Batan botando banca!

Bastidores da banca no PPG
20 de dezembro de 2012
VIVA 2013!
7 de Janeiro de 2013

Toda energia e companheirismo prometido (e mostrado) no sábado passado, dia dos seminários comunitários, se fez presente mais uma vez no 15 de dezembro de 2012, o tão esperado dia da Banca de projetos da Agência de Redes para Juventude.

O dia foi muito curto e corrido. Às 9h, a maioria dos jovens já estavam presentes com sua contribuição para o café do manhã. A ideia era não falar de banca, pelo menos não nessa sala e no momento do café da manhã. Então, não nos restou muito coisa além de comer muito, rir, cantar, gritar e tirar belas fotos!

Por volta das 10h, todos os jovens e equipe subiram para nossa sala habitual, para que ela fosse preparada com as nossas boas energias. A mediadora Rafaelle Castro lembrou que lá vivemos cada sábado e que não deveríamos ter medo de ficar dentro daquele espaço, mesmo com presença de uma misteriosa “banca avaliadora”. Afinal, foi lá que todos os projetos se desenvolveram. O que reforça uma ideia sobre a qual todos nós trabalhamos: ninguém sabe mais sobre o projeto do que o próprio jovem, que passou por diversas etapas. O projeto está dentro de si, pois é fruto de seu desejo.

Nesse momento, realizamos exercícios corporais para liberar a tensão. Entre gritos de potência, como “EU SOU POTENTE!” e “UHUL, É O BATAN! Os jovens liberaram essa tensão de vez, como vamos ver logo mais a frente.

Finalmente, a banca!

Logo depois desse momento, Álvaro Maciel (pai) e Anderson Barnabé chegaram. Eles formaram a banca do Batan. Para Álvaro, a Agência proporciona uma organização de redes e um que reencontro das comunidades. E conviver com a juventude, ver o que ela está pensando é uma grande oportunidade para ele, para o jovem e para a cidade. Ser um membro de uma banca é tranquilo, pois já convive com projetos (associação de moradores, cinema, dança, oficinas) porém, sabe que está em apuros, pois todos os projetos são bons. Vai depender da firmeza do jovem, de ver o que ele sente.

Para Barnabé, estar ali é ver o trabalho realizado há setes anos deu certo. Ele é coordenador da Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, administrada pela Avenida Brasil, instituto proponente da Agência de Redes para Juventude. Nas ações que realiza, a arte é um processo metodológico que dispara a expressão e a visibilidade de outras narrativas na cidade, impactando o território.

O momento das apresentações em si ninguém da equipe pode acompanhar, por motivos óbvios: seria impossível não dar qualquer apoio moral para esses jovens que nós acompanhamos durante todo esse tempo (mesmo que tenham sido só três meses). E era o momento deles mostrarem o que resultou de todo o processo, da maneira que ele escolheu e quer mostrar, tanto de si quanto do projeto.

O que nos restava era esperar. Esperar e cantar, comer, dançar… Alguns até arriscaram tocar o violão que o universitário Hanier Ferrer levou. A UPP do Batan ficou dividida em três espaços: a banca, em que cada grupo mostrava seu projeto em 15 min; a sala da descontração e a área externa, onde os grupos que terminavam sua defesa ficavam.

O primeiro grupo a se apresentar foi o Éduka, de Carla Moreira, Hiago Viveiros e Nathalia Silva. Os três saíram exultantes, pois consideraram a apresentação muito boa. E as reações dos outros seis grupos não foi diferente: todo mundo saía feliz, num misto de alívio e felicidade, por ter conseguido apresentar da maneira desejada (e ensaiada ao longo de muitos dias).

Barnabé e Álvaro disseram estar mais frustados do que felizes por terem que escolher apenas quatro projetos, que é o número máximo de aprovação por território. De acordo com eles, todos os projetos são muito bons e bem apresentados e deixar de fora três seria uma tarefa muito difícil. Barnabé disse também que projetos como a Agência, que potencializam os desejos dos jovens é um reflexo de um país que não tem como voltar a atrás nesse caminho da juventude mudar seu território. E de metodologias como as da Agência virarem políticas públicas para que essas ideias ganhem grandes proporções.

Subindo o monte

O dia terminou com alguns jovens e a equipe subindo o Monte, um morro em que muitos jovens sobem para se divertir e ver o pôr-do-sol no Batan. O lugar também foi ocupado pelas igrejas evangélicas, como lugar de peregrinação e oração. E lá, nós quanto equipe percebemos que o jovem conhece seu território e que na favela existem mil lugares de convivência. Foi bem divertido!

No mais, gostaria de agradecer a: Arthur Barbosa; Suelem Barbosa; Fernando Coock; Cinthya Silva; Allan Copelli; Rowena Valença; Lucas Viana; Larissa Britto; Alex Alves; Carolina Farias; Rafaelle de Castro; Marianne Rocha; Carlos Gabriel; Diana Vieira; Alan Lopes; Mariana Rosa; Thaina de Moraes; Hiago Viveiros; Maísa Julia; Thiago Marcante; Carla Moreira; Yanca Catunda; Debora Alves; Filipe Oliveira; Gabriela Lima; Hanier Ferrer, Nathalia Silva; Sergio Telles; Tatiane Cardoso, Larissa de Souza, Rebecca Vieira e Yago Mariano por terem topado essa empreitada que se revelou linda para todos nós!

Veja os melhores momentos do Batan!

Neste vídeo, saiba quais foram os melhores momentos da Agência para cada um dos jovens do Batan!

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