Cruzando o Batan em busca de redes.

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Cruzando o Batan em busca de redes.

Como identificar no meu território onde já exista a minha ideia? O último sábado no Batan foi dia dos bolsistas da Agência de Redes para a Juventude cruzarem as ruas da favela e a partir dessa pergunta encontrar práticas relacionadas com as ideias que eles desejam realizar.

“O importante é ter consciência que já estamos indo para a ação a partir desse momento”, falou a mediadora Mariana Kapps, que explicou o instrumento a ser usado naquele dia: a pesquisa. Dentre as respostas listadas pelos jovens sobre o que é importante para conseguir fazer uma boa pesquisa, foi falado “insistência”, “saber o que quer” e “ter diversas fontes”.

Na montagem da forma de pesquisa, o destaque foi entender a melhor maneira de ouvir o entrevistado. Existem formas de deixar o perguntado mais a vontade a expor o seu ponto de vista, como no documentário Edifício Master, de Eduardo Coutinho. As perguntas são feitas deixando a pessoas contar sua história da maneira que quer.

Depois das formas de investigação serem apresentadas, os jovens se dividiram em grupos e foram a procura de encontrar pessoas para conversar sobre sua ideia. Esse foi o ponto alto do dia:  jovens em ação no seu território indo ao encontro de parcerias, opinião dos moradores e referências para que suas ações dialoguem com o Batan.

Alan Copelli e Guilherme Oliveira querem realizar um projeto de esporte na comunidade.

Alan Copelli tem 18 anos e Guilherme Oliveira 16 anos, juntos planejam desenvolver um projeto esportivo que permaneça na comunidade. Segundo os bolsistas, muitos projetos se iniciam, mas acabam em curto prazo. Para saberem superar esse desafio, foram a uma academia do Batan. “A organização e responsabilidade são essenciais para o projeto dar certo e continuar em atividade”, disse William, um frequentados da academia.

Carlos Gabriel já participou de ciclos anteriores da metodologia da agência, mas dessa vez sua ideia é  criar uma produtora, o que para a universitária Janaína Tavares é um projeto que pode ter ligação com todos os outras. “A produtora pode ser um espaço de encontro com todos os outros projetos, tanto da jovem que quer um estúdio de fotografia, como da que pensa em fazer um filme” disse ela, que também acompanhou o rapaz de 18 anos em visita a uma ONG local para entender como resolver os grandes problemas de espaço para montar sua estrutura e equipamentos e também parcerias.

Alice foi uma das primeiras entrevistadas sobre a ideia de realizar um filme no Batan.

Mariana Vieira, 18 anos, tem o desejo de  rodar um filme que dê visibilidade às histórias dos moradores do Batan. Nesse sábado ela foi à busca de sua primeira protagonista. Subiu o Morrinho e chegou até dona Alice, uma baiana que saiu de Salvador há três anos com destino ao Rio de Janeiro e divide a pequena casa com seis filhos e o marido. “Com a UPP o Batan ficou melhor realmente ou é só maquiagem? Os humildes são esquecidos no Rio de Janeiro”, questiona Alice sobre a realidade da comunidade.

O próximo sábado será o dia da Feira de ideias, o momento do bolsista reunir todo o reportório adquirido até o momento e defender seu projeto, apresentando aos outros, criando os grupos que vão chegar à banca.

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