CINECLUBE: EXPERIÊNCIA EM AUDIOVISUAL E TERRITÓRIO

Rumos dos Pontos de Cultura #1
14 de setembro de 2016
#AgênciaSantaCruz: Bússola
21 de setembro de 2016
Exibir Tudo

CINECLUBE: EXPERIÊNCIA EM AUDIOVISUAL E TERRITÓRIO

O Pontão de Cultura Rede de Formação e Articulação dos Pontos para o Trabalho com Infância e Juventude chega com muita energia ao segundo semestre de 2016, depois de um pouco mais de um ano de realização com diversos agentes culturais do Rio de Janeiro. O mês de agosto encerrou o ciclo de formação para à Juventude; e setembro será dedicado à formação audiovisual – através do cineclube –  de crianças de territórios populares.

CINECLUBE DE CRIANÇA

Segundo Luciano Braga, coordenador do Pontão de Cultura, a escolha pela formação na área do cineclubismo visa aumentar a autonomia e a experiência das crianças no audiovisual, já que os participantes farão desde a curadoria de conteúdo até a produção das sessões. “Essa ideia a gente achou interessante porque vamos colocar as crianças mesmo como produtoras. Queremos elas façam parte desse processo de cineclube, de estimular essa experiência do audiovisual e essa visão crítica”, completa Luciano.

A formação será feita com cada ponto de cultura durante uma semana. Crianças a partir de 8 anos de idade podem participar. No final deste período, um cineclube será realizado na casa de um dos participantes, sob orientação tanto do Pontão quanto da organização em que a criança está inserida. O primeiro cineclube aconteceu no Morro do Zinco (Complexo de São Carlos), com crianças envolvidas no projeto Livreteria Popular Juraci Nascimento.

Thaina de Moraes, coordenadora do Cine Batan, acredita que esta formação atenderá uma demanda real: crianças são a maioria entre os presentes nas sessões que o cineclube realiza. “O público que o Cine Batan mais atinge é criança mesmo. Tivemos uma sessão em que a gente contou com 60 crianças, no primeiro dia do Festival Cai Pro Cine. A gente conseguiu formar esse público de cinema”, conta a jovem.

Ela ainda destaca a pontualidade e a concentração das crianças durante as exibições. “Elas sempre chegam cedo, sempre atentas aos filmes. Geralmente, criança é agitada, gosta de brincar, mas eles ficam sérios, conversando com a gente depois que acaba o filme. E está sendo uma experiência muito boa, até mesmo na escola, em que estamos levando questões sobre racismo, violência. Isso é muito importante”, completa.

CINEMA E MOBILIZAÇÃO

O responsável pela metodologia das formações, o cineclubista e educador audiovisual Diego Bion, destaca o termo “experiência coletiva” como essencial para o entendimento desta nova fase do Pontão voltada à infância. “O cineclubismo é uma possibilidade de experiência audiovisual coletiva. O audiovisual não se restringe a uma experiência de produzir imagem e som, mas também na posição do espectador dessas obras que estão sendo difundidas”, conta Bion. As sessões vão misturar filmes em longa, média e curta metragem, numa forma de abrir espaço para obras que passam em diferentes plataformas e repertórios.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *