BatanShow

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Relação dos jovens da CDD com a cidade
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Hoje foi dia de consultar o mapa de nossa trajetória na Agência e olhá-lo com atenção. Estamos chegando ao fim do segundo planeta – chamado Extensão e Experimentação. O nome diz tudo sobre essa fase do Ciclo de Estímulos: chegar junto nos jovens para que eles aumentem seus repertórios e comecem a produzir formas de entender sua ideia.

“Caiu a ficha!” – Foi assim que o universitário Hanier Ferrer definiu o dia. Os jovens estiveram o tempo todo conscientes e participativos nas atividades propostas: a produção de um abecedário de sua ideia; a discussão sobre direito à cidade e a produção do Batan Show, um caderno com a agenda cultural da região.

Os jovens formaram duplas entre quem não tinha muita intimidad e dividiram alguma história de suas vidas. Em papéis colados nas paredes, escreveram a história do colega. Depois, essas histórias viraram o abecedário da vida de cada bolsista. Foi um esquenta para a produção do abecedário das ideias e da importância da sua própria história para cidade.

Como disse Fernando Coock, o trabalho de produzir um abecedário é igual ao trabalho de um arquiteto. “Imagina o pedreiro se o arquiteto não desenhar direito a planta”, afirma. Desta maneira, ele deixa claro que o abecedário é uma forma de fazer outras pessoas entenderem suas ideias, o que muito ajuda na sua concretização.

Por que sair?

Após um exercício corporal muito animado, onde todo mundo pôs também a voz para funcionar, ficou fácil discutir direito à cidade. Foi uma discussão acalorada. Para Carlos, as pessoas saem do Batan em função de estudo e emprego. Pois lá tem quase tudo em relação a serviços – como mercadinhos, vários tipos de comércio e entretenimento.

Várias referências foram trazidas pela equipe e os bolsistas não deixaram nenhuma passar em branco. O mediador Sergio Telles perguntou quem já tinha ido ao Theatro Municipal. Hiago Viveiros foi um dos poucos a levantar a mão e disse ter ido ao Theatro através de uma caravana organizada pelo Batan. Este exemplo é interessante pois mostra que certos direitos não são tão acessíveis, que é preciso criar estratégias para usufruir espaços da cidade que, na teoria, poderiam estar sempre ocupado por qualquer habitante da cidade.

Outro exemplo que agitou o pessoal foi o da mãe de Mariana Rosa, que trabalha no centro da cidade. Às 6h da manhã ela parte do Batan para o trabalho e volta de lá por volta das 18h. Todos concordaram que ela circula pela cidade ao pegar um ônibus e caminhar até seu trabalho, mas logo perceberam que sua estada naquele espaço da cidade é mediada pelo trabalho. A cidade é vivida pela mãe de Mariana, e para tantas outras pessoas, apenas pela função que exerce.

 

Os livros no chão tratavam de assuntos referentes ao direito a cidade. No chão, ilustraram os pontos da cidade pelos quais a mãe de Mariana poderia passar.

 

Na referência de David Harvey trazida pela mediadora Rafaelle Castro, entendemos que direito à cidade é “construir uma forma de cidade que seja nossa”.

Disputando o que os grandes jornais pautam sobre lazer na cidade, montamos coletivamente o BatanShow, o guia de entretenimento da comunidade.

Saiba mais sobre como foi o dia assistindo ao vídeo abaixo!

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