CONHEÇA OS DEZ ADOLESCENTES LÍDERES DO GERAÇÃO QUE MOVE

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CONHEÇA OS DEZ ADOLESCENTES LÍDERES DO GERAÇÃO QUE MOVE

Thayane Freitas tem 17 anos e mora na favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel. Apesar da internet ruim em casa, ela estuda por conta própria para prestar vestibular, usando apostilas antigas. A jovem divide com os estudos as atividades do Geração que Move: “Consegui aprender bastante com o projeto, a me organizar melhor, a lidar com áreas de produção e logística, e a ser mais criativa. Além disso, me proporciona participar da distribuição de cestas básicas, fortalecendo a favela onde nasci e fui criada”, relata.

Pedro Rodrigues tem 14 anos e mora na favela do Muquiço, em Guadalupe, com a avó e o tio. Ele concilia a escola com atividades no campo das artes cênicas. Faz parte do grupo de teatro Nós do Morro e ia começar a gravar um filme quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil. “Está sendo muito difícil, de repente você se vê sem nada pra fazer. E fazer os trabalhos da escola em casa é muito complicado, tanto por causa da internet quanto pela falta de um computador para estudar”, diz o adolescente. Sobre o Geração que Move, ele ressalta a sensação gratificante de ajudar quem precisa e o desenvolvimento de habilidades de produção de conteúdo: “Estou fazendo vídeos com a minha dupla, o Big Jaum, e é mais um aprendizado, porque aprendi a trabalhar em dupla, em grupo”.

Barbara Barros é moradora da Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. Ela tem 18 anos e curso Administração Pública na UFRRJ. “Está sendo bem complicado, eu já perdi o semestre da faculdade, porque não teve EAD nem nada”, diz Barbara. O Geração que Move tem ocupado um espaço importante da rotina, proporcionando à jovem descobertas sobre seu território: “Estou conhecendo mais a localidade onde eu vivo, porque querendo ou não, eu moro numa parte da Vila Kennedy e nunca tinha ido para as outras. Por causa do projeto, estou conhecendo mais jovens que moram aqui na Vila”, diz.

Raissa Reis tem 17 anos e mora com mais sete pessoas na favela do Para-Pedro, em Irajá. A adolescente trocou a venda de trufas e a faxina de antes da pandemia pela atual venda de empadão na favela. Além do trabalho, ela pretende fazer vários cursos, como de língua estrangeira e oratória, e diz que está se sentindo motivada na pandemia, mas que não foi fácil se sentir assim. “Diversas coisas estão acontecendo dentro desse campo de oito pessoas que moram aqui em casa, então lidar com os problemas, eu estar tão próxima dos problemas que estão enfrentando e viver isso todo dia não é fácil. Você tem que tentar se manter ativa para não desaminar”, relata Raissa. O Geração que Move é uma das atividades mantendo essa motivação: “Sinto euforia ao prestar auxílio básico para cada família mapeada. O projeto me proporcionou amadurecimento em cada etapa, desde as formações até as operações do projeto”, diz.

Laisa Luciano tem 17 anos e mora em Costa Barros, Zona Norte do Rio. Não é sempre que ela tem acesso à internet em casa, o que tem atrapalhado nos estudos. “O Geração que Move está sendo uma ocupação pra mim nesse momento, está me ajudando muito, abrindo a minha mente e me ensinando muita coisa”, comenta a jovem.

Vitória Kelchellen é moradora da favela do Aço, em Santa Cruz. Com 18 anos, está no terceiro ano do ensino médio e tem estudado por conta própria para o vestibular, pela falta de acesso à plataforma da escola. Antes da pandemia, ela tinha se inscrito em um curso para aprender a fazer tranças, mas as aulas não chegaram a começar. “Para me distrair, tenho feito tranças em casa. Além disso, tenho conversado bastante com a minha mãe, com o meu pai. Eu era o tipo de pessoa que ficava muito no celular, e agora vejo que tem pessoas ao meu lado, pessoas incríveis que eu não percebia por conta da correria do dia a dia”, relata a jovem. O olhar para o próximo se aprofundou também a partir do Geração que Move: “O GeraMove tem me ensinado e me despertado que existem pessoas a minha volta que necessitam de ajuda, por mais básica que seja”.

Allan Ribeiro tem 16 anos e mora no Parque Colúmbia, Zona Norte do Rio. “A pandemia para mim está sendo muito difícil, me prejudicou bastante. Por causa da pandemia, estou perdendo aula, cursos, muita coisa que eu gosto de fazer. Aqui em casa a nossa renda abaixou, afetou bastante”, conta Allan. Ele diz que o Geração que Move surgiu em boa hora, tanto por causa da bolsa, quanto pela motivação que proporciona: “Se não fosse o projeto, as coisas aqui em casa estariam bem apertadas agora. O Geração que Move está me apoiando bastante, me dando forças, me motivando a fazer muitas coisas legais, e me preparando pro mundo”, diz.

Erika Vieira tem 15 anos e mora no morro da Pedreira, Zona Norte do Rio. Ela sente falta da antiga rotina, mas por meio da participação no Geração que Move, se sente bem por ajudar as pessoas do seu território. “Ver que de alguma forma eu ajudei para o sustento de alguém que passava por dificuldade me faz ter esperança, pois tem mais gente como eu que pode melhorar muitas vidas em um momento tão caótico”, diz Erika.

Maria Clara Siqueira tem 17 anos e mora no Complexo do Chapadão, Zona Norte do Rio. Com as mudanças na rotina, a adolescente vem tendo que lidar com a ansiedade. “Eu sou uma pessoa muito ansiosa, tenho crises de ansiedade, e agora com isso tudo fica complicado. Também sou muito hiperativa, não gosto de ficar parada, então eu fazia cursos, jiu-jitsu, e tudo parou”, conta Maria Clara. Nesse contexto, ela ressalta a importância do Geração que Move enquanto ocupação: “Tenho duas coisas certas pra fazer na semana, que são as reuniões por vídeo com o grupo. Além disso, fico muito feliz de poder ajudar a comunidade, pessoas próximas que eu não esperava poder ajudar dessa forma”.

Kaylane Bernardo mora no conjunto João XVIII, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Aos 16 anos, tenta seguir a rotina de estudos, mas nem sempre consegue, pela falta de acesso à internet e material em casa. “O Geração que Move está me ajudando bastante no quesito de me distrair nesse processo de quarentena, é um projeto muito interessante e motivador, que mostra realmente o poder que o jovem tem em seu território”, ressalta a jovem.

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