ELISA CRUZ E DANIEL REMILIK ENCERRAM SEMANA DE IMERSÕES DO GERAÇÃO QUE MOVE COM FORMAÇÃO SOBRE DIREITOS

CARLOS MARRA E MARIANA XAVIER DEBATEM DIREITOS DA JUVENTUDE NA TERCEIRA IMERSÃO DO GERAÇÃO QUE MOVE
2 de outubro de 2020
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ELISA CRUZ E DANIEL REMILIK ENCERRAM SEMANA DE IMERSÕES DO GERAÇÃO QUE MOVE COM FORMAÇÃO SOBRE DIREITOS

A professora e defensora pública Elisa Cruz e o educador popular e conselheiro tutelar Daniel Remilik foram os convidados da última noite de imersões do Geração que Move. Depois de dois encontros com foco em narrativas, os dois fecharam o segundo bloco da programação, com informações valiosas sobre acesso a direitos. Esses encontros vão ajudar a construir a jornada de narrativas de jovens e adolescentes de favelas e periferias do Rio de Janeiro na tentativa de acessar direitos na cidade. “Falta o olhar deles na busca por direitos fundamentais nas favelas, e essa semana está mostrando os caminhos potentes que temos com os vídeo-diários que serão produzidos por eles”, disse o criador da Agência Marcus Faustini ao abrir a formação.

Elisa foi a primeira a falar, e começou enfatizando a emoção de estar junto dos adolescentes naquele momento: “Estou aqui falando para vocês carregando uma história, um sonho, de que vocês podem ir muito além do que a gente, da minha geração, foi”, disse. A partir da experiência na área de direitos de crianças e adolescentes na defensoria pública, Elisa trouxe tanto informações teóricas quanto práticas sobre os direitos de crianças e adolescentes. Ela ressaltou a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o fundamento de nele não haver mitos salvadores. “O ECA vai dizer que para a gente ter bons direitos de crianças e adolescentes temos que ter uma rede, construindo conhecimento e comunicação em várias áreas diferentes”, pontuou. Em seguida, a defensora trouxe o território para o debate: “A ideia é aproximar esses serviços, que são direitos dos territórios, dos locais onde vocês estão. E fazer com que as unidades de serviço de cada um dos setores públicos conversem entre si, conheçam as necessidades de cada território, e juntos, em reuniões, proponham mudanças específicas para as necessidades de cada território”, completou.

Daniel, que é cria da Maré e conselheiro tutelar de Bonsucesso, falou de sua história e de como ela afetou seus caminhos. “Comecei a reparar que a gente tinha vários problemas na Maré que não eram resolvidos pelo Conselho Tutelar. Então nosso papel hoje dentro do conselho é tentar garantir os direitos das crianças e adolescentes desse lugar, pensando que por muito tempo eles não foram respeitados”, disse. Ele respondeu a perguntas dos adolescentes, em um papo que terminou com uma analogia de Daniel à correnteza e ao mar. “Consigo olhar para o Rio de Janeiro e falar: que bom saber que tem gente lutando pelo próximo, que é possível sair dessa corrente que puxa a gente para dentro e botar o pé na areia pra dar aquela respirada. Que bom olhar pra vocês e ver que existem vários banquinhos de areia”, disse aos adolescentes, que escutavam atentos.

 

 

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