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Ciclo se encerra na Rocinha

Ao chegar na Biblioteca Parque da Rocinha no último sábado (02/08), percebemos uma organização diferente.  Os jovens não estavam reunidos na última sala do terceiro andar, como de costume, mas na varanda.  Era dia de banca. Por esse motivo a sala foi reservada para receber os jurados para assistir as apresentações dos projetos, avaliar seu potencial e a forma como estavam estruturados.  Na varanda, os jovens tinham seus papeizinhos nas mãos, decorando os últimos detalhes para a apresentação. Era fim de um ciclo da Agência de Redes para Juventude e o clima era um misto de celebração, emoção e espera.

Mayara Lira e Naira Viana se apresentam para bancaA manhã era de sol. E ali, sentadas na sombra, estavam a dupla Mayara Lira, de 15 anos e Naiara Viana de 21, do Sarau LGBTS. Ambas perceberam mudanças a partir da experiência de quase 3 meses de freqüência na Agência. “Po, o que eu aprendi? Eu aprendi muita coisa. A perder a timidez, falar mais” comentou Naiara. De fato, a dupla sempre foi muito tímida, o que parecia ser um empecilho, mas ainda assim não desistiram do projeto, mesmo sendo apenas elas duas. “Hoje estamos mais tranquilas, depois de tanto apresentar. Já temos algumas parcerias fechadas e pretendemos dar continuidade ao projeto mesmo se ele não passar” disseram animadas.

Numa mesa ali do lado os jovens do Favela Jobs, comentaram sobre seus anseios, expectativas e balanço sobre os meses na Agência. “Ninguém nunca tá preparado”, diz Júnior Sampaio, de 18 anos. Flávia Brandão revelou para si mesma uma nova faceta da sua personalidade durante os últimos meses “Acho que descobri meu potencial, minhas capacidades, o que posso, o que não posso. Antes eu não enxergava”,disse a jovem com olhar compenetrado.

Um dos primeiros grupos a se apresentarem para banca foi o Somos Alguém. Após a saída a sensação era de alívio. Esparramados nas

"Somos Alguém" foram um dos primeiros grupos a se apresentarem

cadeiras da varanda, entre uma selfie e outra, percebíamos um ar sereno e um clima de realização.  “Justamente por causa da organização que nós conseguimos montar projetos. Cada universitário é responsável por um grupo, e isso é muito legal, toda dedicação. No meu Facebook os meus amigos foram vendo isso, que eu estava em um projeto, e isso foi expandindo, criando redes” comentou Gabriella Santos, sobre sua experiência na agência.

Cada grupo que saia da sala da banca tinha um semblante de satisfação. Os meses de estruturação deixaram os jovens confiantes, mas o friozinho na barriga por apresentar para desconhecidos era impossível de se perder. Mayara e Naiara estavam bastante emocionadas após a apresentação. Os olhos lacrimejavam, haviam dado um passo à frente da timidez. “Acho que eles adoraram o projeto”, contam as meninas.

De fato, a Banca era só elogios aos projetos apresentados. Maria Carneiro da Cunha, da Giros, Lia Baron, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio e Fabrício Jefferson, idealizador do Movimentos foram os convidados. Todos ficaram surpresos com os logotipos e com a estrutura da apresentação. “Não sei como era antes, mas percebemos na apresentação que um método se solidificou”, comentou Lia Baron. Bom, eles terão muito trabalho para selecionar quem ganhará os 10 mil. Dedos cruzados e no fim o clima era de expectativa pelo resultado e os semblantes era de já ter cumprido um trabalho, ou uma parte dele.

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