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Zona Oeste em Alta: A História Que Eu Conto

O Ponto de Cultura A História Que Eu conto atua na Vila Aliança e em Senador Camará. O foco é recriar as imagens dessa região da Zona Oeste através da produção dos jovens realizadas nas oficinas de artes plásticas (grafite e pintura clássica). O projeto começou a partir de um processo ruptura na vida de Samuel Muniz (o fundador do projeto) e da ocupação, há 7 anos, de um prédio abandonado no meio da comunidade.

Samuel, junto com George Cleber (Binho Cultura) e Jeferson Cora ( Jê) fundaram o Centro Cultural A História Que Eu Conto (CCHC), que abriga mais três projetos: Visão Coletiva Sustentável, A Arte de Cuidar e O Protagonismo Cultural. Além disso, o espaço conta com uma biblioteca com mais de 7 mil livros e um espaço para exposições, como O Abstrato Figurativo, de Edson Ferreira Zédin.

“As oficinas passam a ser um atrativo. Quando o adolescente vem para o centro, passa a ter um instrutor que vai criando uma relação com esse adolescente e traz suas demandas para a equipe geral do Ponto. Ele detecta algo que normalmente vem da casa [do jovem] e a gente faz essa abordagem com a família”. A atitude de ir além da formação artística e procurar uma aproximação com a vida do jovem vem muito da percepção da equipe sobre o território e da história pessoal de Samuel Muniz (Samuca).

“Eu sou um cara que viveu no crime. Com 16 anos virei assaltante depois da morte da minha mãe. Fui um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro”, conta Samuel, que há 18 anos, quando ainda estava preso, mudou o rumo de sua vida até então e prometeu divulgar a sua história para ninguém mais precisasse passar por algo semelhante.

O que foi um espaço abandonado deu lugar para uma biblioteca no meio de Vila Aliança. (foto: divulgação)

O Ponto atualmente passa por uma reformulação em sua metodologia. O objetivo é incorporar crianças mais novas nos cursos de artes visuais. Segundo Samuca, a região tem sofrido com as recentes(e frequentes) incursões policiais e esse clima de tensão não atinge apenas os jovens. “A idade de quem entra pro tráfico ficou cada vez menor” observa Samuel como uma das principais motivações para essa novo direcionamento das ações.

Para acompanhar as atividades desse Ponto, curta a página no Facebook e saiba mais sobre outros projetos do CCHC no site.

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