Conecta! – Oportunidades 2015

Oportunidades 2015
8 de Fevereiro de 2015
Agência no Edital de Ações Locais
25 de Fevereiro de 2015
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Conecta! – Oportunidades 2015

O esquenta de carnaval da Agência de Redes para Juventude foi em ritmo frenético. No último sábado, na Arena Jovelina Pérola Negra, a juventude de periferia deu um baile no quesito pensar a cidade. O Conecta! – Oportunidades 2015 mostrou mais uma vez que o jovem de periferia é capaz de gerar novas propostas para a vida urbana. Além disso, a vibe do dia foi pensar nas conexões entre iniciativas civis e o poder público para a construção de uma cidade mais democrática.

A mesa disparadora do debate foi composta por Veruska Delfino (Agência), Ronaldo Marinho (Favela em Dança), Ana Lycia Gayoso (Rio Eu Amo, Eu Cuido) e Marcelo Calero (Secretário Municipal de Cultura). Representantes dos 25 projetos da Rede Agência também estiveram pressentes, junto com os participantes de suas ações. Marcaram presença também diversos outros representantes de organizações e ações na cidade como Tear, Na Era do Rádio, Fábrica Verde, Coletivo Papo Reto, Queimando EmCena, Roque Pense, Bonobando, Eixo Rio, CDD na Tela, Sarau do Escritório, CineManeiro, Companhia In-Off, Movimentos Enraizados, Circo Social e Meu Rio.

À frente da Secretaria Municipal de Cultura a pouco menos de um mês, Calero foi confrontado com a energia e a sagacidade os realizadores populares – em sua maioria jovem – que vieram em peso conhecer os novos rumos das políticas públicas. O secretário evocou uma experiência de infância para medir o impacto do poder público na área cultural. Ele passava as férias na casa de sua avó, em Sulacap, e o equipamento cultural (privado) mais próximo ficava em Madureira. O deslocamento em transporte público era difícil para uma idosa e uma criança. Esse caso reflete não só o alcance da secretária de cultura, mas também no quanto é preciso pensar a cultura integrada à outras questões da cidade.

Marcelo Calero conversa com diversos realizadores da cidade na Pavuna.

“A gente quer comemorar o aniversário da cidade valorizando a cultura que é produzida em cada canto desse Rio de Janeiro. Não adianta ficar com essa visão totalmente equivocada – que já prevaleceu no passado – de que a Zona Sul leva cultura pro resto da cidade. Que história é essa?”, questiona Calero, que em sua gestão pretende aproximar o poder público das ações de ponta da cidade. “No passado editais de secretarias eram só para quem tinha toda uma burocracia, aparato, funcionários. Era feito pra não funcionar pra quem não tinha uma estrutura grande. São os que menos precisam. O edital [Ações Locais] foi uma construção muito difícil. A ideia é fazer dele o carro chefe que facilite a vida de quem atua na ponta”. O edital é uma iniciativa que vai premiar projetos de pessoas físicas em diveras regiões do município.  Além da premiação em si, Calero vê mais legados nessa ação. “Um dos grandes méritos do ações locais foi mapear quem faz cultura no Rio de Janeiro e isso nunca tinha existido”, destaca o secretário que pretende usar esse banco de dados para expandir a atuação da secretaria de cultura.

Ronaldo Marinho falou um pouco sobre a experiência do Favela em Dança e trouxe à tona toda capacidade criadora do jovem de periferia e a impacto que suas ideias podem gerar na cidade.  “Teve um grupo de Nova Friburgo que ia pro sinal consgeuir algum dinheiro pra passagem, e a partir disso a prefeitura de Nova Friburgo percebeu essa mobilização e cederam ônibus para eles. A gente conseguiu mobilizar diversas regiões do estado. A gente viu que o evento em si consegue conectar muitas pessoas “, contou Ronaldo, que já pensa na próxima ação do projeto para esse ano.

>> Confira a Lista de Oportunidades para o ano de 2015

Para Ana Lycia Gayoso, do movimento Rio Eu Amo, Eu Cuido, a aproximação entre governos e sociedade é uma via de mão dupla. Ao receber uma pergunta de Pezin Vegas, do Rappercussom, sobre como seu projeto conseguiu uma intercolução maior com pode público, Ana Lycia deu um conselho simples, mas poderoso: ”Bata na porta!”. “A gente pensou numa parceria com o poder público porque a maioria das ações são em espaços públicos. E como cidadão, o que posso fazer pra articular coisas na cidade e chamar pra junto a iniciativa privada e o poder público? Quem ganha é a cidade”, conta uma das organizadoras do movimento que cria diversas ações de intervenção urbanística e campanhas de sensibilização para conservação do espaço público.

No Conecta! rolou também um bate-papo entre a equipe da Agência e o público de interesse dos projetos desenvolvidos na Agência.

Para Ranolfo Ferreira, coordenador do Uma Mão Loga Outra, o encontro foi uma oportunidade de conhecer novas ideias e caminhos para seu projeto. “Achei interessante o que foi falado ali. Descobrir que tenho um modo de ter acesso a apoio público, quando eu achava que tinha muita dificuldade”, conta Ranolfo, que aponta que as políticas públicas para cultura digital ainda são ineficientes.
Para Matheus Mazaro, de 15 anos, morador de São João de Meriti (município vizinho à Pavuna), integrante do TEPIR (Território de Educação Para Promoção de Igualdade Racial).

Para Mateus Mazaro, de 15 anos, morador de São João de Meriti o encontro foi importante para conhecer novas maneiras de pensar a relação entre sociedade civil e o poder público. “Na verdade a gente tem acesso às ações do governo dentro da escola. É novo conhecer um projeto que tem essa ligação direta. A gente tem o poder mesmo!”, conta o jovem que pratica artes circenses e organiza manifestações em sua cidade.

Para a Agência o ano já começou, pois a missão de hackear qualquer espaço e meio de criação é um compromisso diário. Veja mais fotos do encontro aqui >> http://goo.gl/cS6adb

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