Centro de Inventários

Disparando a Criação
27 de Maio de 2014
Chuva de ideias em Santa Cruz
29 de Maio de 2014
Exibir Tudo

Centro de Inventários

Os jovens dão as mãos num circulo, para conhecerem melhor uns aos outros.

Um inventário pode ser sobre qualquer coisa, até sobre escovas de cabelo. Mesmo sendo todas escovas, o tamanho e o formato cria diferenças entre elas, essa diferença leva cada uma a ser usada para cada tipo de situação. Cabelos grandes, médios, curtos, ajeitar a franja ou auxiliar no alisamento do cabelo. Tendo todas essas possibilidades, você pode escovar praticamente qualquer cabelo de qualquer forma tendo um inventário de escovas.

Essa é a função de um inventário, expor as possibilidades do que pode ser feito com o que se tem a sua volta. Foi isso que os jovens do Centro realizaram no seu  primeiro estúdio de criação da Agência de Redes para Juventude. Até o final desse encontro, eles fariam um inventário das coisas, lugares e pessoas que poderiam ajudar a sua ideia a se tornar em um projeto em seu território.

Mas o que poderia ajudar uma ideia a se tornar algo concreto? Se você quer construir uma loja de doces, porque não pedir para vovó ou para vizinhos que saibam fazer doces. Talvez um amigo com um terreno sem uso, outro amigo motoboy que poderia entregar os doces. “Às vezes pessoas que você nem gosta tanto podem se tornar as melhores parcerias”, disse Sérgio Telles, mediador territorial do núcleo Centro. É preciso investigar o território, criar redes, amizades, contatos e com isso deixar fácil (ou mais fácil) o que parecia impossível.

Depois de uma apresentação do conceito e de alguns exemplos de inventários, os jovens tiveram um tempo para desenvolver o seu próprio inventário, que poderia ser escrito, em forma de teia ou mesmo desenhando, de mode que fosse mais fácil para cada um entender o seu. Quando seus inventários já estavam prontos, eles foram divididos em grupos de três, cada um com um universitário para ajudá-los a mostrar as suas idéias uns para os outrs e trocar redes e possibilidades no território.

Elisângela Almeida de Oliveira é da Providência, e quer mudar a narrativa do lixo de seu território com coletas de lixo seletivo em pontos estratégicos onde mora.  O dinheiro arrecadado com a coleta do lixo seria revertido para os garis responsáveis pela área. Kévin Sérgio Silva de Lima, 22 anos, da Maré, quer colocar telões em zonas movimentadas de seu território e um site com publicidade e informação local.  Já Júlio César Silva do Nascimento, 20 anos, que também é da Maré, planeja criar uma agência de turismo por lá para levar pessoas da comunidade para conhecerem o Rio de Janeiro. “O povo deveria conhecer sua própria comunidade”, diz o jovem Júlio.

Já com suas ideias um pouco mais amadurecidas e experiências trocadas, cada um desses grupos apresentaram suas ideias para a turma inteira. Mesmo os que pareciam mais tímidos mostraram desenvoltura depois de um pouco de inspiração e um “empurrãozinho”. E assim começou o novo ciclo do centro no núcleo Centro.

Os jovens se reuniram em grupos de 3 na frente da turma para expor suas idéias.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *