Direito à cidade

C – Cantagalo, P – Pavão-Pavãozinho
23 de outubro de 2012
Circulando o ABCdário
24 de outubro de 2012

Abecedário de Moda

O tema do Estúdio de Criação dessa semana foi Abecedário e Direito à Cidade. Ao som de Gabriel o Pensador, o primeiro exercício do dia na Rocinha foi o jogo do abecedário. Cada bolsista levava às costas um papel com a sua ideia. Ao comando dos mediadores, os jovens, de caneta colorida em punho, relacionavam palavras às ideias de seus colegas. A cada nova rodada era escolhida uma letra e o jogo recomeçava.

Logo após, assistimos a alguns vídeos de abecedários, entre eles, Gaiola das cabeçudas , do programa Comédia MTV, e o Jogo do abecedário, com Os Barbixas – este último inspirou mais um jogo com os jovens.

Pausa para o almoço e voltamos debatendo o direto à cidade. Um vídeo produzido na Agência em 2011, que mostra o primeiro passeio da bolsista Beatriz Carvalho, a Zazá, pelo Centro do Rio, foi exibido. Mesmo morando na comunidade da Providência a jovem nunca havia passado pelo Largo da Carioca.

“Muitos cariocas moram aqui no Rio, e não conhecem as coisas maravilhosas que temos, acho que deveria ter mais facilidade, ter mais acesso a lugares como o Cristo Redentor, mesmo sendo mais barato pra quem mora no Rio, o valor ainda é muito elevado. Eu por exemplo nunca fui no Cristo. Precisamos ter o direito de conhecer a cidade, não temos só fome de comida, também sentimos fome de cultura”, comenta Michele Lacerda, moradora da Rocinha,

Michele discutiu o direito à cidade

Sorteamos o livro Guia Afetivo da Periferia, de Marcus Vinícius Faustini, idealizador da Agência de Redes para Juventude. Os jovens leram um trecho do livro. Após a leitura, os bolsistas teriam que apresentar em 5 linhas a história de sua familía a partir de objetos, situações e lembranças.

“No caso de um amigo que fazia grafite comigo, [a história] é um pouco parecida com a do Faustini. Ele morava no Laboriaux, teve esse negócio de remoções e ele foi para Santa Cruz. A vida dele mudou muito, ele pintava com a gente e depois disso não dava pra pintar, porque ele tinha que se locomover de lá pra cá. O que me incomoda mais é essa questão de você não poder ficar onde você está. O direito de permanecer, mais do que se locomover”, diz Pedro Paiva.

"O que me incomoda mais é você não poder ficar onde você está", diz Pedro sobre as remoções.

 

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