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Entre projetos e ansiedades

O calor que fazia no último sábado só perdia para a temperatura mental da equipe e dos bolsistas do Batan. O momento da banca que, de tão esperado, parecia distante e incerto, agora se aproxima com toda (boa) carga de transformações que o processo da Agência de Redes para Juventude proporcionou a todos os envolvidos nela.

O trabalho do sábado foi começar a preencher a ficha final de todos os sete projetos do Batan. A ficha pede elementos padrões de um edital como missão do projeto, objetivos específicos, cronograma de ações, entre outros.

Antes do preenchimento desta ficha, bolsistas, mediadores e universitários preencheram outro instrumento, feito de perguntas e respostas sobre seus projetos. Essa ficha foi entregue aos especialistas que participaram de nossa Roda de ideias, um dia inteiro de orientações e troca de ideias reservado aos jovens do novo ciclo dentro do seminário Todas As Redes.

Esse exercício facilitou muito o entendimento dos jovens de seus próprios projetos e na. E a passagem pelo Todas As Redes, também os colocou em contato com ideias parecidas, tanto em metodologias ou situações de criação.

O grupo Éduka se identificou muito com o trabalho de Ana Lúcia Pardo, do Teatro Fórum, que utiliza a metodologia do Teatro do Oprimido. Da fala de Ana, a mediadora Rafaelle Castro destaca que o projeto precisa ter alma, não só uma bela formatação e adequação. E isso é perceptível em todos os jovens, embora seja difícil, justamente, lidar com as emoções nesse momento.

Diversas outras redes, tanto de ideias quanto parcerias, foram feitas no seminário.

O grupo Mosaico Cultural estendeu seu fio para o CDD na Tela, produtora de audivisual da Cidade de Deus desenvolvida na Agência, e foi até o Cantagalo, através da parceria com o Workshop H2BK, projeto que realizará um festival de danças urbanas integradas. O Mosaico irá formar artistas nas áreas de música, dança e teatro e poderá fazer intercâmbio de alunos entre essas comunidades.

As meninas do Charme na Favela encontraram o Territórios da Paz, que se propôs a ajudá-las a tocar o projeto. No sábado, elas estavam muito seguras do projeto e quase fecharam a formatação do projeto.

O Central das Explicadoras estabeleceu contato com Michele Sabino, do Ler e Brincar, do Chapéu Mangueira/Babilônia. Interessadas na parte “ler”, as coordenadoras da Central, Tatiane Cardoso e Carolina Farias, querem trocar essa experiência, tão próxima em várias sentidos.

No final do dia, o Se Liga Batan chegou cheio de gás. Segundo Mariana Rosa, os “olhinhos do Egeu estavam brilhando”, durante a Roda de Ideias no Todas As Redes. Para ela, o seminário abriu muito sua mente e falando especificamente da Roda de Ideias com o designer Egeus Laus, ela aprendeu uma maneira melhor de lidar com o grupo.

Para quem quer colocar um projeto em prática, a busca por redes e repertório contamina até a família. Em qualquer lugar. A mãe de Larissa de Souza, do projeto Grafitando Histórias, no início não apoiava as escolhas da filha. Porém, recentemente, quando estava no ônibus, ouviu a conversa entre dois rapazes sobre grafite. E ela foi falar com eles, trocou contatos e referências.

No final de todas essas reuniões de trabalho, nos reunimos com alguns jovens para uma social. Foi um momento muito descontraído em que pudemos trocar algumas experiências pessoais, pensamentos e os melhores salgadinhos e pães da padaria da Alena.

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