Boreart em Rede

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O Boreart é um projeto desenvolvido na Agência de Redes para Juventude pelos jovens Fred Castilho, Kauã Gonçalves, Márcio Correia, Leonardo Ferreira e Leandro Araújo, todos moradores do Complexo do Borel.

O projeto quer implantar uma galeria de arte no território, utilizando as casas dos moradores como suporte destas exposições. Para esta ação os jovens contarão com o apoio de 5 artistas, que além de doar obras de sua autoria, irão elaborar oficinas com os moradores e integrantes do projeto para produzir as demais obras que serão expostas.

Desde quando surgiu a ideia da ‘galeria’, os jovens buscam parcerias com artistas, curadores e instituições, acompanhados pela tutora Melissa Arievo e a universitária Diana Vieira. Além disso, aumentam seu repertório em visitas à galerias e outros espaços de arte. A primeira saída foi pela Lapa, onde os jovens puderam ver de perto como funciona a organização e a estética dos grafites daquela região.

Boreart no encontro com Guilherme Vergara

Os jovens do Boreart continuaram seu percurso de galerias ao visitarem o MAM (Museu de Arte Moderna) , onde conversaram com o curador Luiz Vergara, ex-diretor do MAC (Museu de Arte Contemporânea).

“Como provocar a ficção, a invenção e o sonho nas pessoas?”, indagou o o curador. Vergara também falou sobre o papel da arte como algo que subverte o cotidiano e provoca sensações nos outros e que, principalmente, nos faz sonhar.

Encontro com Marcus Lontra

Fred Castilho e Kauã Gonçalves, acompanhados pela tutora Melissa Arievo e a universitária Diana Vieira também visitaram a casa do curador Marcus Lontra Costa , para discutir conceitos de “Galeria e Curadoria”.

Marcus citou a questão da sustentabilidade do projeto através da criação de oficinas para atrair pessoas. “Além de uma galeria, os jovens precisam fazer do espaço um lugar de convivio e criação artística”, afirma Lontra que acrescentou a importância da mobilização dentro do Borel, para depois expandir à toda cidade. Ele ressaltou também a importância do projeto elaborar uma identidade visual, pois para ele, “arte é criar processo de identificação”. Marcus se propôs a fomentar a iniciativa dos jovens, buscando apoios com artistas e instituições.

E o Boreart continua no seu processo de mobilizar parceiros e na busca por estratégias para que a ação impacte o território, colocando o complexo do Borel na reinvenção do circuito das artes visuais da cidade do Rio de Janeiro.

 

 

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