Da Cidade de Deus a Pavuna: ideias em movimento

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Da Cidade de Deus a Pavuna: ideias em movimento

Os jovens estão na metade do percurso metodológico e, por isso, uma avaliação da experiência é essencial para continuar a caminhada. Foi isso que aconteceu no ultimo sábado, dia 21. Como enxergam a Agência de Redes para Juventude, as ideias e habilidades que desenvolveram foram umas das pautas do sábadoOs bolsistas foram instigados também a pensar como a banca pode criticar os seus projetos e a partir disso criarem mais solidez na defesa das suas ideias.

O Grupo Brink´ Art decidindo quais serão as principais ações do projeto. Eles querem fazer oficinas para as crianças da Cidade de Deus no período das férias escolares.

“Lugar de projetos, pensamentos e de ação” foi a definição de Alexandre de Oliveira, da Pavuna, para explicar o que entende da Agência até agora. Já para Stefany Lima, da Cidade de Deus, a Agência é lugar de realização de ideias.

As ideias têm se tornado cada vez mais concretas e vistas como realizáveis pelos jovens. Como é o caso do projeto Saúde na Favela da CDD, que através de conhecimento das ações dos Médicos Sem Fronteira e da Ação Global viram que o trabalho dos agentes de saúde é o que mais se assemelha com o que desejam realizar, já que trabalham com ações de prevenção de doenças. Ao mesmo tempo, o grupo percebeu que precisarão pensar mais nas ações práticas do projeto e definiram que trabalharão nisso nos grupos de estudo dessa semana.

Ainda na CDD, o grupo Fênix percebeu que precisa inovar de alguma forma, e que apenas ações de reciclagem não serão o suficiente para convencer a banca a aprovar o seu projeto. Buscar o diferencial do projeto é a missão dessa galera nessa semana. Para o grupo da Batalha do Rap pensar em logística foi o foco desse sábado.  Eles descobriram que precisam planejar melhor o desfile que pretendem fazer para que consigam dialogar com as batalhas de rap que acontecerão nos intervalos. O objetivo é que o evento consiga fazer uma junção entre moda e a cultura hip-hop.

Planejamento foi um ponto que os jovens da Pavuna também discutiram neste sábado. As equipes tiveram que decidir quais são as principais ações das suas ideias e não correrem o risco de perder o foco,  como é o caso do grupo da Feira Ecológica, que tem o desejo de fazer muitas ações, mas descobriu que para um primeiro momento é preciso fazer uma coisa pequena e simples para ver o retorno e posteriormente expandir a ideia.”Dez mil não dá pra fazer tudo que a gente pensa”, disse Vânia de Carvalho, uma das integrantes do projeto.

Expressando sua ideia: Alessandro Italo, de 16 anos, morador da favela da Pedreira, na Pavuna, durante apresentação de seu projeto. Ele tem o desejo de realizar um sarau que apresente poesias territoriais.

A ligação com o território foi a “pulga atrás da orelha” colocada na ideia do grupo Aturma Streetware, que quer criar uma marca de roupas da cultura hip-hop e, assim, sustentar as rodas de rimas que já fazem.  Esse é um aspecto claro para o pessoal do Animavuna. Durante a pequena simulação de apresentação do projeto, o ideia de maior periodicidade do evento de anime foi a sugestão para impactar a cena de games e animes na Pavuna.

Da Zona Oeste à Zona Norte os jovens estão criando novas experiências para juventude de origem popular. Até a Banca, ainda vai ter muito a ser descoberto das potências dessa galera.

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