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Cinco dicas para passar na banca #2

por Carolina Lourenço e Maycom Brum

A banca será no próximo sábado! Tanta coisa já aconteceu que nem parece que já estamos na última etapa do #CicloDeEstímulos2015 e que em 2016 – que já está bem perto – novos projetos vão mostrar o poder de realização da juventude popular. De setembro até aqui, os bolsistas chegaram com uma ideia, um desejo de realizar ou só com vontade de ganhar a bolsa mensal da Agência de Redes para Juventude. E agora, geral vai apresentar uma iniciativa que vai impactar seus territórios e impulsionar seus projetos de vida.

Durante as últimas três semanas os bolsistas, junto com a equipe de mediadores e universitários, se dedicaram a preencher o formulário para a banca – que será composta por pessoas externas à Agência que atuam em diversos campos na cidade: empreendedorismo, arte, políticas públicas e tc. A montagem da apresentação em Power Point, além do ensaio do o que vai ser falado na banca, foi o foco desses últimos dias. A galera trabalhou pesado para descobrir e corrigir as possíveis falhas, buscar objetividade e chegar na banca com uma ideia estruturada.

Para tranquilizar os jovens nesse momento de tensão, conversamos com a galera da Rede Agência. A Rede é constituída de projetos que foram criados a partir da metodologia da Agência em outros ciclos e que agora passam por um processo de consolidação que visa, por exemplo, ao desenvolvimento de linguagem e formas de institucionalização.

Segue aqui a continuação das dicas que vão ajudar os bolsistas do Ciclo de Estímulos a mandar bem na banca. A primeira parte já está no ar. Veja aqui.

6. Saber tudo sobre o projeto

Alguns itens, como valores no orçamento, podem ser lidos ou copiados do power point. Mas as informações básicas e centrais para sustentar a ideia precisam ser decoradas.  Questões que envolvem o projeto, como o desejo inicial, o impacto, o público alvo, as ações que serão realizadas, os parceiros e as estratégias de divulgação devem estar na ponta da língua de todos do grupo – mesmo os que não querem falar muito.

O conselho dos integrantes da grife de camisas do Batan Charme Favela é manter a calma e chegar confiantes com o que vão dizer. “Não pode chegar lá falando coisas que nem a própria pessoa tem certeza, ali é a hora de mostrar tudo o que já foi pensado”.

Raquel Spinelli, do Providenciando a favor da Vida – que se tornou uma ONG e apoia física e financeiramente grávidas na comunidade da Providência – identifica como a principal causa da insegurança a falta do domínio sobre o assunto. “É bom saber do que se está falando, dominar o que realmente se quer passar na ponta da língua. E acreditar que a sua ideia faz a diferença”.

7. Não se intimidar

Treinar a apresentação, decorar o conteúdo, estudar sobre o próprio projeto são maneiras que podem ajudar na preparação para a banca. Os jurados poderão fazer perguntas sobre alguns tópicos, mas o segredo é tentar manter a calma e não se intimidar. Caso a situação não tenha sido pensada anteriormente, sugerir soluções possíveis e facilmente aplicáveis.

Para os idealizadores da Horta Inteligente, uma horta comunitária no morro da Providência, a banca não tem nenhum segredo. É preciso apenas apresentar qual o objetivo do projeto e como o grupo fará para chegar a esse resultado. “Se o projeto é seu, não tem com o que se preocupar, e nem ter dúvidas. É hora da certeza. O essencial é passar total confiança e vontade de realizar a ação na comunidade”. Uma boa tática para driblar o nervosismo é, enquanto fala, olhar para alguém que passe segurança.

 

Para Michele Silva é fundamental planejar o orçamento com calma, e não gastar tudo num único item.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Planejar e detalhar o orçamento

É preciso saber dividir os R$ 10 mil entre os três meses do projeto, nas etapas de produção, execução e finalização. A banca vai observar os gastos desnecessários com equipamentos caros ou pouco usados, ou no evento de inauguração. O dinheiro deve ser bem distribuído e utilizado. Uma boa ideia é colocar em uma planilha o que será comprado e o valor aproximado.

De acordo com Michele Silva, que já foi produtora local da Rocinha, e hoje integra o jornal comunitário Fala Roça, é fundamental planejar o orçamento com calma, e não gastar tudo em um único evento, ou uma única ação do projeto. Marjan ATurma, do Rap na Reta, destaca que é interessante pensar no orçamento de modo a gerar maior continuidade ao projeto.

9. Ser claro e objetivo durante a apresentação

Para a galera do Studio Movimentos, que oferece oficinas de dança aos jovens da Cidade de Deus, deve-se dividir as falas, apresentar um power point objetivo, com boa aparência. “Cores muito fortes confundem. Ao invés de impressionar, acabam causando estranheza aos julgadores. Ter foco é super importante, e o texto bem decorado para não gaguejar na ‘Hora H’”. O grupo também ressalta que ser objetivo é uma das grandes atitudes para superar um possível nervosismo na hora de se apresentar na banca.

Na pré-banca da Rocinha: Cíntia Martins, do Inclusive, já ensaiou a apresentação do cronograma do projeto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10. Ser organizado

Lucas Pablo, um dos coordenadore do InterVem Favela conta que, além de dominar a proposta do projeto para responder bem aos questionamentos da banca, é bom ser organizado. “Organizar a apresentação em tópicos para não se perder no nervosismo”. Ensaiar as falas e a ordem dos integrantes dentro dos sete minutos de apresentação, fazer slides simples objetivos para não se perder nas informações pode ser uma boa tática para manter a tranquilidade durante a apresentação.

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