CONHEÇA OS JOVENS LÍDERES DO CICLO 2019

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CONHEÇA OS JOVENS LÍDERES DO CICLO 2019

O Ciclo 2019 chega à reta final e os jovens criadores que participaram do ciclo de formação de lideranças vão lançar suas ações na cidade. De 25 de novembro a 1 de dezembro, eles organizarão encontros em casas espalhadas pelo Rio. Haverá intervenções artísticas e será um momento importante de mobilização para a semana Jovem Faz Pra Jovem, de 7 a 12 de dezembro. Nessa semana, as ações dos jovens ativistas, artistas independentes, líderes comunitários, produtores culturais e empreendedores sociais vão pra rua!

Fizemos um esquenta para as casas e para as ações, e preparamos esse material para que você possa conhecer cada um dos jovens líderes que vão desenvolver ações de impacto na cidade, estimulados pela metodologia da Agência A Prática da Potência. Se liga!

ARTISTAS INDEPENDENTES

 

Andressa Gandra tem 20 anos, é moradora da Pavuna e foi a primeira anfitriã do festival Todo Jovem É Rio em 2017. Fez parte do ciclo da Agência em 2018, composto pelos jovens líderes e pelos jovens que se destacaram no festival. Atualmente é estudante de nutrição na UNESA e desde 2012, com a chegada da Arena Jovelina, espaço cultural em seu território, a jovem mergulhou no universo da arte, participando de diversas atividades formativas como o circo, a dança, o teatro, o canto e o grafite. Montou uma banda e se apresentou em diversos saraus na cidade. Hoje segue carreira solo como cantora e realiza oficinas de pintura e expressão artística em territórios populares da cidade.

Angell Araujo é uma mulher trans de 28 anos nascida e criada na Rocinha. Lá, realiza oficinas com crianças e adolescentes, motivo pelo qual foi indicada para o ciclo 2019 por outra jovem da Rocinha que passou pela Agência. Desde 2006, participa do projeto Cia Semearte, tendo começado como aluna e passando a trabalhar como professora de dança e teatro. Divide com o ofício da arte as aulas no NEJA – núcleo de educação de jovens e adultos.

Cesar Varella tem 20 anos, é morador da Pavuna e está se graduando em Letras pela Unirio. O Jovem entrou pra Agência em 2018 e participou como monitor das ações realizadas na Semana Jovem faz pra Jovem em 2018, na Pavuna. Também participou do programa A Roda, na TV Globo. Cesar faz parte do coletivo Coletivo Via Light, de artistas jovens e negros da Zona Norte e Baixada Fluminense, criado também em 2018. Ele se identifica como artista independente e suas ações, posições e produções estão relacionadas com o debate antirracista e com as relações étnico raciais cotidianas vivenciadas por negros e brancos na sociedade.

Felipe Salsa tem 28 anos e é morador da favela do Fumacê em Realengo. É um jovem antigo na Agência e participou dos ciclos de empreendedorismo, que o auxiliaram a criar o grupo de dança Descolados, levando o funk e o hip hop como arte e cultura, fazendo shows mundo afora. Em 2017, retornou à Agência, no ciclo de formação política, participando do festival Todo Jovem É Rio. Em 2018, foi assistente de mediação e hoje compõe o time de jovens líderes do ciclo de 2019. Foi coordenador do projeto Mosaico, que cedia uma sala de dança para dançarinos do território do Fumacê em Realengo e adjacências.

Fernando Cock, também conhecido como MC Espanhol, tem 27 anos e é morador da favela do Fumacê, em Realengo. Teve sua primeira participação na Agência em 2012, retornando posteriormente em diversas atividades e ciclos onde teve a possibilidade de se desenvolver e trabalhar artisticamente. É ator e cantor. Desenvolveu o projeto social Mosaico, sala de dança localizada na favela do Fumacê. Um ano depois, o projeto se desdobrou no grupo de funk e hip hop Descolados, com uma trajetória de mais de cem shows. Já em 2015, criou o Hip Funk Festival, festival de cultural urbana da Zona Oeste, em atividade até hoje. Na sua última edição, o Hip Funk reuniu mais de 1.500 pessoas embaixo do viaduto novo de Campo Grande. Em 2017, foi um dos 10 jovens a serem convidados para um intercâmbio cultural de dez dias em Londres, para falar sobre o desenvolvimento da economia criativa em territórios periféricos, pela instituição People’s Palace Projects em Londres. Já em 2018, iniciou sua carreira solo como MC Espanhol.

Glauco Vinícius tem 24 anos, é morador de Senador Camará e ingressa pela primeira vez como jovem da Agência. É ator e uma liderança local que está sendo potencializada com a metodologia A Prática da Potência. Atualmente desenvolve duas ações – a primeira se baseia em uma rede de pessoas da Zona Oeste para a fabricação de um monumento de arte, transformando algum elemento urbano já existente no território. A segunda é sua participação no projeto Viva e Deixe Viver, com a contação de histórias em hospitais para crianças.

João Victor (Big Jaum) tem 20 anos, é morador de Guadalupe e entrou pra Agência em 2018, quando foi anfitrião no Festival Todo Jovem É Rio. O jovem se destacou naquele momento pela capacidade de mobilização e popularidade. Big trabalha com produção audiovisual, é formado pela Espetáculo e tem produzido e dirigido videoclipes de outros artistas de periferia. Em 2019, o jovem continua com a sua formação e produção na área do audiovisual, e segue envolvido com projetos de filmes e vídeos artísticos. Também está trabalhando com stand-up comedy e participando de eventos e encontros onde se apresenta.

Jorge Wallace tem 27 anos e é morador da Pavuna. Entrou na Agência em 2014, como jovem do ciclo daquele ano, e em 2015 fez parte da equipe como produtor do núcleo da Pavuna. Jorge trabalha como DJ, tocando músicas de artistas mulheres de todos os ritmos – hip hop, funk, samba, carimbó, entre outros. Atualmente busca viabilizar um curta-metragem sem falas baseado num setlist de músicas cantadas por mulheres, evidenciando histórias de ascensão delas. É residente do evento “In Vegas”, que acontece uma vez por mês na Lapa e está indo para a terceira edição. Desenvolveu outros projetos culturais, como a produção da Batalha da 4P, uma roda de rima na Pavuna, e o Brincalhau, projeto de educação recreativa libertária que aconteceu também na Pavuna.

Leviy de Oliveira tem 26 anos e é morador do Conjunto Campinho em Campo Grande. Foi convidado do festival Todo Jovem É Rio e esse ano é o primeiro em que participa como jovem de um ciclo da Agência. Atua na revista Poprural, que mostra e colhe a identidade semi-rural do Rio de Janeiro, além de realizar eventos culturais no sub-bairro de Campo Grande, o Conjunto Campinho.

Marjan Rosa tem 30 anos e é morador do complexo do Chapadão, na Pavuna. É DJ e produtor de festas e eventos culturais no território da grande Pavuna. Entrou na Agência em 2013 e depois do ciclo de estímulos, defendeu a ideia Rap na Reta, uma roda cultural que promovia novos artistas urbanos da Zona Oeste. Atualmente Marjan cuida da consolidação de sua carreira de DJ, ao mesmo tempo em que busca criar um coletivo de artistas independentes e promover uma estrutura de agenciamento de outros artistas dos complexos do Chapadão e Pedreira.

Matheus Araújo é morador da favela Rubens Vaz, no Complexo da Maré, e está participando de um ciclo da Agência pela primeira vez. Estuda Letras na UERJ, e como escritor já lançou o livro Maré cheia (2018) e mais três antologias: Poesias Flupp Pensa 2016, Seis temas à procura de um poema (Flup) e Antologia Poética do Slam do Grajaú. É Slammer e co-organizador do Slam Maré Cheia.

Patrick Caline tem 20 anos e é morador do Cesarão, em Santa Cruz. Foi convidado do Festival Todo Jovem É Rio e jovem bolsista no ciclo de 2018. É vestibulando e deseja cursar Comunicação Social.  Participou do ciclo da Agência de 2018 e desenvolveu o Cine Mudança, que promoveu uma roda de discussão para entender os motivos da evasão escolar e apresentou formas de voltar aos estudos, ajudando na matrícula de alguns alunos no EJA. Realizou uma ação com colegas no projeto PEPUC, na favela do Aço, levando informações de um futuro escolar possível.

Yago da Silva tem 18 anos, é morador da Rocinha e faz parte da Cia Semearte, grupo de Teatro desse território. Em 2018, tornou-se professor de dança dos adolescentes do projeto. Yago tem bastante interesse nas questões LGBTs e nas lutas por melhorias na favela.

ATIVISTAS

 

Bárbara Santos tem 22 anos e é mãe de uma criança de 2. Entrou na Agência em 2018, quando foi selecionada por sua participação e aproximação no Festival Todo Jovem É Rio. Bárbara realizou a ação Causa Mãe, com o objetivo de ser um ponto de encontro e construção de rede de jovens mães moradoras da Grande Pavuna – onde Barbara vive. A ação apoiou o fortalecimento, aprendizado e emancipação de mães que vivem o desafio cotidiano de serem mães jovens, e ao mesmo tempo em que querem garantir uma criação saudável de seus filhos, desejam se desenvolver enquanto mulheres, investindo em estudos, formações, trabalho, sonhos e projetos de vida. Bárbara seguiu com o projeto, promovendo encontros com as jovens mães. Ela queria criar um espaço de reflexão, pensando uma nova cultura, que alterasse significados e projetos familiares, incluindo todos os responsáveis pela criação de suas crianças (pais e mães).

Glaucio Henrique tem 20 anos e é morador de Urucânia, em Santa Cruz. É estudante de Relações internacionais na PUC-Rio e faz parte da Agência desde 2018, quando participou do ciclo Todo Jovem É Rio. É integrante da ONG Defensores do Planeta, onde atua gerenciando as redes sociais e auxiliando no processo de ensino sobre educação ambiental para estudantes do município e dos colégios estaduais da Zona Oeste. Representou a ONG e outros jovens periféricos no Fórum da Juventude da América Latina e Caribe Agenda 2030. Na Agência, desenvolveu o Cine Mudança, ação que desenvolveu uma roda de discussão para entender os motivos da evasão escolar e apresentou formas de como voltar aos estudos, ajudando na matricula de alguns alunos no EJA.

Isabella Maria tem 21 anos, é moradora do conjunto João XXIII em Santa Cruz e participou da Agência como convidada de uma das casas no festival Todo Jovem É Rio e como jovem do ciclo 2018. É estudante de Serviço Social na UERJ. Participou como uma das idealizadoras da ação da semana contra o assédio, que se travava de um projeto que combatia assédios sexuais contra as mulheres dentro dos transportes públicos, projeto que se concretizou no ciclo 2017 da Agência.

Henrique Magalhães tem 20 anos e é morador do Cesarão, em Santa Cruz. Teve seu primeiro contato com a Agência como convidado de uma das casas no festival Todo Jovem É Rio. É estudante de ciências biológicas na PUC-Rio. Participou como voluntário da ação contra o assédio nos transportes públicos na semana Jovem Faz Pra Jovem da Agência. Atualmente é monitor no pré-vestibular social Santa Cruz Universitário, após ter sido aluno de outra instituição de pré-vestibular social.

Jota Marques tem 27 anos, é morador da Cidade de Deus e tem nesse ciclo de liderança seu primeiro contato com a Agência. Foi recém-eleito conselheiro tutelar de Jacarepaguá, com a maior representação de votos da CDD. Jota é educador popular, gestor de projetos educacionais com experiência em instituições de base comunitária, sistemas socioeducativos e movimentos sociais em diversos estados do Brasil. Hoje, na Cidade de Deus, coordena a MARGINAL, escola de educação popular, coletivo, comunicação comunitária e política para crianças, adolescentes e jovens de favelas.

Júlia Dias tem 19 anos e é moradora da favela do Rolas, em Santa Cruz. Teve seu primeiro contato com a Agência como convidada do festival Todo Jovem É Rio, em 2017. O ciclo de lideranças é o seu primeiro. É estudante de Serviço Social na PUC-Rio. Foi voluntária na ação da semana contra o assédio promovida por um dos grupos da Agência em 2018. Atuava dando aulas de reforço escolar para crianças moradoras da favela do Rolas no projeto Sol, localizado nesse mesmo território.

Juliana Carmo é uma jovem ativista de 19 anos. É moradora da Favela do Parque Colúmbia, onde desde os 9 anos participa de ações socioculturais. Foi liderança do Festival Todo Jovem é Rio em 2017. Estuda engenharia de alimentos na UFRRJ. Em 2016 foi selecionada para o Programa Jovem Jornalista, do CIEDS e parceiros ONU, sendo reconhecida como educomunicadora do Rio de Janeiro. Em 2017, foi considerada pelo UNICEF como uma das jovens brasleiras de referência pelo movimento #PartiuMudar, iniciando sua atuação no campo político. Já em 2019, foi reconhecida como liderança negra Educafro, criando propostas de políticas públicas para o povo negro. Ainda em 2019, foi selecionada pelo RENOVABR, escola de formação de líderes políticos.

Paulo Scofield tem 22 anos, nasceu e cresceu em Santa Cruz e hoje mora na Tijuca. Estudou em 2016 no pré-vestibular social na Casa Ser Cidadão, em Santa Cruz, e em 2018 foi convidado para coordenar o pré-vestibular do qual tinha sido aluno. Em 2017, atuou como monitor no pré-vestibular Santa Cruz Universitário e em 2018 adentrou o time de coordenadores para dar continuidade aos trabalhos com jovens vestibulandos de Santa Cruz e adjacências. Hoje é estudante de Direito da UERJ e faz estágio no setor do plantão da defensoria pública do Rio de Janeiro.

Rodrigo Cortes tem 28 anos e é morador de Sepetiba. Participou como convidado no Festival Todo Jovem É Rio em 2017 e integrou o ciclo de 2018 como jovem. É ator e estudante de psicologia pela Estácio de Santa Cruz. Atuou como um dos idealizadores da ação Cine Mudança, durante a semana Jovem Faz Para Jovem. Ele e os outros jovens do grupo realizaram um levantamento de jovens em condição de evasão escolar por Santa Cruz e redondezas e, com parte desses jovens, realizaram um evento através do qual conseguiram fazer com que 30 voltassem a estudar. Em outro projeto, Semeando Para o Futuro, realizou a coleta de doações de mantimentos e uma palestra em uma creche comunitária de Nova Sepetiba.

EMPREENDEDORAS SOCIAIS

 

Elaine Rosa tem 31 anos e é moradora do Complexo do Lins. Ela entrou na Agência em 2013, e começou a pensar em uma ideia que tivesse a ver com seu desejo de vida e que impactasse o território. À época, Elaine era estudante de Produção Cultural, moradora da Pavuna e estava envolvida com grupos artísticos voltados para o hip hop – música e dança. A partir dos estímulos dentro da Agência, a jovem criou a Feira Crespa, que conecta e visibiliza empreendedores negros periféricos. O evento da Feira Crespa tem uma característica de feira empreendedora cultural, pois sempre recebe atrações artísticas, debates e workshops. Hoje, a Feira Crespa atua principalmente em espaços e eventos da Zona Norte e Oeste.

Katlen Luíza tem 22 anos e é moradora do conjunto Guandu, em Santa Cruz.  Participou do ciclo de empreendedorismo da Agência como bolsista, em 2015. Hoje é empreendedora e tem duas lojas de roupas feminina em Santa Cruz. Já atuou em dois projetos que surgiram da Agência – Orchestra e Quentex -, formando vendedores. Hoje desenvolve uma ação via Whatsapp, auxiliando pessoas que a procuram, entre amigas, clientes e moradores do bairro, que desejam empreender para gerar renda familiar.

Sara Badu tem 19 anos e é moradora da Pavuna. A jovem entrou pra Agência no Ciclo de 2018, formado por jovens líderes da Agência e jovens alcançados pelo Festival Todo Jovem É Rio. Nesse Ciclo, Sara teve a ação de seu grupo contemplada pela Banca. O Slam Roda das Manas buscava ser um espaço seguro e confortável para falar de opressões e violências sofridas por mulheres hétero, lésbicas, bis, trans, pessoas queer, não binárias e homens trans. Durante quase todo o ciclo de 2019, Sara se colocou como artista independente: ela é slammer e escreve poesias para se apresentar em espaços de Slam, principalmente no seu projeto. Contudo, provocada a partir dos instrumentos nos estúdios de criação da Agência, retomou uma ação empreendedora que é a criação de um brechó, desenvolvido por ela e outra amiga. Ela decidiu sair do grupo de Artista Independentes e migrar para o grupo de Empreendedoras Sociais. A jovem está num momento de descoberta, procurando seu lugar no mundo e buscando formas de se expressar.

LÍDERES COMUNITÁRIOS

 

Carol Dupré tem 25 anos, é moradora da Vila Kennedy e teve seu primeiro contato com a Agência em 2017, como anfitriã do festival Todo Jovem É Rio. Integrou o grupo de 10 jovens líderes que debatiam políticas dentro de casas nas favelas do Rio de Janeiro e posteriormente adentrou à equipe como assistente de mediação em Santa Cruz. Carol coordena o projeto SAAF, que trabalha o desenvolvimento cultural através de oficinas artísticas, festivais de arte, exibições de cinema de rua e dá reforço escolar para crianças de 7 a 14 anos da vila Kennedy. Atualmente atende 30 crianças do Morrinho, Light, Chatuba e Malvinas (áreas da Vila Kennedy), duas vezes na semana, em dois horários.

Felipe Rocha tem 19 anos e mora na Quitanda.  Após seu destaque no Festival Todo Jovem É Rio 2018, entrou para o ciclo 2018. Felipe criou a Oficina BrincArte, que oferece às crianças uma oportunidade de brincar ao ar livre e aproveitar os espaços públicos. Por meio de brincadeiras criativas, o jovem ensina as crianças de sua favela sobre os desafios em sua comunidade e sobre criar soluções para mudar e melhorar a vida. Mais tarde, Felipe criou o Projeto Me Segue, ação que incentiva os jovens a recuperar, revitalizar e reocupar os espaços para embelezar a comunidade e promover o esporte, o lazer e a cultura local. O jovem se identifica como liderança comunitária e todas suas iniciativas são voltadas para a melhoria da vida de crianças, adolescentes e jovens de sua favela.

Ingrid Siss tem 26 anos, é moradora da Cidade de Deus e participou do ciclo O Valor da Cultura, em 2018, como uma das jovens que se apresentou em formato de TED. É psicóloga formada pela UERJ. Atualmente desenvolve o projeto A Casa Dona Amélia, espaço multiuso localizado na Cidade de Deus, que tem como objetivo promover o engajamento e desenvolvimento local. São realizadas ações de acolhimento e fortalecimento, buscando utilizar sempre o acesso à cultura como ferramenta. Ingrid organiza grupos de mães, gestantes, circuitos artísticos e culturais, e ainda os projetos Sagaz e Cartografias Faveladas.

Isabel Ribeiro tem 17 anos e é moradora da Quitanda. Chegou na Agência no ciclo 2019, indicada por Felipe Rocha, Jovem da Agência que também faz parte desse ciclo. A jovem atua com Felipe em projetos com crianças na favela.

Jéssica Araújo tem 25 anos, é moradora da Vila Kennedy, e foi convidada para participar do festival Todo Jovem É Rio em 2017. Entrou para a Agência em seguida, no ciclo 2018. É uma jovem atriz, evangélica, e usa seu espaço para desenvolver e participar de ações locais. No ciclo de 2018 da Agência criou junto com um grupo um bate-papo com a temática “Você cria ou já criou um machista?”, na Vila Kennedy. Foi voluntária da ação da semana contra o assédio e atualmente desenvolve um trabalho com crianças da Vila Kennedy no projeto SAAF, que trabalha o desenvolvimento cultural através de oficinas artísticas, festivais de arte, exibições de cinema de rua e dá reforço escolar para crianças de 7 a 14 anos.

Kaylan Werneck tem 19 anos e este ano passou a morar na Pavuna – antes morava em Paciência, na Zona Oeste. O jovem participou da Agência em 2016 e teve seu projeto aprovado. A iniciativa consistia em realizar oficinas de barbearia, lava-jato e artesanato para jovens em Santa Cruz aos finais de semana. Em 2019, Kaylan retornou para a Agência e começou a participar de duas iniciativas promovidas pela Agência, de jovens com potencial de liderança e jovens realizadores.

Laís Santos tem 19 anos e é moradora da Reta da Base, em Santa Cruz. Participou como convidada do festival Todo Jovem É Rio, integrou o núcleo da Agência em 2018 e retorna ao ciclo de liderança, em 2019. É estudante de história na PUC-Rio. Atua no projeto Ser Solidário, que ajuda famílias em situação de pobreza extrema na Reta da Base, disponibilizando cestas básicas mensalmente. É monitora no Santa Cruz Universitário, um pré-vestibular social do qual foi aluna.  Na semana Jovem Faz pra Jovem, desenvolveu o Cine Mudança, que ajudou jovens a concluírem o Ensino Médio, através de uma parceria que possibilitou que eles se fossem matriculados no EJA.

Pablo Ramos tem 26 anos, é morador do Conjunto Campinho em Campo Grande, e foi jovem líder do ciclo de formação política do festival Todo Jovem É Rio em 2017 e do ciclo de 2018. Atua na revista Poprural, que mostra e colhe a identidade semi-rural do Rio de Janeiro, além de realizar eventos culturais no sub-bairro de Campo Grande, o Conjunto Campinho.

Pedro Henrique, tem 17 anos e é morador do Caju. É a primeira vez que participa de um ciclo da Agência. O jovem é estudante e na sua escola se destaca por participar de frentes de ações estudantis – chegou na Agência indicado pela diretora de sua escola. O jovem se identifica como líder comunitária, posicionamento motivado pelo desejo de melhorar seu território e sua escola.

Tainara Santos tem 19 anos e é moradora da comunidade da Pedreira. É jovem aprendiz na Avenida Brasil, OSCIP que criou a Agência de Redes para Juventude, atuando como assistente de produção. Em 2018, Tainara participou de oficinas formativas oferecidas pelo Cedaps, que tem um trabalho voltado para inserção de jovens no mercado de trabalho. Depois de realizar os cursos de eletricista predial e cuidador de idosos, a jovem foi selecionada para participar do programa de jovens aprendizes em situação de vulnerabilidade. Se identifica como liderança comunitária, posicionamento oriundo de seu desejo de atuar pela melhoria de seu território, no que diz respeito às oportunidades para jovens e crianças de sua comunidade.

PRODUTORES CULTURAIS

 

Aline Bicalho tem 29 anos e é moradora do conjunto Guandu, em Santa Cruz. Entrou na Agência em 2015 como produtora local do núcleo João XXIII, em Santa Cruz. Realizou o trabalho de produção até 2018. No ano de 2019 integra o grupo de jovens líderes da Agência. É atriz e integra uma companhia de teatro no bairro onde mora, a Última Estação, realizando os ensaios no espaço cultural Zona Oeste. Aline administra as redes sociais do coletivo e da Coosturarte, uma cooperativa de mulheres costureiras de Santa Cruz, da qual é também representante de vendas.

Ana Acioli estuda Produção Cultural na UFF e é moradora da Pavuna.  Participa da Agência desde o Ciclo de 2018, quando apresentou pra Banca o projeto Slam Roda das Manas e foi contemplada, junto com outras cinco meninas. O Slam Roda das Manas buscava ser um espaço seguro e confortável para falar de opressões e violências sofridas por mulheres hétero, lésbicas, bis, trans, pessoas queer, não binárias e homens trans. Em 2019, entrou como sócia na Rainha Crespa, uma empresa feita por jovens de periferia, que através de seus serviços e produtos oferece experiências inovadoras para famílias negras, falando de educação, arte, cultura e entretenimento. Através da Rainha Crespa, Ana está participando de uma aceleração do British Council e do Impact Hub. Ela também participa da criação e produção do In. Corpo Rar, exposição pensada e produzida pelos alunos de Produção Cultural da UFF que tem como objetivo afirmar as potências do corpo marginal enquanto arte, com obras que perpassam temas como raça, gênero, sexualidade, ancestralidade, formas, territórios, sagrado e profano. Seus projetos trazem sempre um diálogo com as temáticas LGBTQIA+, raciais e de gênero, sendo essas vertentes guarda-chuvas que traduzem sua causa.

Ana Carolina Andrade tem 19 anos, é moradora da comunidade Veridiana, em Santa Cruz e participa pela primeira vez como jovem de um ciclo da Agência. Ela estuda Serviço Social em uma instituição privada de Santa Cruz. A jovem participou como voluntária da ação da semana contra o assédio no ciclo anterior da Agência, que realizava intervenções nos trens e BRTs, a fim de chamar a atenção e conscientizar sobre casos de assédio sofridos por mulheres nos transportes públicos. Atualmente faz parte de um projeto de assistência a crianças em situação de vulnerabilidade na sua antiga igreja.

Carla Cristine tem 19 anos e é moradora do Cesarão, em Santa Cruz. Foi anfitriã no festival Todo Jovem É Rio em 2017 e participou do ciclo 2018 da Agência, em Santa Cruz. Também na Agência, foi uma das idealizadoras da ação da semana contra o assédio, que combatia assédios sexuais contra as mulheres dentro dos transportes públicos, em 2017. No momento, atua na produção de uma revista comunitária.

Leonardo Nogueira tem 20 anos e é morador do Conjunto Liberdade, em Santa Cruz. Participou como convidado do festival Todo Jovem É Rio, em 2017, e integrou o ciclo de 2018 como jovem. É estudante de Comunicação Social da UFRJ. Foi um dos idealizadores da ação da semana contra o assédio da Agência. Atualmente é voluntário na Taça das Favelas. Leonardo se coloca como produtor cultural e desenvolve trabalhos de fotografia.

Luara Miranda tem 20 anos e é moradora do Cesarão, em Santa Cruz. Em 2017, foi anfitriã do festival Todo Jovem É Rio, que a introduziu posteriormente no ciclo de formação de liderança da Agência. Passou pelo pré-vestibular social Santa Cruz Universitário e hoje é estudante de administração da UERJ. Em 2018, começou atuando como monitora no pré-vestibular do qual foi aluna e em 2019 entrou para o time de coordenadores para dar continuidade aos trabalhos com jovens vestibulando de Santa Cruz e adjacências. Atualmente faz estágio em administração em uma editora voltada para literatura e escritores negros.

Luciano Pimenta é um jovem de 23 anos morador da Pavuna, e está na Agência desde 2017, quando foi jovem líder no Festival Todo Jovem é Rio. Luciano desenvolve ações culturais na Pavuna e é estudante de Gastronomia. Trabalhou como cozinheiro do Parque dos Atletas nas Olimpíadas 2016. Começou a realizar ações sociais na Pavuna após os jogos com a Roda Cultural da 4P (Rap). Seu envolvimento com o rap o levou a trabalhar em muitos outros projetos na região. O jovem faz parte do projeto Causa Mãe, que realiza encontros com jovens mães, para pensarem sobre uma nova cultura, com a inclusão de todos os responsáveis pela criação de suas crianças (pais e mães). É também cofundador e responsável pelos setores de Inovação e Financeiro da Empresa Rainha Crespa e produz a Feira Crespa. Atualmente o jovem busca viabilizar um projeto de samba na Pavuna para trabalhar memória e ação social revitalizando rodas de samba na Região.

Matheus Duarte tem 23 anos, é morador da favela Para-Pedro e está participando de um ciclo da Agência pela primeira vez. Matheus é estudante e há um ano criou com outros jovens o projeto Cultura Parapedrense, uma Batalha de Rap que acontece todas as quintas na favela.

Pedro Miranda tem 29 anos, é morador do bairro da Pavuna e formado em filosofia pela UFRJ. Atua há 5 anos com projetos sociais no bairro da Pavuna e adjacências. Como resultado dessa experiência, criou o projeto Pensadores Cariocas, uma iniciativa inovadora que insere a filosofia em escolas do ensino fundamental através de um método não-formal e criativo de educação, iniciativa que desenvolve com paixão. Pedro tem um compromisso com sua formação acadêmica na área da Educação, e atualmente participa do processo seletivo para o Mestrado em Educação na UERJ.

Sthefany Santos tem 18 anos e é moradora do João XXIII, em Santa Cruz. Participou como convidada do festival Todo Jovem É Rio e como jovem bolsista do ciclo de 2018. É atuante na comunicação em seu território. Atuou como uma das idealizadoras do Slam 220 Voltz, que promovia batalhas de poesia com a temática de evasão escolar. É integrante da produtora Dalata Filmes, editando vídeos, auxiliando nas gravações e nos ensaios fotográficos.

Vitor Tavares tem 24 anos, é morador do João XXIII em Santa Cruz, e participou como convidado no Festival Todo Jovem É Rio em 2017. O ciclo 2019 é seu primeiro como jovem bolsista da Agência. É o fundador da produtora Dalata Filmes e participou de forma voluntária do Slam 220 Volts, com os trabalhos que desenvolve na produtora, filmando, editando e fotografando o evento. Vitor cobre diversas atividades do território, muitas de forma voluntária.

Wallace Neri está participando de um ciclo da Agência pela primeira vez. É morador de Duque de Caxias, pai de uma adolescente, e tem como causa a juventude viva podendo se expressar livremente. Trabalha com cultura e arte desde 2009, quando entrou para o coletivo Teatro de Operações, que faz teatro de rua desafiando e mesclando conceitos de teatro, performance, educação e geografia. Já foi garçom, camelô, pedreiro, artesão, atendente de telemarketing, mas hoje se identifica como Produtor Cultural. Em 2013, fundou, com apoio de amigos, o coletivo FALA – Fábrica de Apoio a Linguagem Artística. O coletivo buscava promover a troca entre fazedores de arte e cultura e moradores das proximidades, trazer visibilidade e incentivar a produção de arte e desenvolvimento cultural na Baixada Fluminense (com foco em Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu).

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