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Criatividade de Centro

Michelle Bernardo Paulino escreve em seu abecedário

O ritmo começou frenético no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian. Todos os jovens chegaram logo cedo, para não correr o risco de perder o jogo do Brasil de tarde. O objetivo do encontro era reunir uma série de palavras que evidenciasse as impressões dos projetos e territórios. Para produzir tanto sobre um núcleo diverso como o Centro, composto por várias comunidades, era necessário um instrumento capaz de tornar simples o complexo. Ou seja, o dia 12 de Julho no Centro foi dia de Abecedário.

O instrumento do abecedário consiste em ligar cada letra do alfabeto à primeira letra de palavras ou expressões relacionadas aos projetos e seus respectivos territórios. Depois de uma boa risada assistindo os abecedários da Xuxa e dos Pensadores (feito pelo Marcelo Adnet), os jovens foram apresentados à que linha seus abecedários deveriam seguir, para criar uma forma simples e direta de tornar visíveis seus projetos e o seu funcionamento.

Depois de discutir um pouco sobre que caminho seguir, os jovens se dividiram em seus respectivos grupos para fabricar seus abecedários. Os pré-requisitos do dispositivo foram apresentados pelo mediador Júlio Rosa, os quais eram: público alvo, local, ações, justificativa. Após mapear suas idéias em ordem alfabética, os grupos foram para frente da sala, um de cada vez, para apresentar suas produções do dia. Aqui estão dois projetos e suas produções:

Z de Zinco, S no São Carlos, muitos Bs de brincadeiras para Cs de crianças. O grupo Biblioteca Popular propõe uma ação no território que consiste em criar uma biblioteca móvel no Morro do São Carlos, mais especificamente no Zinco para toda a população da comunidade, focando mais nas crianças. P, um Ponto de Cultura é o que eles planejam, dar aulas de literatura, fazer brincadeiras que estimulem o C da criatividade, dando mais oportunidade pela busca de conhecimento, e assim ampliando o espaço dedicado ao exercício da criatividade na favela.

A de amigo, M de Maré, R de respostas e V de vontades. Os integrantes do Amarévê querem criar um canal de comunicação de caráter C, de colaborativo e de conteúdo, no Complexo da Maré. O canal trará informações relacionadas a comunidade, entretenimento no geral e com seu caráter colaborativo, vão divulgar à si próprios bem como empresas e moradores da Maré, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade.

C de criatividade, E de elaboração, N de necessidades, T de trabalho, R de reflexão e O de Organização. Essas foram algumas das palavras utilizadas pelos jovens em seus abecedários. Usando seus desejos como combustível, os jovens demonstraram a potência de seus projetos, como serão suas ações  no território, e como elas podem modificar a narrativa das suas comunidades.

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