Geração Agência: Núcleos realizam primeiras entrevistas para o ciclo 2015

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por Carolina Lourenço, Matheus Trindade e Mayara Ximenes

O primeiro sábado oficial do ciclo 2015 da Agência de Redes para Juventude começou agitado. Na Lapa, os jovens criadores de projetos em ciclos passados tiveram a primeira reunião da nova fase da Rede Agência (veja aqui como foi), enquanto nos territórios rolavam as entrevistas para os novos bolsistas do ciclo de desenvolvimento de ideias da Agência, o ciclo de estímulos.

Foram semanas de mobilização, com o apoio das mídias sociais e das tecnologias locais, como carro de som e faixas. O resultado foram mais de 1200 inscrições nos seis núcleos de atuação da Agência e um sábado intenso de conversas, novas ideias e desejos brotando dos mais diversos tipos de jovens de origem popular.

Neste post, você confere um pouco mais sobre as entrevistas nos núcleos Batan, Rocinha e Santa Cruz

No Batan, as entrevistas aconteceram na Casa Missionária Viva a Vida. O espaço, localizado na principal rua da comunidade, desde cedo foi se enchendo de jovens com perfis bem distintos. Tinha o engajado típico; o que ficou curioso ao ver a movimentação no local; as jovens mães; o jovem que está de bobeira (no sentido de não estar em redes formais de trabalho e/ou estudo) que acredita que à partir da metodologia da Agência ele pode modificar a sua vida.

Assim como os perfis, as ideias de ações que pudessem impactar aquele território também mudavam muito de um jovem para outro. Karen Simões de 15 anos, falou sobre o desejo de abrir um salão de beleza na comunidade. E essa ideia já é presente no seu próprio corpo: no sábado ela estava com um corte chanel, mas Karen é conhecida no Batan por não ter medo de ousar quando o assunto são os seus cabelos. Ora de dreads, ora de cabelo colorido, ela parece ditar moda pelas ruas da comunidade. E teve ideia do Fumacê também. Uma delas veio de Leonardo dos Santos, de 18 anos, que falou sobre o desejo de realizar intervenções com o grafite pelas ruas da comunidade.

Emerson Santos, de 16 anos, acredita que a Agência é uma experiência transformadora.

Na Rocinha, as entrevistas desviaram muitos jovens da rota da praia para a Biblioteca Parque da comunidade, a C4.

Um deles, Emerson Santos de 16 anos (a direita na foto), conheceu a Agência através de sua prima, que já foi uma agenciada. A jovem sempre conversou com ele sobre como a metodologia do curso é transformadora.

Segundo Emerson, antes de participar da iniciativa ela não conhecia muitos lugares e pessoas, porém, depois de alguns meses experimentando a Agência, ela passou a aumentar seu repertório na cidade. O mais interessante para Emerson é que “além do aluno conhecer novos lugares ele também é reconhecido entre as pessoas que conheceu e isso é muito bom”.

Em Santa Cruz, as entrevistas aconteceram na CEB Santa Veridiana (que compreende, principalmente, as regiões Santa Veridiana e Cesarão) e na Lona Cultural Sandra de Sá, na região Guandu, nova parceira da Agência nesse ciclo. Grande parte dos inscritos contou que ao ver os cartazes espalhados pela região, divulgação no jornal Alô Comunidade, além do recrutamento da equipe pelas ruas, buscou informações sobre a Agência nas redes sociais.

A tutora Kel Canela entrevista Elisa Fernandes (22 anos).

Segundo eles, a maior motivação para participar do projeto é a possibilidade de transformação do local onde vivem, embora ainda não saibam como agir. É o caso do estudante Eduardo Duarte, 16, que sente a necessidade de reunir pessoas para saber o que falta na comunidade e de Vanusa Luciene, de 22 anos.

A jovem levou sua filha Victória, de 3 anos. Neste ano, Luciene – que ama cantar – pretender voltar a estudar e espera aprender ainda mais com sua passagem na Agência. Ela estava acompanhada também de sua amiga Elisa Fernandes, 23 anos, estudante de pedagogia. “Muitos jovens tem capacidade, mas não tem esforço e ajuda”, conta a jovem que quer conhecer pessoas novas e trazer novas ideias para o seu território.

No próximo sábado vai rolar uma segunda rodada de entrevistas. O trabalho não para! Confira aqui como foram as entrevistas nos núcleos Cidade de Deus, Centro e Pavuna.

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