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Em busca de possibilidades na Pavuna

No dia 31 de Maio, os jovens da Pavuna encontraram-se para explorar as redes e possibilidades do território. A partir de obras de arte feitas de lixo na rua, os jovens foram exercitados sobre sua capacidade de questionar e investigar as situações, de observar com atenção, de registrar a informação, algo necessário para as entrevistas que eles fariam mais tarde. Antes de transitar pelo território, os jovens viram um tutorial de como entrevistar alguém.

Entrevista é um procedimento de apuração de informações. Cada um desenvolve um método pessoal de conduzir uma entrevista. É preciso sagacidade e inventar um jeito de registrar e aplicar tudo o que foi dito pelo entrevistado. O que você pretende com a  entrevista? Como você pretende chegar a esse resultado? Depois de bem preparado (sabendo o que quer) o entrevistador deve fazer um roteiro com começo, meio e fim. O objetivo não é bitolar e restringir o desempenho, mas ser uma base para evitar “brancos” e atropelos. É importante que o entrevistador seja o condutor da entrevista, mas que ela flua espontaneamente, cada resposta permitindo o “encaixe” da pergunta seguinte.

Com isso em mente, os jovens partiram logo para a prática, andaram pelo território em busca de pessoas ou lugares que pudessem ser um auxilio para a transformação da sua ideia em ação. Em função disso, entrevistaram diversas pessoas ao redor da Pavuna.

A Jovem Elaine Rosa entrevista a dona de um salão na Pavuna.

Elaine Rosa, 25 anos, de Camboatá, fez uma entrevista com uma dona de um salão. Ela perguntou o público alvo do salão, se existe procura para cabelo black, e como ela percebe o corte padrão da região. Elaine perguntou porque sua ideia é criar uma grife chamada Rainha Crespa, uma loja virtual que trabalhe com cortes e estilos étnicos, por isso quis saber qual era a tendência da região.

Grupo de skatistas sendo entrevistados pelos jovens.

Outros jovens entrevistaram um grupo de skatistas que frequentam o parque atrás da Arena Jovelina. Eles foram perguntados se gostavam de Rap e se eles gostariam que houvesse um show com os rappers que eles mais gostassem ali mesmo na Arena. Junto do show, a ideia de Marjan Rosa (25 anos) e Diogo Baidu (27 anos) é criar um festival de hip-hop na Pavuna, que não recebe esse tipo de atração há muito tempo. Eles planejam trazer artistas de dentro e de fora da Pavuna, transformando-a numa forte ação para levar o Rio todo para lá.

Depois de passar o dia entrevistando moradores nos arredores do parque da Arena, os jovens passaram a ter uma visão mais crítica e observadora, percebendo melhor o que pode e o que não pode ajudá-los à mudar a narrativa de seu território. Agora que sabem mais sobre o seu território e sobre suas próprias ideias, eles estão mais um passo a frente a liderar o seu projeto.

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