Cordão no pescoço, uma ideia no território

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No último sábado, o encontro inaugural do novo ciclo da Agência de Redes para Juventude reuniu mais de 200 jovens de diversas partes do Rio de Janeiro na Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna. O dia marcou o início do ciclo de 2014 para os novos bolsistas e o início dos trabalhos para a criação de ideias e impacto em suas territórios.

Todos chegaram por volta das 9h na Arena. O início da apresentação da metodologia começou com Marcus Faustini, criador da Agência, perguntando para a galera “O que é a Agência?”. As respostas foram variadas mas seguiam a mesma ideia: o jovem de periferia é potente! “A mistura do favelado”, “Favelados com boas ideias em desenvolvimento” foram algumas das respostas dos jovens. “O jovem pode criar soluções para cidade a partir de seu desejo”, disse Faustini.

Um dos momentos mais especiais do dia é o batismo do cordão, símbolo do ingresso na Agência.

Desejo de criar no seu território e potencializá-lo estava na cabeça da galera de São Carlos, uma das favelas que o núcleo do centro vai trabalhar. “A gente vai dar o nosso máximo e mandar bala nas ideias e expor nossa comunidade”, disse Igor Nascimento. “O que falta é essa oportunidade, porque ideias boas todo mundo tem”, disse Natasha Rodrigues.

A segunda parte do dia começou com a apresentação do plano de ação dos projetos da Rede Agência para 2014. Os integrantes dos 10 projetos mostraram as primeiras ideias para expandir suas ações na cidade.Já os novos bolsistas se dividiram em grupos para construir cada um suas bússolas. Os mediadores e universitários dedicaram seu tempo em tirar dúvidas dos jovens, tanto em relação à bússola quanto sobre suas próprias ideias, construindo junto as primeiros noções de impacto no território.

Tony ganhou um tablet pela bússola de sua idea Recycle, que pretender trabalhar com ex-presidiários na Cidade de Deus. Foto: Carlos Eduardo

Para agitar o final do dia, todos se juntaram novamente no teatro para decidir a melhor bússola criada. Cada comunidade elegeu seu representante e após um breve processo de seleção a bússola de  Tony Cleryton foi a escolhida.  Recycle é a ideia de Tony: “Minha ideia é ver os ex-presidiários reconstruindo suas vidas, lá no 15 (localidade da Cidade de Deus)”.

“Produção de evento não é fácil, mas aqui tava tudo super organizado, no tempo certo”, conta Érica Luz, 21 anos e uma das novas bolsistas da Rocinha sobre o dia de hoje. “Eu tenho muita vontade de empreender um projeto que tenha vida na comunidade”, conta ela sobre seu desejo em criar um centro cultural afro-brasileiro”, completa ela que é baiana e chegou na Rocinha aos 15 anos.

Com cordão e bússolas na mão, no próximo sábado as turmas já começam a agir nos territórios. É o início da mudança da narrativa desses jovens, de suas comunidades e da cidade.

Confira aqui o vídeo de boas vindas:

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