos coordenadores do Sepetiba em Foco, aposta nas conexões a partir desta experiência. “A gente ter unido as duas ações na sala acho que foi a melhor coisa que a gente fez, na minha opinião, parecia um projeto só. Nós dialogamos perfeitamente”, conta Lucas que já articula exibição do filme As Primeiras Horas em Sepetiba. Ainda este mês, os integrantes do Coletivo Simplicidade – grupo cultural local que colou nas ações do Intercâmbio – virão para o Rio de Janeiro para criar intervenções visuais no Rio.

E ainda sobre as conexões disparadas pelo intercâmbio, Lucas vai direto ao Ponto. “As pessoas pensam muito próxima, lutamos pelos mesmos ideais: nos colocarmos em lugar de destaque como protagonistas oriundos de comunidades”, declara.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *