FINALIZAÇÃO DO CICLO 2019: SEMANA JOVEM FAZ PRA JOVEM

CASA DAS EMPREENDEDORAS, QUEIMADOS
3 de dezembro de 2019
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FINALIZAÇÃO DO CICLO 2019: SEMANA JOVEM FAZ PRA JOVEM

Mais um ciclo da Agência chega ao fim, e se 2019 foi o ano de focar na formação de lideranças, alcançamos nossos objetivos. Trabalhamos com jovens de favelas e periferias de diversas áreas da cidade que lideram, mobilizam e identificam problemas que são reais, criando soluções pra eles, como fizeram nas ações de finalização desse ciclo. Foram ações nos eixos de ativismo, empreendedorismo social, produção cultural, arte independente e liderança comunitária. Os jovens entendem o que é atuar nessas diferentes esferas de realização, acreditam na cultura e na importância de se trabalhar em redes. Foi o que fizeram: trabalharam em redes e colocaram na rua ações potentes, capazes de mobilizar jovens periféricos e de representar o início da transformação que buscam para seus territórios.

A semana Jovem Faz Pra Jovem – como chamamos essa semana de realização das ações, feitas de jovem para jovem – começou no dia 7 de dezembro, o primeiro sábado do mês, no Palácio 450, em Oswaldo Cruz. Foram as três jovens do grupo de empreendedorismo social Sara Badu, Ketlen Luiza e Elaine Rosa que abriram a semana de ações, com o I Fórum de Empreendedorismo Juvenil: PERIFERIAS RJ. O objetivo do encontro era criar uma rede entre os jovens empreendedores de periferias e fazer do encontro um ponto para potencializar as vendas dos participantes para o natal. O dia foi cheio de atividades, com palestras, rodas de conversa e uma gincana no final valendo prêmios para os empreendedores.

I Fórum de Empreendedorismo Juvenil: PERIFERIAS RJ teve rodas de conversa com empreendedores, palestras e gincana valendo prêmios| Foto: Yael Berman

No dia seguinte, 8 de dezembro, fomos até uma casa em Santa Teresa, onde aconteceria o Encontro de Produtorxs Culturais Periféricxs, uma reunião de produtores de periferias, em um dia de criação de redes, fortalecimento e reflexões. O encontro foi leve, e teve mais de 50 produtores juntos, trocando ao longo do dia, seja com dinâmicas para pensar o que foi 2019 e o que será 2020, seja com atividades para trabalhar o autocuidado. Eram produtores de vários territórios, como João XXlll, Baixada Fluminense, Pavuna, Fumacê e Cesarão, que trabalharam duro pra fazer a cultura acontecer em 2019, e mereciam esse momento de descanso e reflexão.

Produtores culturais da Agência usaram caixas como metodologia para suscitar reflexão sobre o ano que passou e o que está por vir | Foto: Yael Berman

O grupo de líderes comunitários decidiu fazer a ação em dois dias, e em dois territórios diferentes. Eles queriam atuar com jovens de 15 a 24 anos que estivessem com a relação escolar fragilizada e que tenham cursado pelo menos o 9°ano do ensino fundamental. Juntos, entenderam que era importante estar em áreas diferentes da cidade, para abranger grupos diversos. Assim, dia 10 de dezembro estiveram na SerCidadão, em Santa Cruz, e dia 12, ocuparam o Centro Cultural Phábrika, em Acari. Em dois dias, na Zona Oeste e na Zona Norte, reuniram 100 jovens em um momento de reflexão, troca e criação de estratégias individuais para o autocuidado, fortalecendo aqueles jovens para a conclusão do Ensino Médio.

Em Santa Cruz e em Acari (foto), os líderes comunitários reuniram 100 jovens em idade escolar num encontro de fortalecimento e autocuidado | Foto: Yael Berman

Também no dia 10 de dezembro e também na SerCidadão, os ativistas lançaram o Manual de Início Mundo. Eles convocaram jovens de favelas e periferias que tenham sofrido algum tipo de violência para pensarem estratégias de sobrevivência na cidade. Os jovens foram divididos em quatro grupos, de quatro tipos de violência: assédio, racismo, violência policial e LGBTQI+Fobia. Mediados pelos ativistas da Agência, eles refletiram sobre a presença de seus corpos nos territórios da metrópole e traçaram estratégias de sobrevivência, que mais tarde foram compartilhadas com todos. O objetivo dos ativistas é reunir essas estratégias em um material único, o Manual de Início de Mundo, destinado a esses e outros jovens que tenham vivenciado ou possam vivenciar a violência na cidade. Eles também estão produzindo um material audiovisual que reunirá 5 narrativas, com 5 jovens protagonistas contando sobre suas histórias e sobre as violências que já sofreram ao longo da vida.

O grupo de ativistas reuniu jovens que tenham sofrido algum tipo de violência para pensarem juntos estratégias de sobrevivência | Foto: Anderson Barnabé

A última ação, pra fechar a semana Jovem Faz Pra Jovem, foi a dos artistas independentes. Eles realizaram o Estação Pavuna, um festival de valorização e desenvolvimento da arte e da cultura nos territórios periféricos, tratando do tema da censura, numa linguagem multi-artística. Na rua, na praça do Pipi-Popo, na Pavuna, a ação viabilizou a troca entre jovens artistas periféricos que desenvolvem suas artes nos vagões do metrô e trem, e que muitas das vezes são impedidos de atuar. Vários artistas independentes fizeram intervenções potentes e o público também chegou junto! Teve ainda oficina de pintura e de passinho e premiações pros artistas. Finalizamos esse ciclo com um grande SIM à arte independente, aos artistas de rua, à cultura e à periferia! E é esse sim que fica pra gente!

Os artistas independentes encerraram a semana Jovem Faz Pra Jovem com muita música, arte, dança e potência em forma de alegria | Foto: Victor Souza

 

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